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Amazônia tem pior primeiro semestre em 15 anos, segundo estudo

Sobrevoo na região sudoeste do Pará e detectou focos de fogo, desmatamento e garimpo em unidades de conservação. Nesta foto, fogo no município de Trairão. (Foto Marizilda Cruppe/Amazônia Real/Amazon Watch/17/09/2020)
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De janeiro a junho, foram derrubados 4.789 km², quase 20% a mais do que no mesmo período do ano passado — quando a região já havia tido uma explosão no desmatamento. Esse é o pior primeiro semestre em 15 anos com relação ao desmatamento na Amazônia.

Apenas em junho, foram derrubados 1.429 km², área semelhante ao território da cidade de São Paulo. Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que monitora a floresta por imagens de satélite desde 2008.

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Em comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foram destruídos 926 km², a devastação cresceu 54% em 2022. Com isso, a Amazônia também teve o pior junho em 15 anos.

Segundo a avaliação do Imazon, a tendência para os últimos seis meses do ano é de que a destruição siga em ritmo acelerado por três motivos principais. O primeiro é a continuidade do período seco na região até outubro, o chamado “verão amazônico”, quando a ação de derrubada da floresta se torna mais fácil do que nos meses da estação chuvosa.

O segundo é a realização das eleições, quando historicamente as fiscalizações federais, estaduais ou municipais costumam diminuir. E o terceiro é a falta de sinalização dos órgãos competentes de que haverá ações mais duras de combate ao desmatamento neste segundo semestre, o que indica que a situação de impunidade seguirá prevalecendo na Amazônia.

Maior devastação avança pelo Amazonas, Pará e Mato Grosso

Três estados têm tido destaque negativo em relação ao avanço do desmatamento: Pará, Amazonas e Mato Grosso. Apenas em junho, eles concentraram 77% de toda a devastação nos nove estados que compõem a Amazônia Legal.

O Pará foi o que teve a maior área destruída em junho: 497 km². Isso representa um aumento de 48% em relação ao mesmo mês em 2021, quando foram registrados 336 km² de devastação. Em relação aos municípios paraenses, Altamira foi o que mais desmatou na Amazônia em junho (102 km²), São Félix do Xingu o quarto (69 km²) e Itaituba o quinto (64 km²).

O Amazonas foi o segundo estado que mais desmatou na Amazônia em junho: 421 km². Isso representou uma alta de 81% em relação ao mesmo mês no ano passado, quando o estado registrou 232 km² de destruição.

A devastação segue avançando pela região sul do Amazonas, principalmente na divisa com o Acre e com Rondônia, onde há um pólo de expansão agropecuária chamado Amacro. Municípios dessa região como Apuí, Lábrea, Novo Aripuanã e Manicoré têm aparecido com frequência nos rankings mensais dos que mais desmatam na Amazônia.

Já em Mato Grosso foram desmatados 183 km², o que representou um crescimento de 38% em relação a junho de 2021, quando foram registrados 133 km². No estado, a destruição tem avançado pela metade norte, com destaque negativo para o município de Colniza. Em junho, o município registrou 40 km² de desmatamento, ficando como a oitavo que mais destruiu a Amazônia.

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