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(In)segurança nossa de cada dia

Na região do Baixo Acre, o salto foi de 2 assassinatos no ano passado para 9 (nos primeiros quatro meses do ano). O aumento é de 350%. Alguém está deixando de trabalhar Segurança Pública é mais um assunto que o governador Gladson Cameli não fala com intimidade. Para além da retórica, no entanto, ele tem dado demonstrações práticas de que valoriza o assunto.

Por exemplo: dos R$ 91 milhões que o atual ministro da Justiça, Flávio Dino, disse que estariam à disposição do Acre, na verdade, R$ 60 milhões já estavam empenhados. São recursos ainda da gestão federal passada.

Quem for honesto e fizer uma busca elementar na internet vai perceber onde parte desse dinheiro destinado à pasta foi aplicado. Foram milhares de equipamentos, viaturas, armamentos, barcos, munições e drones. As condições de trabalho para o profissional de Segurança são outra no Acre. Pergunte o leitor a qual policial quiser.

O próprio gabinete do governador reconhece que um gargalo estrutural da gestão e guarda relação com o problema do efetivo, seja na Polícia Militar, Polícia Civil, Iapen, ISE e Polícia Técnica. Falta gente para as Forças de Segurança.

É preciso aumentar o número de profissionais na ativa. Isso é sabido. Falta concurso público. Mas o problema são as questões legais, LRF, a receita corrente líquida (que até deu um fôlego recentemente) não reage com sustentabilidade. A economia patina e não dá segurança para permitir realização dos certames. O governo, na prática, fica repondo a mão de obra que se aposenta. Enquanto isso, a criminalidade cresce.

O que chama atenção, no entanto, é a postura de alguns profissionais. Nesse episódio envolvendo o motorista por aplicativo Igor Alcântara, fica evidente que há leniência por parte das polícias. Não é razoável que o cativeiro usado pelos assaltantes tenha sido usado outras três vezes para cometer o mesmo crime e nada tenha sido evidenciado.

Isso cria uma sensação de insegurança na comunidade inversamente proporcional aos investimentos já executados pelo Governo do Estado. É preciso uma contrapartida por parte das forças de segurança. É preciso melhorar a efetividade das nossas polícias, mesmo com a nossa Polícia Civil tendo indicadores positivos na elucidação de crimes. É preciso melhorar.

No primeiro quadrimestre deste ano, comparado ao mesmo período do ano passado, houve aumento de 11,9% no número de homicídio doloso consumado. É o que diz o Observatório de Análise Criminal, do Núcleo de Apoio Técnico do Ministério Público do Acre. Aqui na Capital, o aumento no número de mortes violentas intencionais (MVI) foi de 33%.

Na região do Baixo Acre, o salto foi de 2 assassinatos no ano passado para 9 (nos primeiros quatro meses do ano). O aumento é de 350%. Alguém está deixando de trabalhar. Alguém está deixando de fazer o que tem que ser feito.

Os motoristas e motociclistas por aplicativo, taxistas e mototaxistas estão beirando o pânico com esse ambiente. Eles são profissionais muito vulneráveis com esse cenário. Cobram a retomada das blitzen nas pontes ao longo dos igarapés e do Rio Acre. Segundo esses profissionais, essa fiscalização evita a ação criminosa. Efetivamente, não se entende o porquê dessa abordagem policial ter sido suspensa. As guarnições já estão na rua. Basta combinar e atuar, sob um comando.

O que não é razoável é guarnição com policial dormindo boa parte da noite nos postos de combustível com o ar condicionado das caminhonetes ligado. É preciso reação por parte das forças de segurança. Urgente. Ou isso pode ter um preço político alto.

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