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Binho Marques diz que gestões de Ribeiro e Weintraub se complementam pela omissão

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Na coluna da jornalista Miriam Leitão desta quinta-feira (23), no jornal O Globo, intitulada A Educação entre a omissão e desvios, em que a analista avalia a condução do ex-ministro Milton Ribeiro frente à Educação, uma das fontes ouvidas foi o ex-governador do Acre Binho Marques.

Preso recentemente em operação da Polícia Federal sob a acusação de desmandos na pasta com a participação de pastores que liberavam verba, pediam propina e mandavam na agenda do próprio ministro, Ribeiro teve a sua atuação comparada por Binho com a de seu antecessor, Abraham Weintraub.

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Milton Ribeiro assumiu o MEC em julho de 2020, no lugar do ex-ministro Abraham Weintraub, que também deixou a pasta após uma série de polêmicas que deixaram o governo Bolsonaro sem nada a comemorar na área. Na visão do consultor Binho Marques, que além de ex-governador também é especialista em educação, as duas gestões se complementam e têm uma marca em comum: a omissão.

— Eles foram omissos em tudo. O Brasil tem uma organização da educação muito diferente da do resto do mundo. Há muita autonomia dos estados e dos municípios. Mas a maioria não tem condições técnicas nem financeiras. Eles precisam do MEC, é uma necessidade de coordenação. O que vimos foi justamente o contrário, um retrocesso histórico — explicou Marques.

Binho Marques também disse à Miriam Leitão que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) sempre foi alvo de cobiça dos políticos, porque movimenta um orçamento em torno de R$ 65 bilhões por ano. Mas desde o governo Itamar Franco, passando por Fernando Henrique, Lula, Dilma e Temer, foram criados mecanismos para a blindagem do órgão. No governo Bolsonaro, isso acabou, segundo ele.

— O FNDE, que havia se tornado uma autarquia exemplar, foi completamente loteado, transformado em um balcão de negócios, que lembrou o período pré-Itamar. Acabou a profissionalização — disse.

Miriam Leitão fecha a coluna dizendo que no ensino superior as universidades foram consideradas inimigas do governo.

“Há cortes de energia por falta de verbas, escassez de produtos básicos como papel higiênico, e estrangulamento no valor de bolsas de mestrado e doutorado. Pesquisadores pedem demissão por falta de condições de trabalho. A corrupção e a omissão são os legados do governo Bolsonaro na educação. O ministro Ribeiro fez parte desse projeto”.

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