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Rio Acre baixa dos 2 metros e não há perspectiva de melhora para os próximos meses

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No começo de abril passado, o Rio Acre atingiu a cota de 17,72 metros, desabrigando milhares de famílias em uma das maiores enchentes da história desde quando o nível do manancial passou a ser monitorado. Menos de quatro meses depois, a situação é oposta: o nível do rio mais icônico do estado atingiu 1,98 metros, apenas 1 centímetro acima da cota registrada no ano passado nesta mesma data.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil municipal de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, esse centímetro a mais com relação ao nível do ano passado em 22 de julho não significa que estamos em melhor situação. Segundo ele, o nível do rio nesta época do ano deveria ser pelo menos o dobro do registrado atualmente para que o verão seja atravessado de uma maneira mais tranquila.

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“Como preocupação, e a palavra preocupante não resolve nada, nós temos nosso plano de contingência para poder fazer frente à questão de abastecimento de água, como a Defesa Civil já faz a partir da operação Estiagem, abastecendo pelo menos três mil e quinhentas famílias na zona rural e apoiando alguns bairros que sofrem com a falta de água”, explicou.

Falcão acrescentou que com o agravamento da situação, outros pontos do plano de contingência serão colocados em prática, nas zonas rural e urbana com o fim de minimizar os impactos da escassez hídrica. Para ele, o Rio Acre é apenas um termômetro de toda a situação climática que acomete o estado nesta época do ano.

“Nós estamos em um período muito seco, com zero de chuva em julho, no ano passado também não choveu nada neste mês, e sem chuva não tem como melhorar nível, não tem como a vegetação se restabelecer para evitar queimadas e uma série de outras consequências. Então, não temos perspectivas que melhore, pelo contrário, deve haver uma piora nos meses de agosto e setembro”, enfatizou.

O diretor-presidente do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco – SAERB, Enoque Pereira de Lima, disse ao ac24horas que a autarquia trabalha conjuntamente com a Defesa Civil municipal no plano de contingência para o risco de desabastecimento. Contudo, ele destacou que neste momento o nível do Rio Acre não é o maior problema, mas o aumento da demanda dos consumidores nesta época do ano.

“O maior problema nesta época é que os usuários que usam poços no inverno (amazônico) passam a usar a rede do Saerb sobrecarregando o sistema. O incremento de novos usuários na rede pode ser calculado entre 15% e 20%. Quanto ao nível do rio, ainda não é a maior preocupação, pois a captação tem se mantido normal”, explicou Enoque.

Ainda de acordo com o diretor-presidente do Saerb, no ano passado não foi necessário decretar estado de emergência por conta da situação, quando o rio atingiu o nível de 1,32 metros. No entanto, ele adverte que para este ano, diante do cenário que se apresenta, esta é uma das medidas que poderão ser tomadas.

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