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Governo do Acre reabre edital de concurso público da Sesacre

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O governo do Acre reabriu no Diário Oficial desta segunda-feira, 15, edital de concurso para a Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) para 669 vagas para mais de 70 cargos diferentes de nível médio e superior, incluindo cargos que haviam ficado de fora do primeiro edital, lançado em junho.

Neste novo edital, além das categorias já existentes, foram incluídos 47 novas vagas distribuídas entre os cargos de auxiliar em saúde bucal, técnico em enfermagem, técnico em contabilidade, técnico em manutenção de computadores, gestor em saúde coletiva, biomédico e médico veterinário.

As inscrições têm início nesta segunda, às 8 da manhã, e vão até às 21 horas do próximo dia 12 de setembro. por meio do site da banca organizadora, IBFC, a um custo que varia de R$ 53,00 a R$ 72,00, dependendo do cargo. Os salários variam de R$ 1.382,81 até R$ 11.096,93.

As informações completas sobre o concurso, inclusive com o número de vagas para cada município, podem ser acessadas no Diário Oficial desta segunda, a partir da página 12.

As provas estão marcadas para o dia 16 de outubro.

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Edição do “MP na Comunidade” será realizada no Círio de Nazaré

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) irá promover uma edição especial do projeto MP na Comunidade durante a festa do Círio de Nazaré, no dia 24 de setembro. As atividades serão realizadas na Catedral Nossa Senhora de Nazaré, em Rio Branco, das 8h às 15h.

As ações do projeto integram a programação do “Círio Cidadão”, inciativa da Diocese de Rio Branco voltada a realizar ações solidárias para beneficiar pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Durante o evento, o MP na Comunidade irá disponibilizar serviços dos órgãos auxiliares do Ministério Público acreano. Os participantes terão acesso também a serviços de saúde, emissão de documentos e atendimento jurídico, por meio da parceria com outros órgãos.

Além dos atendimentos, será realizada a doação de produtos de higiene a pessoas em situação de rua. Os donativos estão sendo arrecadados na recepção do edifício sede do MPAC. Interessados em colaborar podem doar kits contendo os seguintes produtos: creme dental, sabonete e escova de dentes.

“O MP estará presente nesse importante evento denominado Círio Cidadão, oferecendo os serviços do Centro de Atendimento ao Cidadão, do Centro de Atendimento a Vítima e da Ouvidoria. Além disso, as parcerias firmadas permitem os atendimentos médicos odontológicos, emissão de RG e CPF e orientações jurídicas, tudo isso em prol da população carente desses serviços”, explicou o promotor de Justiça Dayan Moreira, coordenador do MP na Comunidade.

Hudson Menezes – Agência de Notícias do MPAC

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Educação de Brasiléia comemora primeiro lugar do IDEB 2021

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Na manhã desta quarta-feira, 21, a prefeitura de Brasiléia, através da Secretaria Municipal de Educação (SEME), se reuniu com representantes das unidades escolares e instituições de ensino do município para celebrar o resultado obtido no IDEB 2021.

Brasiléia conquistou o 1º lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) 2021, anos iniciais do ensino fundamental entre os 22 municípios do estado do Acre. O resultado foi divulgado na sexta-feira, dia 16, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

O evento contou com a presença da prefeita, Fernanda Hassem, coordenadora do núcleo estadual de Educação, Maria Cecília Carvalho, gestora da escola estadual, Getúlio Vargas, secretaria municipal de educação, Francisca Oliveira, presidente do conselho municipal de educação, Maryjulia dos Santos, vice-presidente do Poder Legislativo, Marquinhos Tibúrcio, vereador Elenilson Cruz, gestores e professores da rede municipal e estadual de ensino.

Em seu discurso, a secretária de Educação Francisca Oliveira, salientou que município de Brasiléia com a rede municipal e estadual alcançou a média de 5.8, mesmo dentro do contexto de pandemia e passando por todas as dificuldades de adaptação ao ensino remoto e, posteriormente, híbrido, o município conseguiu um resultado muito positivo para a educação.

A escola Getúlio Vargas se destacou com a maior nota 7.2, do estado do Acre. “ Estamos felizes, porque mesmo perdendo 9 décimos, ainda mantemos o primeiro lugar” destacou Paula Tabosa, gestora da escola GV.

A gestora da escola Maria Socorro Frota, Elisandra Meneses comemorou o segundo SAEB consecutivo com a melhor nota entre as escolas municipais.

“É com imenso orgulho que recebo esse resultado. Em uma época tão difícil de pandemia, conquistar essa posição e continuarmos em primeiro lugar é motivo de alegria. É um do resultado do município, fruto de uma busca ativa intensa, de um trabalho consecutivo dos professores e de todos da escola”, comemorou.

Para a prefeita Fernanda Hassem o dia é de celebração. Esse resultado é fruto do empenho de todas as escolas e dos investimentos realizados pela sua gestão.

“Hoje é um dia de confraternização, nos reunimos com a educação municipal e estadual num gesto de muito respeito a nossa educação, para comemorar o primeiro lugar no IDEB. A estadual Getúlio Vargas ficou com a melhor nota no estado do Acre. E a nossa escola municipal Socorro Frota se destaca novamente com o melhor índice entre as escolas municipais. Quero parabenizar de todo coração todos aqueles que fazem a educação no município de Brasiléia”, parabenizou.

Vale destacar que a educação de Brasiléia está entre as mais bem avaliadas no Estado do Acre.

E que como reconhecimento ambas foram premiadas através da prefeitura com Notebooks. Ressaltando que o maior prêmio é nossa gratidão pelo empenho e dedicação pela Educação.

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Terra indígena no Acre sofre com cooptação de jovens pelo PCC e CV

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Reportagem da Folha de São Paulo assinada pelos repórteres Vinicius Sassine e Lalo de Almeida, que contou com apoio do Amazon Rainforest Journalism Fund, em parceria com o Pulitzer Center, mostra que no interior do Acre jovens da etnia Jaminawa estão sendo cooptados pelas maiores facções criminosas de São Paulo e do Rio de Janeiro – o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

O cenário do grave problema é a terra indígena Jaminawa do Rio Caeté, que fica a cerca de 80 km da cidade de Sena Madureira, distância que equivale a três horas e meia de viagem de carro por uma estrada de terra acidentada, mesmo tempo gasto quando é possível fazer o trajeto por barco, na época da cheia.

De acordo com o que foi relatado por familiares à equipe do jornal, as facções cooptaram jovens jaminawas para atuar no tráfico de drogas, o que tem resultado em várias prisões. Foram oito recentemente. Por integrarem grupos rivais, eles não podem dividir celas, e os familiares têm de se organizar para visitas em dias distintos.

Nas aldeias, quando em liberdade, esses indígenas não se encontram mais. Em meio ao avanço das facções nos últimos cinco anos, os jaminawas estão jogados à própria sorte, numa terra indígena sem demarcação. Não há reconhecimento da ocupação, delimitação e acompanhamento consistente ou fiscalização contra invasores por órgãos como a Funai.

A reportagem diz que os indígenas vivem com medo das facções. Relatam ameaças, casas queimadas e trocas de tiros nos outros territórios onde há jaminawas em Sena Madureira, também sem demarcação – São Paulino e Caiapucá. O medo se estende às casas de palafitas nas franjas do município, mantidas pelos indígenas.

Um pai resume assim a realidade do filho preso na cidade, suspeito de envolvimento com uma facção: “Meu filho caçava, pescava, fazia roça na aldeia. Na cidade, fica desamparado. Ele quer voltar para cá”, afirma.

Abandono pela Funai

Aldeias da Jaminawa do Rio Caeté não têm energia, água potável e escolas – a escola da aldeia principal ruiu. Em espaços improvisados, o ensino só existe até o quarto ano do ensino fundamental.

O abandono ocorre apesar da existência de uma decisão da Justiça Federal que determinou à Funai a conclusão do relatório sobre a ocupação territorial feita pelos jaminawas, para fins de demarcação. A decisão foi proferida em dezembro de 2016. O prazo dado era de seis meses. Nada foi feito.

Documentos mostram que a Funai, no governo de Jair Bolsonaro (PL), só reconstituiu um grupo técnico, para elaboração do relatório, em fevereiro de 2022. Este é o início de um burocrático processo que pode culminar na demarcação.

A situação da terra Jaminawa do Rio Caeté evidencia as consequências da política de Bolsonaro de barrar toda e qualquer demarcação. A homologação deste processo passa pela caneta do presidente, que cumpriu a promessa e a renovou, em caso de reeleição: “Não terá um centímetro quadrado demarcado”.

A redução de demarcações é progressiva ao longo dos últimos mandatos presidenciais, mas Bolsonaro é o primeiro a zerar tanto as declarações de posse – atos que antecedem as homologações – quanto às demarcações definitivas, segundo consultas ao Diário Oficial da União e dados levantados por Cimi (Conselho Indigenista Missionário) e ISA (Instituto Socioambiental).

Decisões da Justiça Federal não são cumpridas

Em 2018, ano em que Bolsonaro foi eleito, havia 54 decisões determinando o avanço dos processos de demarcação, diante da histórica letargia da Funai. Na reta final do mandato, após recursos na Justiça, 20 processos seguem na fase de reivindicação; 30, em estudo; 3, em reestudo; e apenas 1 está em fase de declaração de posse.

O banco de dados da Funai registra 417 terras indígenas homologadas e regularizadas. Outras 235 têm processos em andamento, o que totaliza 652. Quando se incluem todas as reivindicações, o que é compilado ano a ano pelo Cimi, são 1.300 terras indígenas, o dobro do que é levado em conta pela Funai. Procurado, o órgão não respondeu aos questionamentos da reportagem da Folha.

A ausência quase total da Funai, com a consequente ampliação de frentes de vigilância pelos próprios indígenas, também é uma constante. A reportagem teve acesso a documentos de processos administrativos por meio da Lei de Acesso à Informação e consultou ações com decisões a favor das demarcações.

Na Jaminawa do Rio Caeté, os indígenas preservam a língua pano e pouco usam o português. Em cinco aldeias, em que antes existiam dois seringais, vivem 240 indígenas. Eles chegaram à terra em 1997, pelas mãos do Estado –mais especificamente por iniciativa da Funai–, depois de um histórico de mendicância em Rio Branco, a 140 quilômetros de Sena Madureira.

Peregrinação pela Amazônia

Antes da capital do Acre, os indígenas viviam em terras em Assis Brasil (AC), na fronteira com Peru e Bolívia. Segundo indigenistas que auxiliaram as famílias na busca por território, a origem do grupo está no Peru. Antepassados viviam pacificamente numa aldeia, até o aparecimento de “caucheiros peruanos” –seringueiros.

“Nasci num seringal, entre os rios Acre e Iaco”, diz Antônio Jaminawa, um dos pioneiros da terra. “No seringal, cortava, derrubava e carregava seringa. Aí mataram meu irmão, em briga de parente, e deixei o lugar. Era para ser eu, ele morreu por engano.”

A escolha do território, cujo suposto dono tinha dívidas com a União, deu-se porque jaminawas trabalharam para seringueiros do lugar, segundo Manoel Jaminawa, assistente de saúde indígena. Ele estava com Antônio na expedição de busca pela terra, em 1997. Tinha 19 anos. Famílias inteiras aguardavam o desfecho para prosseguir para a região.

Com aval da Funai, os jaminawas se instalaram. Lá, eles mantêm os hábitos de caça, pesca e cultivo de macaxeira e banana. As famílias reconquistaram uma convivência mais harmônica, que havia se perdido por uma sucessão de acontecimentos: a chegada dos caucheiros do Peru, o alcoolismo em aldeias brasileiras, a dependência de esmolas nas esquinas de Rio Branco.

A demarcação nunca saiu. A medida permitiria ações de fiscalização contra invasores. A terra é vizinha da reserva extrativista Cazumbá-Iracema, criada em 2002, cinco anos após a chegada dos jaminawas. A reserva é salpicada de propriedades rurais, onde se cria gado, e tem longas faixas de degradação.

A convivência entre os dois lados já foi conflituosa. Uma história repetida à exaustão é o assassinato de um indígena por um policial em Sena Madureira, durante disputa com um extrativista. As duas partes brigavam por terra. “Tem gente na reserva que não gosta de nós, não gosta de índio”, diz Antônio Pedro Jaminawa, que era sogro da vítima.

A corrida na Jaminawa do Rio Caeté, hoje, é pela inclusão da produção de banana e macaxeira no cardápio da merenda nas escolas estaduais e pela construção de escolas nas aldeias sem salas de aula e sem turmas a partir do quinto ano do ensino fundamental. O entendimento nas comunidades é o de que a demarcação as colocaria no mapa do Estado brasileiro.

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Blogueira chora ao revelar doença: “o maior desafio da minha vida”

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No programa da Jô Edição Podcast desta segunda-feira, 19, a empreendedora e digital influencer, Kailane Amorim, foi a entrevista da noite. Com mais de 100 mil seguidores no Instagram, a acreana já representou o Estado no Miss Brasil, em 2017.

“Ser Miss Acre foi uma grata surpresa na minha vida, eu sempre falo que nunca tive esse sonho, eu era muito antissocial. Quem me conhece sabe, desde Brasileia que eu era muito reservada, não gostava de mídia, nem de participar de nada do colégio. E esse mundo da moda, da beleza surgiu despretensiosamente na minha vida”, declarou.

De acordo com Amorim, após a visibilidade do concurso de beleza surgiram várias oportunidades, entre elas o avanço na vida de blogueira, em que chegou a ser embaixadora de várias marcas conhecidas nacionalmente como a Arezo, Skala, L’Oréal, Havan, entre outras, além de publicitar para mais de outras 50 empresas.

Kailane falou também sobre a polêmica durante as eleições de 2018, quando declarou que iria votar em Jair Bolsonaro e recebeu ataques nas redes sociais de várias pessoas, foi chamada de “Barbie Fascista”, entre outras diversas ofensas, mas afirmou que não tem medo de ser cancelada na internet e que tem opinião formada sobre vários assuntos.

“Quando a gente expõe uma opinião no qual a gente acredita, é porque não temos medo de ser cancelada, porque da mesma forma que tem gente que não se identifica, tem pessoas que sim. E assim foi em 2018, muita gente parou de me seguir, mas muita gente também chegou. E o trabalho de influencer é isso, é as pessoas se identificar com o seu trabalho, com o que você acredita e em outras coisas temos que relevar”, comentou.

A empresária declarou que continua com o seu posicionamento e manterá seu voto no presidente este ano, devido a atual conjuntura política a qual o país se encontra. “Nesse contexto em que estão as eleições hoje, com certeza, continuo com a mesma opinião, porque é inadmissível votar em uma pessoa que foi condenada, como foi o Lula”, disse.

Sobre família, maternidade e o que espera para o futuro do seu filho, a influenciadora destacou que esse seria um assunto delicado, pois, de acordo com ela, vivemos em um mundo com ideologias e valores morais perdidos, mas espera que seu pequeno viva em um lugar justo, que ainda preserve os valores que defende.

Em um assunto sensível, a empresária relatou como recebeu o diagnóstico da doença autoimune e degenerativa, Espondilite Anquilosante, que afeta os tecidos conjuntivos e se caracteriza pela inflamação das articulações da coluna e dos quadris, ombros e outras regiões, revelando que teve que desacelerar em muitas coisas, visando sua qualidade de vida.

“Eu comecei a sentir os sintomas durante o Miss Acre, com dores incapacitantes, que eu não conseguia se quer treinar a passarela para desfilar. E foi um grande desafio porque eu sentia muitas dores. É uma enfermidade que não tem cura, eu faço tratamento de 15 em 15 dias, e esse com certeza é o maior desafio da minha vida, sinto dores todos os dias, não consigo dormir mais de 4 horas por dia, porque é uma doença que piora com o repouso”.

Não perca, assista o programa da Jô Edição Podcast desta semana.

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