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Queimadas na Amazônia registram pior mês de junho desde 2007

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Dados divulgados na noite desta quinta-feira (30), pelo Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe), indicam que o mês de junho teve o maior número de focos de calor na Amazônia desde 2007.

Foram registrados 2.562 focos de calor no período, com os estados do Mato Grosso e do Pará liderando o ranking, concentrando 64,5% e 21,7% dos focos detectados pelo satélite de referência, respectivamente.

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No Acre, Acre foram detectados 71 focos de queimadas em junho, 42% a mais que no mesmo período do ano passado, quando foram detectados 50 focos de calor no estado. O município com o maior registro é Xapuri, com 9 focos no mês – 12,7% do total.

Desde 23 de junho, o uso do fogo em território nacional está proibido por 120 dias, de acordo com Decreto Presidencial nº 11.100/22. Ainda assim, 1.113 focos foram registrados na Amazônia desde então.

“A estação seca mal começou e a Amazônia já está batendo novos recordes na destruição ambiental. O ocorrido não surpreende visto que a região está sob intensa ameaça, com altos níveis de ilegalidade que continuam devastando grandes áreas e vidas”, diz Cristiane Mazzetti, porta-voz de Amazônia do Greenpeace Brasil.

De acordo com a Ong, as ações do governo federal nos últimos anos têm desmantelado órgãos de fiscalização ambiental, resultando na elevação drástica do patamar da destruição ambiental. Além da Amazônia, no Cerrado, o número de focos de calor segue alto, com 4.239 focos.

Já no Pantanal, houve um aumento de 17% em relação a junho de 2021, com 115 focos registrados. Mais áreas devem queimar nos próximos meses, período em que a floresta está mais seca, e quando o fogo é utilizado para realizar o desmatamento ou queimar os restos da floresta derrubada depois de secar ao sol.

Dados de desmatamento (Inpe) apontam para uma área total de 2.867 km² derrubada entre janeiro e maio. Ou seja, a previsão é que o cenário se agrave com o início do verão amazônico. Outro fator crítico é o fato deste ser um ano eleitoral, quando a devastação ambiental historicamente se acentua.

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