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Valor de produção do extrativismo cresce 87% e chega a R$ 110 milhões no Acre

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A pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, divulgada pelo IBGE na última semana de setembro traz para o Acre informações estatísticas da extração vegetal. O valor de produção da PEVS é o maior dos últimos 10 anos e 2021 este valor totalizou R$ 110,7 milhões, representando um crescimento de 87% comparando 2020 e 2021.

Em 2021, 99,9% do valor gerado foram oriundos dos grupos alimentícios, que cresceram 58%; madeiras (38%) e borracha (4%). O grupo alimentícios aumentou participação no valor gerado comparando com 2020, passando de 40% para 58% e, por outro lado, o grupo madeiras reduziu sua participação em 2021, passando de 54% para 38% do valor gerado.

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O grupo alimentícios está composto por castanha, açaí e Buriti. O produto castanha, com R$ 57,2 milhões gerados, é o destaque deste grupo representando 89% do valor do grupo e 52% do valor total da PEVS 2021 e, comparando com ano de 2020, o produto aumentou valor gerado em 224%, correspondente a uma produção de 9.800 toneladas, impulsionado por maior disponibilidade de produto coletado em decorrência de preço médio mais elevados. O produto açaí segue em estabilidade com produção de 4.655 toneladas e valor gerado de R$ 6,4 milhões.

O grupo madeiras está composto pelos produtos madeira em tora, lenha e carvão Vegetal. O produto madeira com R$ 33,2 milhões gerados, é o destaque deste grupo representando 79% do valor do grupo e 30% do valor total da PEVS 2021 e, comparando com 2021, o produto aumentou o valor gerado em 41%, correspondente a um volume explorado de 338.924 m³. Produção de carvão vegetal segue em estabilidade com produção de 2.081 toneladas em 2021 e Lenha, considerando últimos 10 anos, continua o processo de declínio totalizando 355.208 m³ em 2021 devido a substituição desta fonte de energia e demanda por fornecimento regular.

No grupo borracha temos uma produção de 364 toneladas, 14% superior à produção de 2020, e vem variando positivamente desde 2016, impulsionada por crescente valor do preço pago ao extrativista, fato possível devido à agregação de valor no âmbito da Cooperativa Central dos Extrativistas, inserção do produto em mercados diferenciados e pela política de subvenção federal e estadual.

Os cinco municípios que mais geraram valor com a extração vegetal foram Rio Branco (R$16 milhões), Xapuri (R$13,4 milhões), Feijó (R$12,9 milhões), Sena Madureira (R$12,5 milhões) e Brasiléia (R$ 9,2 milhões).

Os produtos que mais de destacam nos referidos municípios são, respectivamente, Castanha e madeira em Rio Branco; Castanha e Borracha em Xapuri, Madeira e Açaí em Feijó; Castanha e Madeira em Sena Madureira; e Castanha em Brasiléia.

A PEVS fornece informações estatísticas sobre quantidade de produtos da silvicultura – produtos provenientes da exploração de maciços florestais plantados – e do extrativismo vegetal – produtos obtidos da exploração de recursos florestais nativos.

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