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Acre tem redução de 35% no desmatamento entre agosto de 2022 e julho de 2023

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A Amazônia teve redução de 63% no desmatamento entre janeiro e julho de 2023, conforme dados divulgados nesta semana pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia – Imazon.

Segundo o sistema de monitoramento por imagens de satélite do instituto de pesquisa, a derrubada da floresta passou de 6.528 km² nos primeiros sete meses do ano passado para 2.402 km² no mesmo período de 2023.

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Esse é o menor acumulado para o período há seis anos, desde 2018. Porém, ainda é maior do que os registrados entre 2008, quando começou o monitoramento do instituto, e 2015. Nesse período, a devastação de janeiro a julho variou de 482 km² em 2012 a 1.950 km² em 2015.

Considerando o período chamado de “calendário de desmatamento de 2023”, que por causa do período de chuvas na Amazônia vai de agosto de 2022 a julho de 2023, a derrubada da floresta foi de 6.447 km². Área que é 40% menor do que a registrada no “calendário de desmatamento de 2022”, que compreende o período de agosto de 2021 a julho de 2022, de 10.781 km².

No Acre, os dados do Imazon apontam que a redução foi de 35% na comparação entre os períodos de agosto de 2021 a julho de 2022, quando foram desmatados 865 km², e agosto de 2022 a julho de 2023, quando o desmatamento foi de 566 km². Considerando-se apenas os meses de julho de 2022 (268 km²) e julho de 2023 (89 km²), a redução do desmatamento no Acre foi de 67%.

Apenas em julho de 2023, o monitoramento do Imazon detectou 499 km² de desmatamento na Amazônia, o que representou uma redução de 71% em relação a julho de 2022, quando a derrubada somou 1.739 km². Essa foi a quarta maior redução mensal registrada neste ano. As primeiras foram em maio (77%), junho (75%) e abril (72%).

O desmatamento detectado em julho de 2023 ocorreu no Amazonas (29%), Pará (26%), Acre (18%), Mato Grosso (15%), Rondônia (8%) e Maranhão (4%).

As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 113 quilômetros quadrados em julho de 2023, o que representa uma redução de 70% em relação a julho de 2022, quando a degradação detectada foi de 371 quilômetros quadrados. Em julho de 2023 a degradação foi detectada no Mato Grosso (74%), Pará (15%), Acre (5%), Amazonas (5%) e Rondônia (1%).

Apesar de registrarem quedas no desmatamento entre janeiro e julho, Mato Grosso, Amazonas e Pará seguem como os estados campeões na derrubada da floresta. Juntos, eles devastaram 1.831 km², o que representa 76% do total registrado na Amazônia no período.

O único estado onde a destruição da floresta aumentou foi Roraima. No estado, o desmatamento passou de 75 km² nos primeiros sete meses de 2022 para 114 km² no mesmo período deste ano, uma alta de 52%.

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