Menu

Acre tem mais de 62 mil crianças de 0 a 6 anos vivendo na miséria

Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

Faltando poucas horas para a histórica eleição de 2 de outubro de 2022, um estudo da PUC do Rio Grande do Sul alerta para a dramática situação socioeconômica de milhares de pessoas no Acre, especialmente as crianças. Segundo a FGV, entre 2012 e 2021, a taxa de crianças de zero a seis anos vivendo na pobreza no Acre saltou de 59,4% para 64,3% nessa população -e o pior: as crianças nessa faixa etária vivendo na extrema pobreza eram 15,4%, em 2012, e passaram para 22,9%.

Em números absolutos, 61.003 crianças de até seis estão na pobreza e 21.704 vivem na mais completa miséria.

Anúncio

Esses números são maiores que os do País em geral: Em 2021 44,7% das crianças viviam em situação de pobreza, e 12,7% em situação de extrema pobreza (contra taxas de 28,3% e 8,2% para população geral, respectivamente).

Importante considerar o avanço da miséria que aflige a infância acreana entre 2020 e 2021, o período mais agudo da pandemia da Covid-19, levando em conta que em 2020 a taxa era de 22,4% na extrema pobreza.

No País, o estudo mostra que a situação, em vários pontos, é igualmente drástica. Entre as crianças que viviam no meio rural a taxa de pobreza era de 69,7%, contra 40,2% para as que vivam no meio urbano. Que entre as crianças negras a taxa de pobreza era quase 68% maior que a das crianças brancas; para a extrema pobreza, ela era quase o dobro (98% maior). E que, e com exceção do Ceará, todos os Estados do nordeste tinham mais de 60% das suas crianças classificadas como pobres.

No período da pandemia, na vigência do Auxílio Emergencial, a taxa de pobreza infantil, que era de 41,5% em 2019, caiu para 36,1% em 2020, e voltou a subir para 44,7% em 2021. Em meio à crise econômica provocada pela pandemia de Covid-19, em 2020 houve forte redução (de 5,4 pontos percentuais) da taxa de pobreza infantil. E, no sentido oposto, em 2021 a incidência da pobreza sobe bruscamente para um patamar ainda mais elevado (3,2 pontos percentuais acima) do que aquele de 2019.

“A privação monetária é apenas uma das inúmeras dimensões em que as crianças em situação de pobreza sofrem desvantagens. Entre as crianças cujas famílias estão abaixo da linha de pobreza, o adulto de referência tinha em média 8,8 anos de estudo (contra 11,9 nas famílias acima da linha de pobreza). E o percentual de adultos de referência com ao menos Ensino Médio completo era de 35,9% (contra 71,3% nas famílias acima da linha de pobreza). Além disso, 27,4% das crianças em situação de pobreza, e 39% daquelas em situação de extrema pobreza, viviam em famílias monoparentais em 2021”, diz o estudo publicado em junho pela PUC gaúcha.

Siga o ac24horas no Google Notícias e seja o primeiro a saber tudo que acontece no Acre

Seguir no Google

Veja também

Newsletter

Fique por dentro do que acontece no Acre

Receba em primeira mão as notícias mais importantes do estado direto no seu e-mail. Política, economia, segurança e tudo que impacta a vida dos acreanos.