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N. Lima diz que Bocalom pode ser judicializado após derrubada de canteiros na Via Chico Mendes

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O presidente da Câmara Municipal de Rio Branco, vereador N. Lima (Progressistas), usou a tribuna da Câmara Municipal nesta quarta-feira, 24, para alertar o prefeito Tião Bocalom, também do Progressistas, acerca de possíveis acidentes na Via Chico Mendes após a retirada de todos os canteiros da rodovia às margens da ciclovia – jardineira em tijolos maciços.

Apesar de criticar os canteiros construídos na gestão do PT, Lima reconheceu que a obra nunca trouxe acidentes gravíssimos aos pedestres. Segundo o milhar, com a retirada das “churrasqueiras”, Bocalom e sua equipe de gestão poderá ser judicializada. “A prefeitura começou a derrubada de umas churrasqueiras feita pelo PT que dava desgaste e gasto ao poder público. Mais nunca houve acidente de bater em pedestre e o carro passar direto ao outro lado da pista. Se acontecer um acidente, vocês serão judicializados”, alertou.

O presidente do Poder Legislativo municipal pediu que Bocalom providencie a execução da obra o mais rápido possível – evitando assim, acidentes com vítimas fatais. “Se for meio fio como tá ali, pode ter um acidente. Prefeito Tião Bocalom, tá na hora de concretizar aquilo ali para começar e terminar”, comentou.

Lima também aproveitou para dar uma dura no diretor da RBTrans, o ex-vereador João Marcos Luz. De acordo com o parlamentar, o gestor não vem fazendo um bom trabalho. “As placas não são reflexivas, os cones também não. O que o João Marcus está fazendo? A cidade está sem placa, as que têm ainda são do PT. Essas placas pintadas de azul não serve a noite. Está na hora de vossa excelência tomar rumo”, alfinetou.

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Marilete quer ser “mãe” de votos de Gladson em Tarauacá e Damasceno diz: “onde eles estavam?”

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Numa antecipação dos embates projetados para daqui a dois anos, nas próximas eleições municipais, o ex-prefeito de Tarauacá, Rodrigo Damasceno, que disputou sem sucesso uma vaga na Câmara Federal nestas eleições, sugeriu que a também ex-gestora de tirar proveito da vitória de Gladson Cameli no município.

Sem, contudo, mencionar o nome da ex-prefeita, Damasceno afirmou em uma “Carta aberta ao governador Gladson Cameli” que “Tá Feio esse negócio de tentar tirar proveito da Vitória do Gladson em #TARAUACÁ. Foi o @gladsoncameli que ganhou, o resto é conversa”.

“Vi que muitos fazem questão de demonstrar fidelidade ao @gladsoncameli, o que me faz refletir. Onde eles estavam? Porque só foram nos últimos 10 dias que tentaram fazer algo de campanha para você em Tarauacá. Um bandeiraço muito mequetrefe. E o ato da sua chegada contou com todos e foi mal organizado”, diz um trecho da publicação.

O ex-prefeito sustenta na carta que Cameli foi bem votado em Tarauacá porque o povo já queria isso, enfatizando que, apesar da ajuda de muitos, a vitória foi mérito do governador por vontade popular.

“Por essa razão não atribua a ninguém em especial a sua vitória em Tarauacá, mas sim à população. E na hora que essa turma for tentar barganhar cargo deixe isso bem claro. Para comprovar isso, observe se no Jordão você ganhou”, acrescentou.

E concluiu projetando uma conjuntura para dois anos à frente, nas próximas eleições municipais.

“Em 2024 estaremos juntos de uma forma que sempre deveríamos ter estado. Você no governo e nos ajudando, após ganhar a prefeitura. TMJ (estamos juntos), meu governador”.

A manifestação de Rodrigo Damasceno se relaciona a uma publicação que atribui à Marilete Vitorino e sua linha de frente, como a ex-vereadora Janaina Furtado (PP), vice-prefeito Raimundo Maranguape (PSD) a votação histórica de Gladson em Tarauacá.

Nas redes sociais, Marilete se manifestou de maneira emocionada, agradecendo a confiança depositada pela população por meio da maioria de votos dada ao governador, um feito inédito na história política de Gladson no município.

Cameli obteve em Tarauacá 55,66% dos votos válidos, o que correspondeu a 9.871 eleitores. Jorge Viana recebeu 32,42% da votação considerada como válida pela Justiça Eleitoral, o equivalente a 5.749 mil votos.

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Everaldo Gomes é condenado por irregularidades no pagamento e distribuição de combustíveis

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Os membros do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), decidiram condenar o ex-prefeito de Brasiléia, Everaldo Gomes, ao pagamento de mais de R$ 863 mil por irregularidades no pagamento e distribuição de combustíveis no exercício financeiro de 2014. O despacho foi publicado na edição do Diário Eletrônico desta quarta-feira, 5.

De acordo com o TCE, no processo ficou constatado o pagamento de combustíveis sem a correspondente comprovação de regularidade na aplicação dos recursos públicos – onde é devida a devolução ao erário do montante despendido, conforme previsto no caput do artigo 54 da LCE n. 38/93, acrescido das multas previstas pelos artigos 88 e 89, II, da Lei Complementar Estadual n. 38/93.

Mediante as infrações ao erário público, Gomes foi condenado a devolver aos cofres do município o valor total de R$ 784.172,13 (Setecentos e oitenta e quatro mil, cento e setenta e dois e treze centavos) que deverá ser atualizado nos termos do artigo 2º, § 3º, I, a, da Resolução/TCE n. 110, em razão do pagamento de combustíveis sem a devida comprovação de fornecimento, não demonstrando a finalidade pública na aplicação dos recursos públicos, conforme previsto no caput do artigo 54 da LCE n. 38/93.

O órgão controlador também aplicou o pagamento de duas multas: a primeira no percentual de 10% (dez por cento), o que equivale a R$ 78.417,21 (setenta e oito mil quatrocentos e dezessete reais e vinte e um centavos), nos termos do artigo 88 da Lei Complementar Estadual n. 38/93. Já a segunda, é prevista no artigo 89, da LCE n. 38/93 combinado com o artigo 139, inciso II, do Regimento Interno do

TCE/AC, no valor equivalente a R$ 11.720,00 (onze mil setecentos e vinte reais), em razão da ausência de designação de fiscal para acompanhar a execução dos contratos firmados para o fornecimento de combustíveis; do pagamento de combustíveis sem a devida demonstração de fornecimento, considerando o efeito pedagógico, bem como os princípios da razoabilidade e proporcionalidade. Os valores devem ser recolhido em favor do Tesouro do Estado do Acre, no prazo de 30 (trinta) dias.

Ao fim da decisão, a suprema corte decidiu encaminhar o acórdão ao Ministério Público do Estado do Acre, bem como à atual gestora do Município de Brasiléia, Fernanda Hassem, que deve adotar as providências necessárias para o ressarcimento ao erário.

Everaldo Gomes, inclusive, já foi condenado por improbidade administrativa e teve que devolver também verba desviada quando estava à frente da prefeitura de Brasíléia em 2013, além de que o ex-gestor também já foi condenado por fraudes em licitações em 2020.

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Berço da Florestania, Xapuri tem primeira derrota de um candidato ao governo pelo PT desde 1998

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Desde que o Partido dos Trabalhadores chegou ao poder no Acre, em 1998, com o engenheiro florestal Jorge Viana iniciando o ciclo de 20 anos de hegemonia no estado, um candidato do PT ao governo não perdia em Xapuri, cidade considerada como o berço da Florestania.

Essa escrita teve fim apenas na eleição deste último domingo, 2 de outubro, com a vitória acachapante do atual governador, Gladson Cameli, do Progressistas, sobre o mesmo Viana que abrira a longa permanência petista no Palácio Rio Branco na etapa final da década de 1990.

Com uma votação histórica, Cameli venceu a disputa em 20 dos 22 municípios acreanos e um dos que deram supremacia ao atual governante acreano foi exatamente a terra de Chico Mendes, que é considerada como um dos últimos bastiões petistas do estado, administrada por um prefeito do partido.

Dos quatro municípios administrados pelo PT no estado, Gladson venceu em todos, mas em Xapuri pode ser dado um valor a mais ao triunfo pelo fato de o prefeito Bira Vasconcelos ter sido o único gestor petista a ter se mantido na trincheira vermelha. Os demais se aliaram abertamente ao vencedor.

Na atual eleição, a vitória de Gladson Cameli em Xapuri foi ainda mais esmagadora que no estado como um todo. Ele obteve 65,04% dos votos válidos, num total de 5.932, em um universo um pouco superior a 11 mil eleitores. O candidato do PT alcançou 29,01% dos votos válidos – 2.646 confirmações na urna eletrônica.

A votação de Cameli em Xapuri superou até mesmo a do presidente Jair Bolsonaro, que obteve mais da metade dos votos dos eleitores xapurienses, mas que ficou na marca dos 54,94%, o que correspondeu a 5.142 votos depositados ao ícone do Bolsonarismo contra 40,32% ou 3.774 votos dados a Lula.

O resultado não deixou de causar impacto nas hostes petistas. O prefeito Bira Vasconcelos se manifestou nas redes sociais e disse não ter ficado triste com o desfecho da eleição, mas indignado com o uso da máquina pública para fins eleitoreiros, abuso do poder econômico e compra de votos.

“Minha indignação é de constatar que a mentira e o dinheiro ainda ganham eleição no Acre, em detrimento do sonho, da esperança, do trabalho e da verdade! A nossa luta é maior do que ganhar uma eleição, nossa luta é a transformação de uma sociedade que tem como base a transformação das pessoas!”, postou Bira.

É válido registrar que na eleição passada, em 2018, quando também foi eleito no primeiro turno, Gladson já ensaiou vencer a votação em Xapuri. Naquela ocasião, ele perdeu para Marcus Alexandre por apenas 85 votos de diferença – 4.381 votos do petista contra 4.296 de Cameli.

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“Se alguém não desceu do palanque, foi ele”, diz Bocalom sobre declaração de Gladson na TV

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Após as declarações fortes do governador eleito, Gladson Cameli (Progressistas) dirigidas ao prefeito Tião Bocalom, do mesmo partido, nesta terça-feira, 4, no Gazeta Alerta, o gestor resolveu rebater as críticas e se colocou à disposição para realizar parcerias em prol da população do município.

No entanto, apesar de aceitar o convite de Gladson, Bocalom disse que o chefe do executivo acreano também precisa descer do palanque político montado durante o período eleitoral. “Se alguém não desceu do palanque, foi ele, que não atendeu minhas ligações, desde domingo”, reclamou.

De acordo com o prefeito, após procurar Cameli no domingo – logo após o resultado das urnas, ele também voltou a tentar contato na última segunda-feira, 3, porém, sem sucesso. “Eu não estou mais no palanque, já desci. Agora, claro, precisamos de parceria e o Estado também precisa da parceria de Rio Branco. É mútua isso aí. Acontecendo a parceria, o resultado é bom para todo mundo”, declarou Bocalom a reportagem do ac24horas.

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