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Tragédia anunciada – José Adriano

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Causa enorme tristeza ver a desolação das famílias atingidas pela inundação. Entretanto, é também de se lamentar quando observamos diversas publicações, de políticos com mandatos e autoridades, fazendo ações de solidariedade com intuito de se autopromover e ganhar popularidade diante da desgraça dos outros.

O que deveria ser feito, mas infelizmente nunca acontece, é que o problema maior seja realmente atacado na causa. Todos os anos, nosso estado sofre com inundações e secas extremas, porém, as perguntas seguintes permanecem: por que não evitamos esses desastres? Por que temos que assistir esse filme trágico ano após ano?

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Vidas são perdidas, famílias veem a água destruir tudo que conquistaram com tanto esforço, cidades ficam devastadas após as águas baixarem. Na estiagem severa, há também prejuízos incalculáveis, tanto econômicos quanto à saúde.

Vai aqui uma análise, de quem já acompanha essa história de terror e com a mesma indignação de sempre. A sequência é a mesma, repetidamente, nas mesmas datas, águas sobem e descem, a umidade reduz até o sol nos fazer desejar uma chuva para atenuar as queimadas e a fumaça em nosso estado, estradas desmoronando, plantações inteiras perdidas.

E a cada situação de emergência declarada, surgem várias oportunidades para gestores e políticos descompromissados e aproveitadores atuarem como “heróis”, os “salvadores da pátria”.

A impressão que se tem é que muitas autoridades não querem uma solução definitiva, como, por exemplo, discutir e implantar um plano diretor de drenagem, um redimensionamento dos emissários, realocar famílias que ocupam indevidamente as lagoas de retenções, implantar um protocolo de emergências que envolva a sociedade civil e as instituições, ou, até mesmo, realizar manutenções periódicas dos dispositivos de drenagens, algo que não vem sendo feito desde o ano de 2017.

A quem interessa o caos nessas ocasiões? Intervenções sérias já passam da hora de serem executadas. A nossa capital, com população próxima de 500 mil habitantes, já convulsiona como qualquer metrópole de grandes regiões.

Sem trocadilhos, mas é o caso típico de um filme de terror. Será que a responsabilidade está realmente com a Defesa Civil do município? Será que esse órgão dispõe de recursos que necessita ou é aparelhado para o tamanho da responsabilidade?

Fica aqui um registro de indignação. Espera-se que nossas lideranças políticas trabalhem sério para evitar que filmes como esses voltem a se repetir, pois, sinceramente, não vale a pena ver novo!

* José Adriano é empresário e presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC).

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