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Após quatro anos fechada, Casa de Chico Mendes será reaberta ao público na próxima sexta-feira

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Único patrimônio histórico nacional tombado no Acre, a casa onde o líder sindical e ambientalista Chico Mendes viveu os seus últimos anos e onde foi brutalmente assassinado, em 22 de dezembro de 1988, em Xapuri, vai ser reaberta ao público no próximo dia 10 de novembro.

O retorno do acesso do público à Casa de Chico Mendes acontecerá após o espaço que é o maior atrativo turístico da cidade ter sido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A solenidade de reabertura está marcada para acontecer às 10h da próxima sexta-feira.

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A informação foi confirmada ao ac24horas pelo filho mais novo de Chico Mendes, Sandino, que afirmou que foi estabelecida uma parceria com a Prefeitura de Xapuri para trazer de volta ao público em geral a visitação a um dos imóveis mais simbólicos do Acre e do Brasil.

“Estou muito feliz, pois a Casa de Chico Mendes não é só um museu. Ela representa toda a luta histórica dos seringueiros, a história do meu pai, que ultrapassa as fronteiras do nosso país, uma luta reconhecida mundialmente. Então, estou muito feliz por isso”, disse Sandino.

A Casa de Chico Mendes foi tombada pelo Iphan no dia 15 de maio de 2008. O patrimônio já tinha sido tombado pelo Estado do Acre em 2006, no dia 5 de setembro, Dia da Amazônia, com a assinatura do decreto pelo então governador Jorge Viana em cerimônia realizada no Palácio Rio Branco.

Construída em 1960, a casa já havia passado por uma reforma após a enchente de 2015, quando foi inundada pelas águas do Rio Acre. Naquela ocasião, o imóvel recebeu reforço estrutural, substituição das madeiras, pintura nova, microdrenagem e canalização das águas pluviais e rampa de acesso para acessibilidade.

Neste ano, uma nova enchente voltou a atingir a casa, que já necessitava de novos reparos, principalmente em relação aos danos à madeira, que sofre com as intempéries. Com a conclusão da obra, os móveis que haviam sido retirados do local por segurança foram devolvidos e só restava a definição de quando, enfim, o patrimônio seria reaberto.

A Casa de Chico Mendes virou símbolo da luta socioambientalista, pois foi onde o líder seringueiro Chico Mendes morou durante seus últimos anos de vida. A casa possui quatro cômodos, composta por sala, cozinha, dois quartos e um corredor. Sua construção representa a arquitetura vernacular ribeirinha, comum na região, por se tratar de áreas alagadiças.

Com a reabertura, a casa terá como responsável a prefeitura municipal por meio da Secretaria de Cultura e Turismo. Também será reaberto o Memorial do Seringueiro, que funcionará como o CAT – Centro de Atendimento ao Turista, tendo o IPHAN e outros órgãos como parceiros.

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