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Zen e Edvaldo Magalhães criticam Bolsonaristas por não reconhecerem derrota nas urnas

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A eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último domingo, 30, pautou os discursos da Assembleia Legislativa na sessão desta terça-feira, 1. Primeiro a tocar no assunto, o deputado Daniel Zen (PT) comparou os lemas usados pelo bolsonarismo e os nazifascistas alemães. “O nazismo começou disputando vagas no parlamento alemão. Até ter maioria e indicar o chanceler demorou mais de 20 anos”, relatou o deputado do PT.

˜A vitória de Lula representa uma guinada aos retorno do respeito à democracia. Lula disse que governará para todos. Essa é a diferença de um Chefe de Estado para um golpista”, completou Zen, que criticou Bolsonaro por não reconhecer a legitimidade do resultado eleitoral.

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“Esse silêncio incita o fechamento de rodovias”, afirma Zen. Ele pediu que a União dos Legisladores (Unale) emita um reconhecimento público do resultado da eleição. “Dizem defender liberdade de expressão e pedem intervenção militar, onde não se tem liberdade nenhuma”, completou o parlamentar.

Outro a falar do assunto foi o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) relembrando que Lula concorreu em 1989 à Presidência da República, mas aceitou a derrota após a proclamação do resultado.

“Pegaram balsa e depois voltaram às disputas até a vitória. O Brasil tomou uma decisão apesar de tudo, do uso descarado da máquina pública, do aparelhamento dos mecanismos de poder, o povo brasileiro se manifestou dizendo basta”, declarou o deputado do PCdoB.

“Essa decisão trouxe ao palco do protagonismo político Luiz Inácio Lula da Silva. Como ele bem disse em sua fala histórica: tentaram me enterrar vivo e eu ressuscitei”, contou o parlamentar, afirmando que Lula levará o Brasil ao eixo do protagonismo internacional.

Edvaldo lembrou do ato realizado por agricultores do Pentecostes, em Cruzeiro do Sul, e teve brutal repressão da polícia. Mas no fechamento das rodovias não há esse rigor.

“Atentar contra a democracia é crime”, alertou o parlamentar. Ele elogiou a postura do ministro Alexandre de Moraes, homem que não se submeteu ao jogo de pressão e não foi covarde.

Ele criticou a manifestação de uma médica em Feijó, que destratou criança autista e apenas recebeu uma multa. Para ele, golpista tem de sentir a frieza do cárcere. ˜O ovo da serpente que nasceu com a posse de Bolsonaro foi destruído democraticamente nas urnas mas a serpente está por aí. E vamos combate-las”.

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