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Obras na BR-317 são lentas e rodovia federal segue com trechos perigosos

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Veículos parados nas margens da estrada com ocupantes fazendo troca de pneus é uma cena comum para quem viaja rotineiramente, nos últimos meses, pela BR-317, que liga as cidades das regionais do Baixo e Alto Acre. Os acidentes também não têm sido raros, alguns fatais, como o que vitimou a idosa Maria Aparecida da Silva, de 92 anos, que morreu na manhã do último domingo (25) em um acidente entre as cidades de Capixaba e Rio Branco, que foi supostamente causado por um buraco na pista.

No decorrer do mês de maio, os trabalhos de recuperação da rodovia federal começaram a mostrar evolução, após um período em que a situação da estrada ficou em situação muito ruim em vários trechos. Entretanto, a impressão causada pelos trabalhos a quem trafega não é das melhores. Os reparos não avançaram muito durante o mês de junho e a qualidade dos serviços não é boa, com muito material se desprendendo na via, que continua a apresentar buracos perigosos.

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Em maio passado, o Tribunal Regional da 1ª Região (TRF-1) concedeu liminar ordenando ao Estado do Acre, por meio do Departamento de Estradas e Rodagens do Acre (Deracre), à União, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre e Transporte (Dnit) que tomassem medidas urgentes para melhorar as condições de trechos da BR-317, cuja condição estavam, segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), colocando a rodovia como uma das piores do Brasil.

A decisão determinou ao DNIT e a União que efetuassem os reparos necessários nos trechos mais críticos, segundo apontado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), principalmente nos kms 200, 266 e 274, bem como a limpeza das laterais (acostamento) nos trechos compreendidos entre os kms 320 e 331 e kms 334 e 348. O DNIT e a União também foram condenados a elaborar e executar, no prazo de 120 dias, um plano de ação destinado à recuperação, manutenção e conservação periódica da BR-317, com a realização de diferentes serviços.

No recurso do MPF acatado pelo TRF1, o procurador da República Lucas Costa Almeida Dias reforçou que, em 2021, o Anuário do Transporte, elaborado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), avaliou 1.350 km de malha rodoviária acreana. Especificamente em relação à BR-317 no estado, a CNT apontou que foram pesquisados 412 km, cujo resultado da avaliação, referente ao estado geral da pista, foi categorizado como regular, ruim e péssimo. Nenhum quilômetro da estrada teve classificação bom ou ótimo.

Um relatório elaborado pela PRF, a pedido do MPF, analisou o trecho localizado entre as cidades de Rio Branco e Assis Brasil, do km 71 até o km 407 da BR-317. A avaliação identificou inúmeros segmentos no qual a trafegabilidade de veículos estava bastante prejudicada em função das péssimas condições da pista e dos serviços de reparação em execução, trazendo grandes riscos de acidentes aos usuários e transeuntes.

Ainda em maio passado, o então superintendente interino do DNIT no Acre, Carlos Moraes, afirmou que os recursos assegurados para o Acre em 2023 são os melhores em muitos anos. Porém, a indisponibilidade temporária de produtos que são oriundos de Manaus poderiam comprometer o andamento das obras. “O único problema no momento é a indisponibilidade de ligantes asfálticos na refinaria de Manaus, que pode comprometer o andamento das obras. Mas estamos tentando ver alternativas a este problema”, afirmou.

A reportagem do ac24horas tentou manter contato com o novo superintendente do DNIT no Acre, Ricardo Araújo, com o fim de atualizar as informações sobre o repasse de recursos e andamento dos serviços de recuperação das rodovias federais em território acreano, mas ele não respondeu até o fechamento desta publicação. As informações serão atualizadas assim que o departamento se posicionar sobre os esclarecimentos solicitados.

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