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Vacina BCG não protege profissionais da saúde contra Covid-19

Foto: reprodução/internet
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Um estudo internacional conduzido em vários países sobre os benefícios do reforço imunológico da vacina contra a tuberculose, a BCG, revelou que ela não protege profissionais da saúde contra a Covid-19. O estudo Brace, liderado pelo Instituto de Pesquisa Infantil Murdoch e publicado na quarta-feira (26/4) na New England Journal of Medicine, testou se o imunizante poderia proteger os profissionais de saúde nos seis primeiros meses após a vacinação. No Brasil, ele foi conduzido pela Fiocruz.

A BCG foi originalmente desenvolvida para prevenir a tuberculose e é aplicada em mais de 130 milhões de recém-nascidos anualmente. O estudo Brace foi desenvolvido com base em uma pesquisa anterior que demonstrou que a BCG aumenta a imunidade inata, aquela que é inespecífica em relação ao patógeno, em crianças e protegeu adolescentes e adultos de infecções respiratórias. Esperava-se que a vacina pudesse ser reposicionada temporariamente até que vacinas específicas para a doença pudessem ser desenvolvidas e testadas.

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Os resultados apresentados na New England Journal of Medicine fazem parte da segunda fase de um estudo randomizado e envolveu 3.988 dos quase 7 mil profissionais de saúde inscritos em 36 locais de Austrália, Holanda, Reino Unido, Espanha e Brasil. O Centro Médico Universitário de Utrecht (Holanda), a Universidade de Exeter (Reino Unido) e a Fiocruz ajudaram a supervisionar as pesquisas em seus países.

O risco de desenvolver Covid-19 sintomática foi de 14,7% no grupo vacinado com a BCG, e de 12,3% no que recebeu placebo nos seis meses de seguimento após a inclusão no estudo. A pesquisa não conseguiu determinar se o imunizante reduziu as hospitalizações ou morte devido aos baixos números de participantes com Covid-19 grave.

O professor Nigel Curtis, do Instituto Murdoch e da Universidade de Melbourne, pesquisador-chefe do estudo, explicou que a observação um pouco mais frequente da Covid-19 sintomática no grupo imunizado com a BCG pode ser explicada por uma resposta imunológica mais forte induzida pela vacina.

“Quando analisamos as células imunes dos nossos profissionais de saúde, vimos que a BCG alterou a resposta imunológica à Covid-19”, disse. “Os sintomas refletem o sistema imunológico trabalhando duro para combater o vírus. Uma resposta mais forte induzida pela BCG poderia ser benéfica ao matar o vírus mais rapidamente e proteger contra uma progressão para uma forma mais grave. Há algumas evidências disso em participantes do estudo com mais de 60 anos, os sintomas da Covid-19 parecem ser menores no grupo vacinado com a BCG”.

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