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Infectologista crítica negacionistas da vacina e defende ação conjunta para combater a dengue

Foto: reprodução/Pôdicast
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O ex-deputado estadual e ex-vereador de Rio Branco, médico infectologista Eduardo Farias, foi entrevistado nesta quarta-feira, 10, no PôdiCast, do publicitário Davi-Sento-Sé, e falou sobre os cuidados, riscos a saúde e importância do combate à doença – que devido ao aumento de casos, teve o decreto de estado de emergência assinado pelo governo do Acre.

Na avaliação do médico, no momento, há um surto de dengue no Acre. “Ela tem surtos epidêmicos e são sazonais, onde depende do período, temos o chuvoso, quente úmido, ideal para reprodução dos mosquitos. Nesse período temos o aumento dos casos e surtos epidêmicos, nós estamos nessa etapa”, explicou.

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Farias também contou como o vírus da dengue é transmitido, segundo ele, por mosquitos fêmea, principalmente da espécie Aedes aegypti e, em menor proporção, da espécie Aedes albopictus – que também transmite chikungunya e zika. O médico disse que o segredo para combater a doença é cortar a cadeia produtiva e defendeu uma ação conjunta entre poder público e a população. “O segredo é cortar a corrente de transmissão, ou seja, no vetor. Por isso é importante uma ação que não envolva somente o poder público, porque não vai dar conta de entrar na casa das pessoas, fumacê, produtos na caixa de água e tirando pneus”, comentou.

Com uma mortalidade em média entre 1,5%, o infectologista comemorou o fato do vírus da dengue não transmitir a febre amarela no Brasil, para ele, caso houvesse a possibilidade, a taxa de mortalidade giraria em torno de 20%. “Ia ser um caos”, preveu.

Eduardo revelou ainda que o surgimento de novos vírus – como Mayaro e Oropouche, ocorre por conta das intensas mudanças climáticas. “As outras espécies também tentam se adaptar. Vamos ter mais seres vivos, vírus e mosquitos buscando a adaptação”.

O doutor cutucou o governo e a prefeitura que, na sua opinião, precisa de mais divulgação à população sobre a real situação no Acre. “Não tá na dose ideal. Então, massificar a informação é importante. Precisa de uma ação conjunta, um mutirão”, ressalta.

Falando sobre o público que condena a vacinação no país, o médico afirmou que isso é desserviço a população causada pelo governo de direita e elogiou a chegada da vacina contra a dengue que terá 85% de eficácia. “Essa turma faz um desserviço. Esse processo não é de hoje e já vem a algum tempo. O Brasil também está produzindo uma vacina e em dose única”, declarou.

Prevenção da dengue

Durante o bate papo com o publicitário, Eduardo fez algumas recomendações importantes ao público. “Começa por não deixar água parada, o negócio dela não é o chuvaral não, é pós chuva, caixa de água aberta e receber o agente de endemias, nesse momento, ela [dengue] tá pegando todo mundo, o pobre e o rico”, disse.

Assista o Programa na Integra:

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