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40% das crianças menores de 2 anos comem alimentos ultraprocessados no Acre

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Em 2021, 5 em cada 100 pessoas de 0 a 19 anos apresentam magreza acentuada no Acre, e 29% da população nessa faixa etária estão em risco de sobrepeso ou até apresentam obesidade grave.

Um dos dados que chamam a atenção é a má qualidade da alimentação na infância: no ano passado, 40% das crianças de seis meses a dois anos de idade comiam alimentos ultraprocessados. Além disso, 22% faziam consumo de macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote ou biscoitos salgado e 23% consumiam biscoito recheado, doces ou guloseimas.

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Ao mesmo tempo, os hábitos alimentares tidos como saudáveis apresentam números que não trazem confiança: 50% tinham amamentação continuada e 47% com diversidade alimentar mínima. No Amapá, para efeito de comparação, é 65% da amamentação e 60% da diversidade alimentar -e no Pará, 59%/58%.

Os dados constam da plataforma Panorama da Obesidade em Crianças e Adolescentes, que traz informações sobre o estado nutricional e o consumo alimentar de crianças e adolescentes reunidas em uma plataforma dinâmica, estável e de fácil navegação com base nas informações do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), do Ministério da Saúde.

De acordo com o Sisvan, em 2022 foram registrados 144.881 pessoas com risco de desnutrição no Brasil.

Alguns dados estão melhores em 2022 no Acre, como, por exemplo, a magreza acentuada, que reduziu 1% em relação ao ano passado -levando em conta que os dados deste ano são até junho.

A má alimentação está ligada à vários fatores de risco. O Estado tem realizado algumas ações visando melhorar o quadro nutricional da população. Nesta sexta-feira (29) a Secretaria de Estado Assistência Social, dos Direitos Humanos e Políticas para as Mulheres do Acre (SEASDHM), realizou assembleia para eleger as entidades que irão representar a sociedade civil no Conselho Estadual de Segurança Alimentar (Consea) no período de 2022-2024.

“Temos grandes desafios e estamos nos reunindo para fortalecer as políticas públicas de segurança alimentar estadual”, disse a secretária da pasta, Ana Paula Lima.

A coordenadora da Divisão de Segurança Alimentar da SEASDHM, Nazaré Oliveira, afirmou: “Trabalhamos para que o sistema de segurança alimentar no estado possa ser eficiente, já que é um dos pilares para a organização de propostas e mudanças”.

Entre as entidades presentes ao evento, estiveram a Cooperativa dos Agricultores Familiares do Polo Geraldo Fleming de Rio Branco, a Cooperativa de Agricultores Familiares, Extrativistas e Economia Solidária (Baixa Verde), a Organização dos Professores Indígenas do Acre, a Associação Nova Esperança – Km 75, o Conselho Municipal de Alimentação Escolar CAE/RB, o Centro de Estudos e Referência da Cultura Afro-Brasileira do Acre (Cernegro), o Mesa Brasil – Sesc, a Associação das Mulheres Empreendedoras do Acre, o Sindicato dos Técnicos Administrativos e Apoios Administrativos do Estado do Acre, a Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileira e Saúde, a Associação dos Produtores e Produtoras do Seringal Glória Velha e Adjacências e o Conselho Regional de Nutrição.

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