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MAPA atualiza Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja

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Foi publicada nesta quinta-feira (3/8) a Portaria nº 865 que revisa e atualiza os procedimentos previstos no Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS), que objetiva o fortalecimento do sistema de produção agrícola da soja, congregando ações estratégicas de defesa sanitária vegetal com suporte da pesquisa agrícola e da assistência técnica na prevenção e controle da praga.

No Acre, a ferrugem asiática foi detectada em algumas propriedades no município de Capixaba a partir de 2021, quando o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) passou a acompanhar os casos, orientando os produtores a adotar medidas de contenção da doença, como ficar 90 dias sem replantar no local atingido.

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De acordo com o engenheiro-agrônomo Alex de Paula, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal do Idaf, a situação no estado é controlada, apesar de sempre ocorrer um caso ou outro. “O que a gente tem que fazer é detectar ela rapidamente e entrar com os métodos de controle. É uma doença que não se erradica”, explicou.

A nova regulamentação visa promover ajustes no modelo de governança do programa, conferindo à Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) maior autonomia no estabelecimento das medidas de prevenção e controle da doença, na condição de Instância Central e Superior do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa).

A Ferrugem Asiática é causada pelo fungo phakopsora pachyrhizi e considerada uma das mais severas que incidem na cultura da soja, podendo ocorrer em qualquer estádio fenológico. Nas diversas regiões geográficas onde a doença foi relatada em níveis epidêmicos, os danos variam de 10% a 90% da produção.

“Para o controle adequado da doença e a mitigação dos potenciais prejuízos que ela pode causar à cadeia produtiva da soja, devem ser considerados diversos aspectos, entre eles medidas de redução do inóculo do fungo e o manejo da resistência de fungicidas. Considerando que a soja é cultivada na maioria dos estados brasileiros, as medidas oficiais estabelecidas devem abranger os resultados que se pretende alcançar ao nível nacional”, explica a coordenadora-geral de Proteção de Plantas, Graciane Castro.

Entre as medidas fitossanitárias previstas no PNCFS, o vazio sanitário, é definido como um período contínuo de pelo menos 90 dias durante o qual não se pode semear ou manter plantas vivas de uma espécie vegetal em uma determinada área, visando a redução do inóculo de doenças ou população de uma determinada praga.

Já o calendário de semeadura da soja, é recomendado pela pesquisa científica como medida que visa a racionalização do número de aplicações de fungicidas e a consequente redução dos riscos de desenvolvimento de resistência do fungo causador da doença.

Assim como nos demais programas oficiais de prevenção e controle de pragas, as particularidades regionais podem ser consideradas, conforme as excepcionalidades previstas no ato normativo, sem que, no entanto, comprometam a sustentabilidade da cadeia produtiva como um todo.

Com informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

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