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Ministros divergem sobre Gladson ter contato com o pai: “precisa estar doente?”

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Durante a sessão da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, realizada nesta quarta-feira, 7, em que a ministra Nancy Andrighi autorizou que Gladson Cameli volte a falar com o pai, o empreiteiro Eládio Cameli, houve divergência a respeito da advertência feita à defesa do gestor acreano para comprovar em 48 horas que o genitor do governador acreano é portador de doença grave.

A imposição se deu, segundo Andrighi, em decorrência de os advogados de Gladson terem usado como fundamento para o recurso interposto o fato de Eládio Cameli, de 70 anos, ser portador de grave problema de saúde. Pai e filho estavam sem contato desde março, após a 3ª fase da Operação Ptolomeu, que investiga corrupção e lavagem de dinheiro no atual governo.

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Em determinado momento da sessão, o ministro Raul Araújo diz não entender a advertência feita de Gladson Cameli e após Nancy Andrighi começar a explicar novamente que não há documentos no processo que comprove a doença, ele interrompe e questiona a colega sobre a medida: “Para um pai ver o filho é preciso estar doente?”.

Após um momento de silêncio, a ministra responsável pela Operação Ptolomeu diz que essa foi a fundamentação da parte e acrescenta que por se tratar de um processo bastante complexo, de concurso criminoso que envolve várias pessoas, o que, segundo ela, inviabiliza responder à pergunta de Raul Araújo com a “simplicidade que ele se põe”.

A defesa do governador Gladson Cameli entrou com recurso argumentando que “impedir o contato entre pai e filho por três meses era uma medida excessiva, com forte impacto sobre a família”. A medida foi tomada após o Ministério Público Federal (MPF) pedir ao STJ a prorrogação do prazo das medidas cautelares impostas aos investigados na operação.

A autorização dada pela Corte Especial do STJ se estende apenas ao pai. Assim, Gladson segue proibido de falar com os irmãos, Eládio Júnior e Gledson Cameli, que também são investigados na Operação Ptolomeu. Contudo, a medida poderá ser revogada caso a doença de Eládio não seja comprovada no prazo de 48 horas após o deferimento, segundo a ministra.

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