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Atrasada desde 2018, obra de Museu de R$ 34 milhões, no antigo Colégio Meta, tem prazo de execução prorrogado

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FOTO: WHIDY MELO

A Secretaria Estadual de Educação, Cultura e Desporto (SEE) publicou no Diário Oficial desta quarta-feira, 7, o terceiro termo aditivo do contrato com a empresa responsável pela obra no antigo Colégio Meta, localizado no centro de Rio Branco, que irá se transformar no Museu dos Povos Acreanos.

O aditivo referente à execução do saldo remanescente da obra de reforma e ampliação e prorroga o prazo de execução pelo período de sete meses, com efeitos retroativos a contar de 08 de dezembro de 2022 a 07 de julho de 2023.

A obra teve início em 2017, ainda na gestão do ex-governador Sebastião Viana, e tinha previsão de entrega em julho de 2018, mas ficou parada de dezembro daquele ano até julho de 2021, quando uma nova empresa, a RM Construções LTDA assumiu a execução.

O atual governo ainda cogitou transformar o local em sede da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), mas o Banco Mundial, órgão financiador da obra, não aceitou. O custo total está estimado em R$ 34 milhões.

A instituição vai abrigar acervos importantes sobre a história e cultura do Acre, além de mobílias e equipamentos tecnológicos e interativos, que são itens caracterizados como históricos, arqueológicos, paleontológicos, etnográficos, linguísticos, folclóricos, urbanísticos, arquitetônicos, artísticos, bibliográficos, cinematográficos, videográficos e audiofônicos que foram e são relevantes para o desenvolvimento sociocultural e para a preservação da identidade regional acreana.

O espaço também vai contar com a instalação no primeiro pavimento de um espaço de degustação chamado de Café Mirante.

Destaque 7

Carta de um pai sobre os colégios militares do Acre

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Olá, ac24horas.

Tenho um pequeno artigo de opinião sobre as escolas militares enquanto pai de aluno.

Se houver interesse em divulgar, segue o conteúdo:

Não costumo entrar em polêmicas ou discussões em redes sociais. Acho que a maioria das brigas não vale a pena. Mas, acho que o tema abaixo merece uma reflexão.

Essa semana soube que o MPAC resolveu se voltar contra as escolas militares do Estado.

Li um resumo das recomendações.

Tenho o maior respeito pelo MP. Mas, nesse caso, está prestando um desserviço pra comunidade.

Nenhuma instituição é perfeita, nem as escolas comuns, nem as militares e nem o MP.

Falo com conhecimento de causa. Meu filho estuda no Colégio Tiradentes. Saiu de uma escola particular, em que estudou por anos, e tenho na família professores e coordenadores de escolas públicas comuns.

Com algum esforço, posso pagar uma escola privada pro meu filho. Mas, prefiro a escola militar. No começo, fiquei temeroso. Mas, depois, vi que minha esposa e eu acertamos na escolha.

A escola é muito boa. Tenho mais feedback sobre o Arthur do que em qualquer escola pela qual ele passou. Há um coordenador responsável para cada turma. Um tratamento diferenciado para os pais. Um acompanhamento que eu nunca tinha visto.

Vejo nos profissionais muito amor pelo que fazem e sentimento de responsabilidade pelos alunos. Fui marcado pelo depoimento do vice-diretor, que voltou da reserva para trabalhar na escola, porque viu nisso uma missão de vida a cumprir.

Nas reuniões e formaturas, vejo pais orgulhosos e crianças estimuladas, que anseiam por manter a média de notas pra ganhar um adorno no uniforme que atesta o seu desempenho.

Quem acha que há extremos, se engana. Trata-se de um ambiente bastante razoável.

As vagas são disputadas. Há provas para concorrer a uma cadeira e não são poucos os que tentam alcançar uma.

Perguntem aos alunos se querem deixar a escola militar? Perguntem aos pais se querem que seus filhos mudem de escola?

Na primeira reunião que fui, tive a oportunidade de conversar com um senhor idoso, muito simples e sábio. Eu lhe disse que era marinheiro de primeira viagem ali, então ele narrou a história do neto, que morria de medo da disciplina do colégio e, após alguns meses, não queria deixar a escola por nada.

Há alunos que pegam dois ônibus somente pra estudar lá.

Os bons resultados no IDEB são um sinal de que as coisas vão bem.

Nem tudo são flores, mas é inegável que há jardins que estão precisando de muito mais cuidado e atenção.

Como será que andam as demais escolas públicas do Estado do Acre?

Eu tenho uma boa ideia. As facções estão coaptando nossas crianças cada vez mais cedo. As drogas possuem entrada cada dia mais fácil. Há casos de ameaça e intimidação de professores e de servidores.

Infelizmente, não há mais escolas que são referência de ensino, como antigamente tínhamos o Colégio Acreano, CERB, Neutel Maia e outras.

Você conhece as ações do MP para resolver isso? Quais as recomendações pra que o Estado traga segurança pra alunos, professores e funcionários?

Talvez, haja. Estão dando certo? Acho que não.

A culpa não é do MP. O ensino é colocado em segundo plano há muito tempo. Ensinar bem custa caro e não rende dividendos políticos imediatos.

Mas, questiono a motivação para se insurgir contras as escolas militares.

É possível que seja uma visão equivocada da realidade. Pode ser questão política, doutrinária, ideológica, etc. Na prática, isso não importa. O que importa são as consequências.

No fundo, as medidas visam inviabilizar as escolas militares, enfraquecendo suas características intrínsecas de hierarquia e disciplina.

Com isso, a sociedade perderia uma alternativa de sucesso.

A doutrina militar, que na escola é bastante branda, diga-se de passagem, não é para todos. Eu mesmo não me adaptei quando entrei em contato com ela quando mais jovem.

Provavelmente, nem todos se adaptarão. Para estes, há uma enorme quantidade de escolas, públicas ou privadas.

Nestas, sempre há vagas. Mas, é curioso que disputa pelas cadeiras das escolas militares só aumente.

No fundo, há uma enorme dificuldade de se conviver com o diferente, o que muitos chamam de tolerância.

Nós, muitas vezes, temos dificuldades para compreender que há pessoas que acham melhor viver de uma maneira diferente da qual nós reputamos ser melhor.

Sim. Há aqueles que preferem que seus filhos estudem em um lugar que exija corte de cabelo padronizado, que unhas sejam inspecionadas, que os uniformes sejam idênticos, que as salas sejam limpas pelos próprios alunos, que os banheiros não estejam pichados, sem portas arrancadas ou vasos entupidos com papel.

Por incrível que pareça, tem quem goste de jurar a bandeira, prestar continência, marchar e chegar na escola e não ter equipamento depredado, aluno fumando maconha escondido e zé droguinha repetindo de ano pela terceira vez.

Converso com meu filho todos os dias sobre as aulas. A informação que tenho é que o aluno branco, preto, pobre, rico, gay, hetero, “esperto”, “devagar”, santinho, encapetado, namorador, desconfiado… todos recebem o mesmo tratamento.

Vez por outra, na saída, tenho a oportunidade de ver a dedicação de um mediador (civil) em entregar um aluno especial a sua mãe.

Um fator importante pro sucesso da escola é a aproximação dos pais da comunidade escolar.
Acredito que em poucas escolas há grupos de whatsapp formado com pais de aluno de uma mesma turma, em que é possível receber informações diariamente. Sem falar no contato direto com os coordenadores responsáveis por cada turma.

A Associação de Pais e Mestres é organizada e participativa.

Deixo aqui um apelo ao MPAC. Procure a Associação. Marque uma reunião com os pais dos alunos e professores (que são civis). Façam uma audiência pública. Escutem. Saiam dos gabinetes e passem um dia na escola. Compareçam em uma formatura.

Talvez o MP veja que, na verdade, está buscando inviabilizar uma instituição de sucesso, que deveria ser incentivada.

Infelizmente, há muito não vejo o MPAC tão equivocado.

Breno Bezerra de Souza
Pai de aluno do Colégio Militar Tiradentes

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Cotidiano

Em Brasiléia, polícia prende acusado de matar jovem dentro de mercearia

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O trabalho conjunto de forças policiais em Brasiléia e Epitaciolândia resultou na prisão de um homem que é apontado como suspeito de uma série de crimes de homicídio na região da fronteira.

De acordo com o jornal o Alto Acre, Jailton Ferreira de Castro Filho, vulgo “Dídio”, é o autor do assassinato de Rafael Bruno Pereira Sobreira, de 24 anos, que aconteceu dentro de uma mercearia, no dia 18 de janeiro passado, em Epitaciolândia.

O vídeo de segurança do mercado, localizado no bairro Aeroporto, mostrou a execução do jovem a tiros, em uma das muitas ocorrências do tipo na região que tem amedrontado a população.

Graças ao serviço de inteligência da polícia, que uniu várias imagens, os suspeitos foram identificados. A partir deste trabalho, várias peças foram se encaixando até o acusado ser localizado e preso.

Segundo o jornal local informa, ‘Dídio’ não reagiu ao ser cercado e preso pelas forças de segurança. Ele foi preso na região conhecida como ‘Favelinha’, uma invasão localizada no Bairro Liberdade, em Epitaciolândia.

Ao ser preso, o acusado confessou o seu envolvimento neste e em outros crimes, tendo apontado a localização das armas usadas, uma pistola .380 e um revólver calibre 38. As mortes teriam sido motivadas por disputa entre grupos criminosos.

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Cotidiano

Sábado com tempo instável e chuvas a qualquer hora no Acre

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O tempo instável, com muitas nuvens e chuvas, a qualquer hora, vai predominar no Acre, neste sábado, 04.

Pode chover forte em algumas áreas de Rio Branco, Brasileia e Sena Madureira, com ventos soprando entre. Assim também deve ocorrer em Cruzeiro do Sul e Tarauacá.

– Rio Branco, Senador Guiomard, Bujari e Porto Acre, com mínimas oscilando entre 20 e 22ºC, e máximas, entre 26 e 28ºC;

– Brasileia, Epitaciolândia, Xapuri, Capixaba, Assis Brasil e Santa Rosa do Purus, com mínimas oscilando entre 20 e 22ºC, e máximas, entre 24 e 26ºC;

– Plácido de Castro e Acrelândia, com mínimas oscilando entre 20 e 22ºC, e máximas, entre 25 e 27ºC;

– Sena Madureira e Manuel Urbano, com mínimas oscilando entre 21 e 23ºC, e máximas, entre 27 e 29ºC;

– Tarauacá e Feijó, com mínimas oscilando entre 21 e 23ºC, e máximas, entre 29 e 31ºC;

– Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves, com mínimas oscilando entre 22 e 24ºC, e máximas, entre 30 e 32ºC;

– Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Jordão, com mínimas oscilando entre 22 e 24ºC, e máximas, entre 29 e 31ºC.

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Cotidiano

Congresso nacional de professores universitários começa segunda (6) em Rio Branco

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A cidade de Rio Branco receberá a partir da próxima segunda-feira (6) o 41º Congresso do Sindicato Nacional dos Docentess da Educção Superior (Andes). O evento acontecerá até dia 10 de fevereiro na Universidade Federal do Acre (Ufac), sob a organização da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre (Adufac).

Essa é a primeira vez que o congresso do Sindicato Nacional é realizado na capital acriana.

Com o tema central “Em defesa da educação pública e pela garantia de todos os direitos da classe trabalhadora”, o encontro deve reunir ao menos 600 professoras e professores de universidades federais e estaduais, institutos federais e cefets de todo o Brasil.

Instância máxima de deliberação da categoria docente, o 41º Congresso tratará de pautas importantes da categoria como carreira e reajuste salarial, financiamento das Instituições Públicas de Ensino, adoecimento docente, ensino remoto, entre outras, além de temas da conjuntura nacional e internacional da luta da classe trabalhadora.

Neste 41º Congresso, também serão apresentadas e inscritas as chapas que disputarão o processo eleitoral para a próxima diretoria do Andes. A votação ocorrerá nos dias 10 e 11 maio, em todo o território nacional. As professoras e professores eleitos estarão à frente da entidade durante o biênio 2023/2025.

Além do debate político e das deliberações que orientarão a luta da categoria docente para o próximo período, o 41º Congresso também apresentará aos e às docentes de todo o país a arte e cultura da região Norte. O encontro terá atrações como o grupo “Cantos e Encantos Yawanawa”, composto por mulheres do povo Yawanawa, originárias da Terra Indígena do Rio Gregório; as exposições de artes visuais “Fábulas das Ilusões Felizes” e “Vestígios inversos e poéticas das ilusões felizes”, do artista Danilo De S’Acre; a mostra fotográfica “O trabalho a céu aberto na Amazônia pandêmica”, das professoras Letícia Helena Mamed e Eurenice Oliveira de Lima, da Ufac; entre outras.

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