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Demissão de ex-mulher de vereadsor foi de ordem administrativa, diz Fernanda

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Tendo inicialmente optado por não se manifestar a respeito do fato de o Ministério Público ter acusado o vereador Rogério Pontes (PROS) de quebrar medida protetiva imposta pela justiça em favor de sua ex-mulher, Yuna Gagarin, ao influenciar, junto à Prefeitura de Brasiléia, a demissão da ex-companheira de cargo em comissão que ocupava no município, a prefeita Fernanda Hassem resolveu falar sobre o assunto nesta terça-feira (25).

Rogério Pontes foi preso preventivamente no último sábado (22) após vários episódios em que foi acusado de violência doméstica contra a ex-esposa, chegando a ser conduzido à delegacia da cidade por mais de uma vez acusado de quebrar medidas que, entre outras coisas, o proibiam de se aproximar de Yuna Gagarin e de familiares seus. A razão dessa última medida foi, segundo o MP, um pedido feito por ele para que a prefeitura a demitisse.

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A prisão e a possível influência do vereador Rogério Pontes para a demissão da ex-mulher, que foi reconduzida ao cargo por determinação do juiz, entraram na pauta de discussões na sessão da Câmara Municipal de Brasiléia nesta terça-feira, quando a vereadora Neiva Badotti (PSB) fez acusações consideradas pela prefeita como irresponsáveis e levianas. A parlamentar cobrou que Fernanda Hassem também seja responsabilizada pelo ato que levou o vereador à cadeia.

“O único punido vai ser o vereador Rogério Pontes?”, questionou Neiva Badotti na tribuna da Câmara afirmando que o “conluio” entre o parlamentar preso e a prefeita, denunciado por Yuna Gagarin ao Ministério Público, se deu em troca do apoio de Pontes para a eleição da Mesa Diretora, que se aproxima. “Fica muito claro que a prefeita participou sim desse acordo, porque se não fosse, ela já tinha se manifestado”, disse a vereadora.

Fernanda Hassem afirma ter ficado surpresa com o fato de ter seu nome envolvido no caso, garantindo que nada tem a ver com o acontecido. De acordo com ela, a demissão da ex-mulher do vereador do cargo que ela ocupava na Secretaria Municipal de Assistência Social foi uma decisão de ordem administrativa e que, como mulher, jamais colocaria o seu mandato a serviço de uma atitude como a que o Ministério Público na denúncia que levou Rogério Pontes a ter a prisão preventiva decretada.

“Eu, como mulher, jamais me utilizaria do meu mandato para barganhar alguma coisa ou atingir, causar violência patrimonial a ninguém. A decisão da exoneração da Yuna foi de ordem administrativa. No dia em que ela foi exonerada, outras pessoas também foram. O cargo em comissão, eu entendo que é de livre nomeação do prefeito e a pessoa precisa se adequar às normativas da gestão. Então, me causou um pouco de estranheza nós sermos envolvidos nisso”, disse a prefeita.

O vereador continua preso, após o pedido de revogação de sua prisão preventiva ter sido negado pelo juiz Clovis Lodi, da Vara Criminal de Brasiléia, em audiência de custódia realizada na manhã desta última segunda-feira (24). A audiência de instrução e julgamento do caso foi inicialmente marcada para o dia 31 de outubro, mas a pedido da defesa do parlamentar, a data foi redesignada para o dia 8 de novembro.

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