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No Acre, 383 pessoas dividem posto de mais ricos, com renda mensal de R$ 160 mil

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O Observatório de Política Fiscal da Fundação Getúlio Vargas divulgou esta semana uma nota técnica que mostra a concentração de renda no topo da pirâmide social brasileira entre 2017 e 2022. Em média, a renda da elite brasileira cresceu 96% em cinco anos, quase três vezes mais do que a base da pirâmide. O estudo é baseado nas declarações de imposto de renda, da Receita Federal, e em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

No Acre, segundo o levantamento do doutor em economia Sérgio Wulff Gobetti, em 2017, 38 pessoas tinham renda média mensal de R$ 608.903,00. Já em 2022, 383 pessoas dividiam o posto de mais ricos do estado, com uma renda média mensal de R$ 159.096,00.

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Pandemia deixou ricos ainda mais ricos

Além dos resultados evidenciados na amostragem quanto ao crescimento da população mais rica, os dados também comparam o crescimento econômico da população média, em relação à elite econômica. Enquanto o primeiro grupo obteve um crescimento de renda de 33% em cinco anos, no mesmo período os mais ricos (5% da população) viram sua renda subir até 87%. Na ponta da pirâmide, ou seja, entre os milionários (0,1% da população), o crescimento é ainda maior: 96%.

O que explica o aumento de renda expressiva do topo da pirâmide social é, em parte, o crescimento dos investimentos em atividades rurais, cuja maior parcela está isenta de tributação. Só em 2022, dos R$ 147 bilhões de renda proveniente do setor rural, R$ 101 bilhões foi para o bolso da elite sem pagar impostos.

Acre ainda é um dos estados menos desiguais do país

Com dados da Receita Federal, Sérgio Wulff avaliou a proporção entre a renda média dos mais ricos, em relação à classe média. Mato Grosso, São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul foram os estados com maior desigualdade. Em último lugar, o Amapá é seguido pelo Acre entre os estado com menor desigualdade, indicando que o crescimento da renda entre os mais ricos também levam em conta as diferenças regionais, já que com exceção de São Paulo, que é uma metrópole econômica, os estados com maior desigualdade são os que mais investem no agronegócio.

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