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“Não há futuro sem a Amazônia”, diz Jorge Viana em artigo

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A Conferência do Clima que ocorre no Egito não recebeu ainda uma caracterização adequada. Fala-se que é COP da “implementação”, porque se espera que tire do papel os compromissos anteriormente assumidos e não cumpridos. Mas pode ser apenas mais uma reunião para marcar a próxima, com a inflação e a guerra tirando o foco e a urgência da crise climática.

Temos, porém, duas novidades. A primeira é o retorno dos Estados Unidos, maior emissor de gases de efeito estufa. Depois da tragédia Trump, o presidente Biden se compromete a deixar de ser problema e virar solução. A segunda, não menos importante, é a volta do Brasil, potência ambiental e quinto colocado em emissões, saindo o governo negacionista que se recusou a sediar a COP25 e retornando o presidente que promoveu a maior redução no desmatamento da Amazônia. Lula ainda não assumiu o cargo, mas já representa o Brasil e dá esperanças ao mundo.

O mundo entendeu a importância do Brasil e sabe que, sem Amazônia, não tem futuro. Mas o Brasil entende a Amazônia? E os 28 milhões de brasileiros que vivem na Amazônia entendem? A julgar pelas eleições, temos problemas. O Nordeste garantiu a vitória de Lula, dando uma chance à democracia e ao meio ambiente, igualmente ameaçados. Nos estados amazônicos, com exceção de Pará e Amapá, a vitória foi de Bolsonaro, com grande vantagem nos municípios do “arco do desmatamento”, dominados pela nova “corrida do ouro”.

O interessante é que foram os nordestinos que migraram para a Amazônia os responsáveis por um novo ciclo de prosperidade no Brasil, com a borracha rivalizando com o café nas exportações. Adaptaram-se à floresta e a mantiveram em pé por cem anos, até que chegassem novas correntes migratórias, incentivadas pelo regime militar, trazendo outras matrizes de produção, algumas inadaptáveis.

Hoje, 34 anos depois de Chico Mendes, o Brasil precisa renovar seu entendimento sobre a região. Quando coordenei a elaboração do novo Código Florestal, busquei esse diálogo entre produção e preservação, produtores rurais e ambientalistas. Por oito anos no Senado, fiz essa mediação, após ter sido governador do Acre, no período de maior redução do desmatamento e alto crescimento da economia. Essa experiência me dá autoridade para dizer que a “ambição” das metas de redução das emissões, como tratada na COP, para nós traduz-se em outras palavras: ousadia e inovação. Temos que cuidar de 20% da biodiversidade e de 12% da água doce do planeta e não conseguiremos com uma população faminta, educação sucateada, tecnologia atrasada, infraestrutura inadequada e gestão político-econômica feita em gabinetes e escritórios a 3 mil quilômetros de distância. Será preciso inovar para superar esses atrasos, nada menos que inventar o desenvolvimento sustentável, que ainda não existe.

Fala-se que o governo do presidente Lula será o “novo normal” na democracia brasileira, depois desses anos de flagrante anormalidade. Mas não basta o governo ser normal. É preciso que a sociedade tenha um novo modo de vida, e que a economia acompanhe o ritmo. Na Amazônia, o novo normal precisa estar à altura do desafio que a região representa. O governo deve pensar sem limitações. Em vez do Ministério do Desenvolvimento, ter ministérios do Envolvimento chamando, empresas, estados, municípios e sociedade a envolver-se com uma economia que promova a justiça social e ambiental. Os organismos de financiamento, assistência técnica, pesquisa e tecnologia devem se “amazonizar”. Todo mundo junto.

E o mais importante: os amazônidas, que conhecem o lugar em que vivem, devem ser os protagonistas dessa história. Todo projeto é viável quando se combina com os outros e quando segue as diretrizes gerais da sustentabilidade.

O novo governo de Lula pode fazer valer a COP27 e, assim, reassumir sua liderança no mundo. Tem uma Amazônia pra isso.

Acesse o artigo completo aqui. 


*Jorge Viana, engenheiro florestal e professor de gestão pública, foi prefeito de Rio Branco, governador do Acre e senador

Acre

Fernanda Hassem entrega cestas básicas e kits para 200 famílias

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A Prefeitura de Brasiléia, em parceria com o Poder Judiciário, através da Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (CEPAL), realizou nesta sexta-feira, 27, entrega de 200 cestas básicas e kits bebês, destinadas às famílias em situação de vulnerabilidade social, e grávidas que são acompanhadas pelas Unidades Básicas de Saúde do município.

A Prefeita Fernanda Hassem participou da atividade, que aconteceu na quadra do bairro Ferreira Silva e contou com a presença do Presidente da câmara de Brasiléia, Marquinhos Tibúrcio, vereador Elenilson Cruz, secretários e equipe municipal, além dos contemplados pela ação.

Grávida de seis meses do segundo filho, a dona-de-casa Eliane da Silva, moradora do bairro Francisco José Peixoto, foi uma das contempladas com o kit bebê. “Estou muito grata por receber o kit para o meu bebê, que vai nascer daqui há dois meses, eu ainda não tinha quase nada, mas hoje ganhei roupinhas, manta, banheira, fralda, foi de grande ajuda para mim”, comemorou Eliane.

O Presidente da Câmara de Brasiléia, Marquinhos Tibúrcio prestigiou a atividade e parabenizou a parceria com o Judiciário. “Parcerias como essa são fundamentais para o desenvolvimento do município. Hoje foram beneficiadas muitas pessoas através da união de dois poderes tão importantes, que é o Executivo e o Judiciário”, disse o presidente.

A Prefeita Fernanda Hassem comemorou a parceria. “Queremos agradecer ao Poder Judiciário, através da CEPAL, que disponibiliza convênios importantes para que possamos beneficiar as famílias e grávidas, com nossa contrapartida, pudemos contemplar mais 100 famílias com cestas de alimentos. No final do ano passado nossa equipe beneficiou, diretamente, 500 famílias com as cestas básicas. As grávidas que realizam regularmente o seu pré-natal nas Unidades Básicas de Saúde também receberam uma importante ajuda, que foi o kit bebê. São ações que nos deixam com o coração grato e motivados a trabalhar muito mais pela nossa população”, afirmou a Prefeita.

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Acre

Gonzaga propõe parceria com ISE para capacitar menores

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O deputado estadual Luiz Gonzaga (PSDB) se reuniu nesta sexta-feira (27) com o presidente do Instituto Socioeducativo do Estado do Acre (ISE), Coronel Mauro César, para tratar sobre a capacitação e ressocialização de menores infratores no estado do Acre.

Gonzaga colocou à estrutura da Assembleia Legislativa (Aleac), através da Escola do Legislativo, à disposição do ISE para ofertar cursos profissionalizantes aos adolescentes infratores que desejam entrar no mercado de trabalho.

“Precisamos dar opção para que esses adolescentes busquem uma formação para, em seguida, conseguir um emprego. É dessa forma que vamos diminuir a violência e impedir o ingresso de menores de idade em organizações criminosas”, disse o parlamentar.

O parlamentar também se prontificou a conversar com empresários locais e Federação das Indústrias do Acre para contratarem adolescentes que buscam formação dentro do ISE como forma de incentivar os menores a buscarem trabalho e abandonarem o mundo do crime.

“A Aleac e o ISE estão fazendo a sua parte em ofertar a esses adolescentes formação, agora cabe ao mercado usar a mão de obra desses acreanos que as vezes optam por práticas ilegais por não encontrarem oportunidade de trabalho e por enfrentarem o preconceito”, concluiu.

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Acre

Caixa Economica Federal abre 18 vagas de estágios no Acre

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Com vagas para níveis médio, superior e técnico, a Caixa Econômica Federal abriu inscrições no processo seletivo para estagiários. As inscrições ocorrem até 24 de fevereiro. Ao todo 18 estudantes serão selecionados.

Para participar, o candidato deverá acessar o Site do CIEE https://pp.ciee.org.br/vitrine/processos-seletivos/publico localizar na lista de “PROCESSOS SELETIVOS” o logotipo da CAIXA, clicar no link e informar a localidade.

Os horários dos estágios serão de 04h ou 05h diárias, que correspondem a 20h ou 25h semanais e os salários variam de R$ 400 a R$ 1000, além de auxílio transporte de R$ 130.

As fases do processo será composta por prova online e Entrevista Estruturada na Unidade da CAIXA somente para os candidatos de Nível Superior.

Para estudantes de cursos superior, é preciso estar no 3º semestre para os cursos com duração de 3 anos ou 3 anos e meio ou no 5º semestre para os cursos com duração de 4 ou 5 anos.

Já para alunos de nível médio, é obrigatório ter no mínimo 16 anos completos e estar estudando a partir do 1º ano do ensino médio ou da educação profissional técnica de nível médio

Confira a lista de graduação necessárias para o nível superior:
– Pedagogia, psicologia, serviços sociais, ciências sociais, ciências políticas (do 3° ao 7° semestre);
– Arquitetura e urbanismo (5° ao 9° semestre);
– Engenharia Civil, Elétrica, Mecânica, Agronomia, Ambientou ou de Telecomunicação (5° ao 9° semestre);
– Direito (5° ao 9° semestre).

Nível técnico:
Técnico em administração, técnico em comércio, técnico em contabilidade, técnico em finanças, técnico em logística, técnico em marketing, técnico em recursos humanos, técnico em secretariado, técnico em seguros, técnico em serviços públicos, técnico em vendas, técnico em segurança do trabalho.

Nível médio:
ENSINO MÉDIO REGULAR E EJA.

Veja aqui o edital completo.

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Acre

Australiano faz tatuagem “O Acre existe” em seu último dia no Estado

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O Influenciador australiano, Simon Gurney, que está no Acre em sua primeira viagem ao Brasil, prometeu e cumpriu na última quinta-feira, 26, homenagear o Estado com uma tatuagem.

Apaixonada pela terra amazônica, as belezas naturais e a receptividade do povo, como assim declarou, ele resolveu deixar marcado em seu corpo a frase “O Acre Existe”.

“Agora meu corpo virou prova que o Acre existe. Agora sou acreano do pé rachado”, declarou Simon nas redes sociais, informando que este é o seu último dia no Estado.

Partindo para seu próximo destino, nesta sexta-feira, 27, o australiano que tem mais de 179 mil seguidores no Instagram, agradeceu a todos por tudo que viveu em Rio Branco e não revelou para onde está indo.

“Adorei tanto minha estadia aqui, conheci tanta coisa, lugares, comidas e pessoas. Mas hoje continuo na minha missão de conhecer todo os estados do Brasil de ônibus”, declarou.

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