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Justiça condena matador de Jorge das Flores e absolve suposto mandante por falta de provas

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O Juiz Gustavo Sirena, da Vara de Delitos de Roubo e Extorsão da Comarca de Rio Branco, condenou a 20 anos de prisão em regime fechado o assaltante Juliano Salvador Leitão (21), por crime de latrocínio (assalto seguido de morte), do empresário Jorge de Souza Batista, o “Jorge das Flores” (65), morto a tiros no escritório da sua empresa, no bairro do Bosque, no dia 5 de fevereiro deste ano. Na mesma decisão, sob a alegação de absoluta falta de provas, o Juiz absolveu Igo Cavalcante de Souza, que figurava como mandante. Ele deverá ser processado por porte ilegal de arma. A justiça deliberou ainda que o réu condenado, Juliano, não terá o direito de recorrer em liberdade. O julgamento e sentença foram proferidos na semana passada.

Ao analisar o processo, o juiz disse que a materialidade do crime se encontra provada nos autos, mas que em relação a autoria merece melhor abordagem. Com base nas provas, depoimentos de testemunhas e dos interrogatórios, o magistrado decidiu pela condenação de Juliano Salvador Leitão, a uma pena de 20 anos de reclusão em regime fechado.

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De acordo com os autos do inquérito policial o assassinato de Jorge da Flores ocorreu no início da tarde do dia 5 de fevereiro esse ano. O empresário do ramo de floricultura , e que era conceituadíssimo na cidade, chegava no escritório, onde também funcionava um depósito, quando foi surpreendido por Juliano Salvador Leitão, um presidiário em liberdade vigiada, que anunciou um assalto e em ato contínuo fez dois disparos contra o empresário, fugindo logo em seguida. Mesmo sendo socorrido, Jorge da Flores morreu quando era atendido no Pronto-Socorro de Rio Branco..

Minutos depois o fato dezenas de policiais militares foram acionados para atender a ocorrência, e quando de um cerco o autor dos disparos acabou sendo preso. Em depoimento inicial confessou a autoria do delito, e disse que a arma usada era de propriedade de Igo Cavalcante de Souza, que também seria o mandante da empreitada tétrica. O suspeito foi preso 11 dias depois pela Polícia Civil, numa propriedade na zona rural e negou qualquer participação.

Durante o processo Juliano Salvador deu uma série de versões fantasiosas como sendo motivação para o crime. Na audiência de instrução e julgamento no Fórum Criminal, disse ter matado Jorge da Flores mediante a promessa de pagamento de R$100 mil. Já tinha dito e outra oportunidade que tinha uma dívida de R$ 10 mil com o empresário, não podia pagar e o matou, e por fim que estava sendo ameaçado.

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