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Moradora não aceita proposta de desapropriação e fica isolada por obra de ponte em Xapuri

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A professora da rede estadual de ensino Rita de Cássia Ferreira de Amorim, mais conhecida em Xapuri como Ritinha, passou a viver um verdadeiro drama depois de não aceitar a proposta do governo do estado para a desapropriação de sua residência, que está situada na área de influência da obra de construção da ponte da Sibéria.

A reportagem do ac24horas foi procurada pela filha da servidora pública, Ananda Ferreira de Souza, que relatou a situação em que a família está vivendo na área da rua Sadala Koury, de onde parte o canteiro de obras. A residência de Ritinha é a única que ficou no local, onde sofre os efeitos dos serviços que estão sendo realizados.

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Ananda conta que, além de ter ficado isolada pelos tapumes que foram instalados, sem o acesso de veículos, incluindo os da coleta de lixo, a residência sofre com os impactos das obras que, segundo ela, estão afetando a estrutura da casa, que começa a apresentar rachaduras em alguns pontos.

“O lixeiro não passa na nossa rua mais, não entra nada lá. Estamos isoladas de tudo”, afirmou.

A poeira, a lama, o barulho e o refluxo de esgoto no banheiro são outros problemas que estão dificultando a vida da professora, que alega ter desenvolvido problemas de saúde devido à situação.

“Minha casa está sendo prejudicada e eles não tomam sequer uma providência. Minha mãe está doente devido a isso. Tenho fotos e vídeos quando chove e o esgoto dando retorno no nosso banheiro”, disse.

O ac24horas entrou em contato com a assessoria do Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre) que confirmou que a professora foi a única moradora que não aceitou a proposta de desapropriação. A autarquia também afirmou que uma equipe visitou a moradora para tratar do assunto, mas ela não aceitou sair.

Mãe e filha afirmam que a razão de não terem aceitado a proposta de desapropriação foi o baixo valor da avaliação do imóvel feita pelo Deracre.

“Ofereceram R$ 170 mil pela nossa casa, que tem terreno, enquanto pagaram, pelas informações que temos, R$ 190 mil em casas localizadas na beira do rio. Além disso, o engenheiro que fez a medição não entrou na casa para fotografar os cômodos, ele fez isso apenas pelo lado de fora”, afirmou Ananda.

Diante do impasse, a filha informou que a professora deverá procurar o Ministério Público no município em busca de uma solução para o caso.

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