Desde que passou a vivenciar o “novo normal” após o pico de contaminações e mortes na pandemia de Covid-19, a capital acreana vem observando a ascensão de um fenômeno – até então – pouco ou quase nada explorado no estado. A incidência dos brechós, feirinhas, festivais e coletivos de modo geral vem criando forças, agregando cada vez mais o comércio, arte, música, cultura e gastronomia num só ambiente.

 

 

Geralmente os eventos são realizados em espaços públicos, ao ar livre. Exemplo disso é o sucesso das feiras idealizadas pelo Coletivo Brechós (@coletivobrechosac), que completará 1 ano de existência em janeiro de 2023 e já tem marcada para dezembro deste ano a 12º edição da feira.

 

 

Mais do que uma simples amostra de centenas de empreendimentos, a reunião de diversos empreendimentos locais em prol de um único objetivo gera oportunidade de vendas, troca de experiências e inserção de uma cultura mais abrangente, semelhante ao observado em estados do sudeste e sul do país.

 

A idealizadora do Coletivo Brechós, Ana Cássia, atuava como produtora cultural quando decidiu inovar na produção de eventos. “Tudo começou no quintal da minha casa. As primeiras edições foram na minha casa, até que chegamos aos espaços públicos com nossas feiras e espaços culturais, praças. Nesse período já ocupamos vários espaços”, conta.

 

 

 

De acordo com ela, agora o coletivo não é só um grupo de brechós, pois agrega tudo nas feiras, como arte, música e artesanato. “A ideia é levar também um pouco de atração para a cidade, porque a gente precisa de feira, arte, cultura. O Coletivo Brechós é uma feira itinerante também, já fizemos em vários espaços”.

 

Em menos de um ano, o Coletivo já está consolidado como uma das principais atrações do segmento no Acre, atuando fortemente no incentivo de cultura. Atualmente, há cerca de 120 empreendimentos envolvidos no grupo, que participam ou já estiveram nas feiras. “Quando comecei, era bem ‘vazio’ de coletivos aqui. O nosso foi criado para abrir essa cultura de brechós na cidade. O brechó ainda não tinha tanta credibilidade, não era cultural e as feiras trouxeram essa visibilidade”.

 

Para Ana Cássia, o objetivo é fazer as pessoas deixarem de lado o preconceito de comprar roupa de segunda mão e aderirem ao lado divertido, descolado e barato de encontrar peças únicas. “Tem crescido com grande força esse movimento. Não só o Coletivo Brechós teve essa iniciativa, mas outros coletivos começaram a se inserir no mercado”.

 

Organizadores de brechós, coletivos e feiras de empreendedorismo alcançaram mais visibilidade, tanto em plataformas online como em pontos físicos. Ana Cássia garante que esse fenômeno realmente tem cativado apreciadores e veio para ficar. “Várias pessoas agora estão curtindo ir nas feiras de brechó, seja para comprar mais barato ou achar peças únicas. Esse movimento está em alta”.

 

O coletivo realiza seus eventos sempre uma vez ao mês, geralmente no segundo sábado do mês. “Ele tem atraído muita gente porque une de tudo. As feiras trazem essa possibilidade, tanto para quem está vendendo, como para quem quer encontrar objetos interessantes num único lugar”, assegura a organizadora.

 

 

O espaço não se propõe somente ao comércio, mas no consumo da arte, da música, troca de ideias e experiências. Movimentos culturais, do empreendedorismo têm feito essa diferença no estado. “Não há iniciativa do estado e o coletivo como produção independente tomou essa iniciativa”, diz Ana Cássia.

 

O objetivo a médio prazo ao Coletivo Brechós é finalizar esse ano com as 12 edições completas, além de programar uma edição especial de Natal em dezembro. “Para o próximo ano, queremos fazer algo mais estruturado, com parcerias do governo. A gente viu que dá certo e podemos inserir o estado em nosso evento como feira solidária e assim conseguir recursos para que tenha mais estrutura, tanto para os empreendedores, quanto para quem participa do evento”, conclui Ana Cássia.

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