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Jenilson aposta na construção de cidades inteligentes para reduzir crimes na fronteira do Acre

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O deputado estadual e candidato ao Senado pelo PSB, Jenilson Leite, participou da sabatina do ac24horas realizada na noite desta quarta-feira, 31. Aos 44 anos, o médico infectologista é casado, pai e avô. Nascido num seringal às margens do Rio Muru, está há oito anos como parlamentar e figura entre os mais atuantes por 4 anos consecutivos.

Para ele, o Senado é a porta para uma boa representatividade. “Nasci nas beiras desses rios e tenho conhecido a realidade do povo acreano. Entendo a complexidade que vivenciamos no que se refere a crescimento e desenvolvimento. Quero ajudar a desenvolver o Acre”.

Leite acredita que com o Senado nas mãos terá mais condições de ajudar o estado a resolver problemas. “Responsável e comprometido, busco me doar para ajudar de maneira coletiva a população, como fiz na pandemia. Não só isso, mas apresentar soluções”.

Ele vê no cenário nacional um lugar privilegiado para quem quer trabalhar de verdade. “Minha pauta principal é a saúde e jamais abandonarei. Mas temos ideias para a educação, afinal, sou um produto da educação. Graças à porta da escola, cheguei onde estou hoje”.

Saúde e Educação – “Só se resolve os problemas do pronto-socorro colocando mais profissionais lá dentro”

O candidato afirma que é necessário investir ainda mais no Sistema Único de Saúde (SUS) para melhorar os indicadores de na atenção primária. “Trabalhando a prevenção e promoção da saúde, diminuímos a quantidade de pacientes em unidades de saúde, doenças, mortalidade infantil”.

Com relação à superlotação no pronto-socorro de Rio Branco, Jenilson acredita ser necessário dividir os espaços, separar pacientes e deixar o setor de emergência para resolver problemas unicamente de emergência. “Só se faz isso colocando mais profissionais lá dentro. A questão é colocar mais recursos ali dentro, colocar mais pessoal para poder manejar os pacientes e fazer esse melhoramento”.

Infraestrutura e geração de emprego – “A questão ambiental jamais poderá ser negligenciada, mas não irei para o radicalismo”

Questionado sobre a situação empregatícia do estado, Leite falou que a pecuária já está bem consolidada em solo acreano, porém, sua representatividade é pequena quando se fala em geração de emprego. “É um setor primário que só representa 8% de economia. A indústria é praticamente parada, estamos atrasados nas escolas que não têm internet para os alunos, e isso impede que eles acessem o mercado de mundos digitais”.

O candidato salienta que há um descompasso quando se fala em produção rural. “Há necessidade de ampliar a capacidade produtiva. A questão ambiental jamais poderá ser negligenciada, mas não irei para o radicalismo de ter que derrubar tudo ou estar tudo de pé”. Leite acredita que é preciso respeitar o meio ambiente, mas reorganizar as bases produtivas. “Há ainda atraso na agricultura com relação ao uso de máquinas. A agricultura familiar ainda é manual. Temos que entregar maquinários para a agricultura familiar”.

Segurança Pública – “Sempre esbarramos em problemas de recursos humanos. Nem governo federal, nem estadual vão entrar em entendimento para isso”

Indagado sobre a situação de fronteira no estado do Acre, o representante do PSB diz que este é um problema que vem discutindo há muito tempo. “Já propus audiência pública em Assis Brasil, mas sempre esbarramos em recursos humanos. Nem governo federal, nem estadual vão entrar em entendimento para contratar recursos humanos em quantidade suficiente para proteger uma fronteira tão extensa”.

Jenilson pensa que utilizar novas tecnologias, como o conceito de cidades inteligentes, com instalação de câmeras com leituras de placas e facial, pode diminuir roubo de carros, por exemplo. “Precisa de um sistema permanente usando novas tecnologias para ter controle maior dos veículos roubados”.

Sobre o feminicídio, alegou que trata-se de um problema com muitas variáveis. “Não se resolve só construindo leis para prender. Devemos melhorar a situação econômica da mulher para que ela crie independência. Temos que ampliar nossa base produtiva que gera emprego e renda para inserir mais essas mulheres no setor de trabalho e assim terem sua autonomia”.

Pergunta do internauta

O acreano Caubi Mesquita, morador do bairro São Francisco, em Rio Branco, quis saber sobre propostas de saneamento básico. Jenilson afirmou que esse também é um problema responsável pela saúde pública. “Ainda temos uma cobertura pequena de tratamento de esgoto, muita dificuldade para colocar água na torneira do acreano. O estado precisa assumir isso como prioridade e automaticamente reduzir os gastos em saúde pública, melhorando a qualidade de vida das pessoas”.

Temas livres

O orçamento secreto foi assunto durante a rodada de temas livres. Jenilson assegura que esse é um tópico que precisa ser mudado. “Precisamos tirar do cenário do Congresso Nacional para que passe a figurar os canais de transparência. Tudo que for dinheiro público precisa ser transparente”.

Sobre o desentendimento com o então companheiro Jorge Viana, diz que foi uma situação chata quando teve sua proposta de candidatura ao governo barrada. “Na primeira eleição de Jorge, eu estava coordenando a campanha dele, o apoiando, e na primeira oportunidade que ele tinha de me ajudar [em seu projeto de governo], preferiu sair com uma chapa pura, mas não vou ficar lamentando por isso”.

Por fim, Jenilson destacou que a política é muito ampla, e sempre faz sua parte, que é o que a população espera que os políticos façam. “Temos que focar nas coisas que de fato a população precisa. Tenho mandato ativo para atender a população, ajudando nos problemas mais importantes. Sempre procurei me dedicar e estou disposto a gastar 8 anos no senado discutindo estrada, energia, internet, novos investimentos, modernização das escolas. Se eleito senador, meu compromisso é trabalhar pela população de forma comprometida, como tenho feito como médico e deputado estadual”.

Assista a sabatina:

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Acre 01

Pauta ambiental e agronegócio marcam discurso entre candidatos ao governo do Acre

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Embora tenha sido suspenso por decisão judicial na noite desta terça-feira, 28, o debate entre candidatos ao governo do Acre ocorrido na Rede Amazônica ainda rendeu dois blocos: um de perguntas e respostas com temas livres e outro envolvendo temas pré-selecionados, incluindo infraestrutura, crise humanitária, sistema penitenciário, administração, diversidade e segurança pública.

Assim como em encontros anteriores de debate e sabatinas, a discussão principal e mais marcante entre os discursos dos candidatos girou em torno de dois assuntos, sendo eles meio ambiente e agronegócio. O governador e candidato à reeleição, Gladson Cameli (Progressistas), abriu a rodada de perguntas dirigindo ao candidato Marcio Bittar (União Brasil).

Cameli abordou a temática de geração de emprego e renda e Bittar argumentou que não há outra maneira de gerar riqueza se não for utilizando os recursos naturais. “Precisamos destravar o empreendedor, ou vamos nos eternizar pobres”, enfatizou. Na réplica, Gladson afirmou que sua nova proposta é reduzir o desemprego no Acre através da infraestrutura e conclusão de obras.

Marcio Bittar foi um dos que levantou a questão ambiental ao questionar o candidato Sérgio Petecão (PDT) se a preocupação ambiental não acaba travando o potencial acreano. Petecão disse que até faz sentido, mas que é um tema que precisa, de fato, de uma atenção especial. “Houve exageros, mas acredito que é preciso se preocupar com o meio ambiente. Por isso investir em tecnologia para que os produtores possam fortalecer esse meio”.

Petecão indagou a candidata Mara Rocha (PSDB) sobre a agricultura. Rocha respondeu que irá, caso eleita, abraçar a produção rural e garantir a compra da produção familiar baseada em três pilares: agronegócio, regularização fundiária e assistência técnica.

Mara perguntou para o candidato do PSOL, Nilson Euclides, o que o mesmo achava da gestão de saúde no atual governo. O candidato rebateu: “o eleitor tem que avaliar. Acredito que o governo Gladson é desastroso. Não há uma área em que o governo tenha se destacado”. O professor seguiu retrucando a afirmação de Mara sobre o agronegócio e comunismo. “Um discurso ultrapassado, do século XX. Floresta não traz pobreza, a gente tem que se livrar de ideologias que nunca trouxeram melhorias para o Acre”.

O candidato do PT, Jorge Viana, pediu avaliação da produção sobre um possível erro na condução do primeiro bloco, onde ele não respondeu perguntas de nenhum concorrente. Em sua fala, aproveitou para questionar Nilson Euclides sobre educação. Para Viana, a educação do Acre virou caso de polícia no atual governo.

Segundo bloco

O primeiro tema sorteado foi o de infraestrutura. Gladson perguntou para Petecão quais as propostas para recuperar estradas e rodovias do estado. Petecão garantiu que seu plano é construir 2 mil casas populares, criar a coordenação central de recursos a projetos e um programa de construção de pontes de alvenaria.

A crise humanitária foi a segunda temática sorteada, onde Nilson se direcionou à Mara Rocha, que aproveitou para alfinetar o comunismo e a crise na Venezuela. “Não respondeu minha pergunta”, retrucou o professor.

Sobre o sistema penitenciário, o candidato Gladson foi questionado por Mara. Para ele, sua gestão trabalhou como pôde nesse quesito. “Temos a reforma da unidade penal de Tarauacá, estamos criando serviço de trazer o preso para a sociedade novamente, renovando toda a frota penal e elaborando concursos públicos”.

No tema acerca de administração, Jorge Viana questionou Marcio Bittar sobre recursos federais vindos para o Acre. “Para onde foi o dinheiro que disseram que vinha para cá?”. Bittar respondeu: “qual a dificuldade de ver que as obras estão sendo feitas?”.

No assunto diversidade, Petecão se dirigiu à Nilson, que alegou ser um tema de relevância. “O governo tem que ter políticas educacionais e projetos que envolvam as comunidades em defesa do direito de ser livre da forma que quiser”.

No último tema abordado antes da suspensão do debate, que foi sobre segurança pública, Bittar perguntou para Jorge Viana, que disse: “a violência chegou a propriedades rurais. Não tem mais paz para ninguém. Tem de ter paz de novo nas famílias”. Em sua réplica, Bittar disse acreditar na punição para coibir a criminalidade.

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Destaque 2

Em noite de debate, “despacho” é encontrado próximo ao Palácio Rio Branco

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Uma cena inusitada foi vista por pessoas que passavam próximo ao Palácio Branco, no centro da capital, na noite desta terça-feira, 27, durante a transmissão do debate entre os candidatos ao governo promovido pela TV Acre, afiliada à Rede Globo e Rede Amazônica. Enquanto os candidatos debatiam, fotos de um “despacho” se espalharam pelas redes sociais, aos fundos do Palácio, na praça próximo ao Museu dos Autonomistas.

O ac24horas procurou saber com religiosos de matriz africana que não quiseram se identificar sobre o que se tratava de uma oferenda com doces e uma vela branca. De acordo com a pessoa consultada, o item não se tratava de um despacho, mas sim de uma oferenda em homenagem pelo dia de São Cosme e Damião, que são celebrados no mês de setembro pelo calendário antigo no dia 27, e pelo calendário recente, no dia 26, e é uma data esperada especialmente pelas crianças, já que é um momento que marca o pagamento de promessas, por meio da entrega de doces. Porém, a data vai além da prática, ela lembra a história dos santos e o sincretismo religioso no Brasil.

Nas religiões do candomblé e da umbanda, e a entidade homenageada seria o Erê, e provavelmente pela vela ter tonalidade branca e rosa seria um pagamento de alguma promessa em um local de grande circulação de pessoas.

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Extra Total

Debate da TV Acre termina com desembargadora suspendendo transmissão

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A desembargadora Denise Bonfim, juíza auxiliar do Tribunal Regional Eleitoral, determinou na noite desta terça-feira, 27, que a Polícia Federal cumprisse a decisão liminar proferida por ela momentos antes do início do debate entre candidatos ao governo promovido pela TV Acre, afiliada à Rede Globo e Rede Amazônica. A direção da emissora havia decidido barrar a participação do candidato ao governo David Hall (Agir) alegando que o partido dele não teria ao menos cinco deputados federais na câmara, requisito mínimo para participação do evento. A multa para o não cumprimento da demanda é R$ 100 mil, mas mesmo assim a direção da emissora resolveu manter a não participação de Hall.

Revoltados, os advogados do candidato barrado ingressaram com uma nova ação informando a magistrada sobre o descumprimento da decisão por parte da TV Acre. Ainda na metade do debate, a desembargadora proferiu decisão histórica.

“Determino o imediato cumprimento da ordem. Suspenda-se a transmissão da programação até que viabilize a participação do DAVID SOARES HALL, a fim de que seja cumprida a ordem exarada com a participação do candidato, já garantida judicialmente a sua integração ao debate desta noite na TV ACRE, sob pena de crime de desobediência. Ordeno a Polícia Federal o cumprimento desta ordem, junto com o Secretário Judiciário deste Tribunal. Esta relatora irá monitorar a ordem junto a Polícia Federal, devendo estar em contato permanente, por via telefônica, para informar qualquer situação extraordinária”, diz a Denise em despacho.

O mediador do debate informou sobre a decisão rapidamente e a transmissão foi encerrada. A policia federal não chegou a ser acionnada para o cumprimento da decisão.

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Acre 01

Liminar garante David Hall no debate, mas TV Acre veta participação e candidato se revolta

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A desembargadora Denise Bonfim, do Tribunal Regional Eleitoral do Acre, concedeu decisão liminar favorável ao candidato ao governo do Acre, David Hall (AGIR) que havia sido vetado do debate da TV Acre, afiliada Rede Globo e Rede Amazônica na noite desta terça-feira, 27.

Minutos antes do debate, Hall chegou a emissora com a decisão liminar na mão e a TV inicialmente havia acatado a decisão, que inclusive foi divulgada pela emissora no intervalo da novela Pantanal. Porém, minutos depois, a direção da TV resolveu barrar a participação do candidato. A multa para descumprimento da decisão judicial é de R$ 100 mil

Revoltado, Hall e o candidato ao senado pela sua chapa, Dimas Sandas, resolveram radicalizar e protestar contra a decisão da empresa de comunicação já que havia uma decisão em mãos. “Isso é censura”.

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