Menu

Moradora de Tarauacá “tira” sua primeira Certidão de Nascimento aos 76 anos

Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

Nesta segunda-feira, 31, a Vara Cível de Tarauacá concedeu o registro tardio a uma idosa de 76 anos, assim ela terá sua primeira Certidão de Nascimento. Com o documento, será possível acessar outros direitos enquanto cidadã, sendo esse seu desejo atual, pois por ser idosa está interessada em solicitar o benefício previdenciário.

A satisfação em garantir direitos adveio da decisão assinada pela juíza de Direito substituta, Isabela Gouveia. A magistrada conheceu a biografia da dona Raimunda: “a família sempre chamou as duas filhas, que são gêmeas univitelinas, pelo mesmo nome. Nenhuma das duas foram registradas na época do nascimento, devido à dificuldade de deslocamento na localidade em que moravam”.

Anúncio

Gêmeas univitelinas é quando as crianças nascem idênticas, então a Polícia Civil, por meio do Instituto de Identificação, realizou o reconhecimento das digitais da idosa, atestando que as irmãs são de fato duas pessoas distintas. Deste modo, outro encaminhamento adotado será a averbação no documento da outra Raimunda, visto que é obrigatório o registro de gemelares.

A juíza realizou audiência virtual para ouvir a irmã gêmea, que atualmente mora em Rio Branco. O contato possibilitou colher mais detalhes sobre a origem da “Raimunda de Tarauacá”. Raimunda da Silva Albuquerque nasceu em um seringal situado na zona rural de Tarauacá em outubro de 1946. Ela confirmou a informação de que os pais sempre as chamaram pelo mesmo nome, no entanto, ela se mudou para a capital acreana e tirou sua Certidão de Nascimento em 1998 no Projeto Cidadão. Inclusive, casou-se em 2010, em outra edição desta mesma ação social realizada pelo Tribunal de Justiça do Acre.

Já a Raimunda de Tarauacá nunca teve nenhum documento – não tem registro de nascimento, nunca votou, não tem CPF, nem carteira de trabalho, não se casou e não tem filhos. “A dona Raimunda não existia para o Estado e para o governo brasileiro. Era uma pessoa que não possuía nenhuma documentação. É importante ter os documentos para que possa ser considerada na sociedade, ser uma cidadã e usufruir dos seus direitos”, enfatiza a juíza Isabela.

Em sua documentação civil, seu nome ficou: Raimunda Dica da Silva Albuquerque. “Dica” é seu apelido, sendo esse incluído a seu pedido, diferenciando assim, definitivamente, do nome de sua irmã gêmea.

Com informações da assessoria do TJAC.

Siga o ac24horas no Google Notícias e seja o primeiro a saber tudo que acontece no Acre

Seguir no Google

Veja também

Newsletter

Fique por dentro do que acontece no Acre

Receba em primeira mão as notícias mais importantes do estado direto no seu e-mail. Política, economia, segurança e tudo que impacta a vida dos acreanos.