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Palácio faz reunião para neutralizar ofensiva da oposição por causa da morte de crianças

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Em meio a crise vivenciada na saúde, após a morte de 9 crianças, em decorrência do vírus sincicial respiratório, o governo convocou na última segunda-feira, 13, uma reunião de emergência com os deputados estaduais da base governista da Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac). A reunião foi organizada pelo chefe da Casa Civil, Jonathan Donadoni.

Segundo informações, apuradas pela reportagem do ac24horas, o encontro foi realizado para municiar os parlamentares da base do governo de Gladson Cameli acerca do trabalho que vem sendo feito pela equipe de saúde para combater o vírus e evitar novos óbitos como e consta no relatório da comissão de saúde do parlamento que, no último domingo, 12, que estiveram na enfermaria pediátrica do Pronto-Socorro e detectaram falta de leitos e medicamentos no maior hospital de emergência do Acre.

Em contato com o chefe da Casa Civil, Jonathan Donadoni, ele confirmou a reunião e disse que o foco era apresentar aos deputados o plano de saúde da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). “Para que os membros da base soubesse o que o governo já havia feito para lidar com as síndromes respiratórias”, declarou.

Questionado acerca dos calorosos debates que devem ocorrer entre a base e oposição na sessão deliberativa da Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 14, o chefe da Casa Civil contou que, prevendo o embate, o governo se antecipou e promoveu o encontro – visando as articulações e alinhamento neste momento de crise.

Participaram da conversa na Casa Civil, a secretária de saúde, Paula Mariano, a subsecretária Muana Araújo, os deputados estaduais da base governista – com exceção dos deputados Meire Serafim e Cadmiel Bonfim.

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Resex Chico Mendes segue entre as áreas de proteção mais ameaçadas pelo desmate no país

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Publicada nesta sexta-feira (12) a pesquisa “Ameaça e Pressão de Desmatamento em Áreas Protegidas”, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) reafirma que a Reserva Extrativista Chico Mendes, que abrange vários municípios do Acre, é a 2ª unidade de conservação mais ameaçada e a 3ª mais pressionada pelo desmatamento no País.

Essa condição, que leva a resex ficar entre as mais ameaçadas, vem já há alguns anos e parece piorar a cada temporada de desmate e queima. A líder do ranking das 10 áreas mais pressionadas do Brasil é a APA Triunfo do Xingu, no Pará.

Nesta última edição, o levantamento do Imazon mostrou que além da Resex Chico Mendes, outra reserva, a do Alto Juruá, além do Parque Nacional da Serra do Divisor, as Florestas do Mogno, Gregório e Antimary são unidades que estão seriamente em perigo.

O Sistema de Alerta de Desmate (SAD) do Imazon informa que de abril a junho de 2022 foi detectado um total de 4.102 km² de desmatamento na Amazônia. O cruzamento dos dados do SAD com a grade de células de 10 km x 10 km revelou que das 2.293 células que tiveram ocorrência de desmatamento, 1.523 (66%) indicam ´ameaça´ e 770 (34%)  “pressão” em APs. O número de células com ocorrência de desmatamento de abril a junho de 2022 é 20% menor em comparação com abril a junho de 2021. Isso ocorre porque apesar da área desmatada ser maior no período atual, o número de alertas é menor quando comparada com o período anterior.

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Acre 01

Apoio de Bocalom a Márcia Bittar, que é candidata ao Senado, irrita o PSD de Petecão

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A decisão do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PROGRESSISTAS) de apoiar a candidata ao Senado Márcia Bittar (PL) irritou o PSD do senador Sérgio Petecão. A princípio, a candidata de Bocalom era a senadora Mailza Gomes (PP), que optou por ser vice na chapa do governador Gladson Cameli (PP), sendo Ney Amorim (Podemos) o candidato ao Senado.

Acontece que o prefeito Bocalom apoia o senador Sérgio Petecão que tem em sua chapa para o Senado a deputada federal Vanda Milani (PROS). Porém, Bocalom nunca firmou nenhum compromisso com ela, mas com Márcio e Márcia Bittar sim, especialmente por conta, segundo ele, do apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).

De acordo com um dirigente do PSD, a decisão de Bocalom não agradou aos seus secretários, muito menos a sua base política, já que Márcia traria mais problemas do que benefício eleitoral e político. Acontece que Bocalom discorda totalmente desta visão. Ele acredita, por exemplo, que durante a campanha Márcia vai crescer muito com chances de vencer, já que a disputa para o Senado não tem favoritos. Portanto, fica o dito pelo não dito. Vale destacar que Petecão não emitiu nenhuma opinião sobre a decisão de Bocalom, mas dirigentes do PSD, sim.

“Lealdade ao país, sempre. Lealdade ao governo, quando ele a merecer”. (Mark Twain)

. Comprar votos é uma ciência…

. O maior perigo para a eleição e a democracia não é a urna eletrônica, que em 25 anos de uso se mostrou muito confiável.

. É a compra de votos que acontece em todas as eleições.

. O abuso de poder econômico é prática tão corriqueira que depois do processo a população mesmo sabe e comenta nas ruas:

. “O fulano, o beltrano e sicrano ali se elegeram-se comprando votos”.

. Os engravatados não foram flagrados porque, segundo a sabedoria popular, comprar votos é uma “ciência”, não é para qualquer candidato endinheirado não.

. Porém, com menos ou muito dinheiro muitos se elegem; a democracia tem sua importância e seu valor.

. “Em um lugar em que se mata mulheres, se rouba igrejas e se vandalizam escolas o povo está destinado à pobreza, ignorância, miséria, ruína e violência”. (Eu).

. Os empresários do Acre; micro, pequenos, médios e grandes terão uma bela oportunidade de eleger um deputado federal que os defenda;

. O José Adriano é um deles, entre outros!

. O que não falta são candidatos representantes da educação na área federal e estadual.

. Rosana, Socorro Neri, Leila Galvão, Daniel Zem, professor Minoru Kimpara.

. Só lembrando que pesquisa não elege ninguém, apenas orienta partidos e candidatos.

. Do contrário, Bocalom não seria o prefeito.

. Marcus Alexandre é o vice com status de governador!

. É diferente!

. “Se Deus é por nós, quem será contra nós”? (Paulo, o Apostolo).

. Contra nós, só o diabo e nós mesmos; os outros são sempre “os próximos” a serem amados e não odiados.

. O outro, é o samaritano!

. Esse versículo é muito usado para atacar adversários políticos como se Deus tivesse escolhido um dos lados.

. “Quem conhecerá a mente do Senhor”?

. Bom dia!

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Desembargador Samoel Evangelista: a trajetória de 20 anos de carreira no TJAC

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Nesta quinta-feira, 11, o desembargador Samoel Evangelista (supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e membro da Câmara Criminal) completa 20 anos de desembargo, duas décadas completas de serviços prestados ao Poder Judiciário acreano.

Evangelista ascendeu ao cargo de desembargador do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) no ano de 2002, depois de ser escolhido, inicialmente, no âmbito do Ministério Público, em lista sêxtupla e, posteriormente, em lista tríplice, pelo governador do Estado à época, Jorge Viana, passando a integrar oficialmente a Corte Judiciária no dia 11 de agosto de 2002.

No Ministério Público do Acre (MPAC), Samoel Evangelista já havia ocupado o cargo de Procurador, tendo exercido, primeiramente, a função de promotor de Justiça junto às comarcas de Tarauacá e Cruzeiro do Sul, onde fez amigos e conquistou admiradores, pela forte atuação na defesa dos interesses individuais e coletivos.

A relação com o serviço público – que define como “uma alegria” e não mera oportunidade profissional – vem de muito antes, no entanto. Com orgulho, o magistrado conta que, ao mesmo tempo em que completa 20 anos no desembargo, também comemora 50 anos de serviços prestados ao Estado do Acre.

De perfil discreto, fala tranquila e raciocínio rápido, o desembargador nos recebeu em seu gabinete na sede do TJAC para uma entrevista exclusiva na qual contou detalhes de sua trajetória pessoal e profissional – e ela é repleta de passagens memoráveis.

De varredor a desembargador

Nascido em Rio Branco, no tradicional Bairro do Bosque, ainda na infância, Samoel Evangelista mudou-se com a família para a Vila do Rio Iata, que fazia parte do município de Guajará-Mirim, no então Território de Rondônia. Para continuar os estudos, ele precisou deixar seu porto seguro para trás e embarcar no trem da ferrovia Madeira-Mamoré rumo a Porto Velho.

Com a volta da família para o Acre, alguns anos depois, ele começou a trabalhar aos 14 anos (o que ainda não era vedado, pelas leis da época), na função de varredor, na Secretaria de Segurança Pública do Estado do Acre, recebendo como “recibado”. “Eu comecei como varredor, né? Naquela época havia uma figura que era o ‘recibado’. Todo final de mês a gente ia lá, assinava o recibo e, então, eles pagavam nosso salário. Daí vem o nome: ‘recibado’, explica.

Com o tempo, veio o primeiro contrato celetista na Segurança Pública, uma consequência natural do esforço do jovem, que começava, assim, a progredir na prestação de serviços à população acreana. Mas ele ainda não tinha sequer ideia das vitórias, revezes e responsabilidades que a vida pública lhe reservava.

Desembargador Samoel confessa que a escolha pelo Direito foi uma consequência casual das limitações que muitos acreanos enfrentaram no final da década de 1970 e início da década de 1980: naquela época, a Universidade Federal do Acre (UFAC) só disponibilizava dois cursos noturnos: Direito e Economia. Apesar de sempre ter sido um bom aluno na área de exatas, ele recorda que se viu obrigado a escolher entre os dois cursos de Humanas. A opção pela seara jurídica, entretanto, lhe pareceu a mais oportuna, levando em conta o trabalho que já realizava na Secretaria de Segurança Pública do Estado do Acre. Mais uma vez o destino estava a favor do jovem Samoel e a escolha logo se revelou a mais adequada, ajudando-o a alçar voos ainda mais altos.

Foi assim que, no mesmo local onde começou trabalhando como varredor, Samoel Evangelista encontrou caminhos para progredir no funcionalismo público, passando em concurso público para o cargo de delegado de Polícia Civil, vindo a ocupar, entre outros, os cargos de diretor do Departamento de Identificação, diretor do Departamento de Polícia Técnica, diretor do Departamento de Polícia Judiciária, delegado de Polícia Civil, Corregedor-Geral da Polícia Civil, diretor-geral da Polícia Civil, diretor-geral do Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN) e, finalmente, a própria chefia da Pasta – o cargo de secretário de Segurança Pública do Estado do Acre, o qual exerceu por duas vezes.

Da mesma forma, no MPAC, construiu carreira sólida, atuando sempre de maneira firme em prol das garantias dos direitos da população do interior do Acre, primeiramente no município de Tarauacá, como promotor de Justiça de Primeira Entrância. Posteriormente, em Cruzeiro do Sul, onde alcançou o cargo de promotor de Justiça de Segunda Entrância.

Dizem que a obra de um homem fala por si. No caso de Samoel Evangelista, ela já era, à época, consistente o suficiente para elevá-lo à função de Procurador de Justiça, posto hierárquico mais alto que um promotor público pode alcançar, bem como à função de corregedor-geral do Parquet. Pela segunda vez, ele havia completado a carreira, chegando à chefia de outro importante órgão do chamado Sistema de Justiça.

Desembargo

O destino, no entanto, ainda guardava novos desafios ao jovem procurador de Justiça. Mesmo sem acreditar que teria chances reais de alcançar o desembargo, ele foi o escolhido para compor o TJAC no cargo de desembargador, na vaga do chamado ‘quinto constitucional’, destinada a membros do Ministério Público e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Em atuação na Câmara Criminal do TJAC

“Eu realmente não tinha esperança de ser o escolhido, mas quis Deus que eu o fosse. Então, em 2002, eu vim para o TJAC. Foi a primeira vez que o Tribunal teve dois representantes do quinto (constitucional), um oriundo da Advocacia, no caso, o (hoje aposentado) desembargador Pacheco Nunes e outro oriundo do MP(…). Os colegas que encontrei aqui eram colegas que eu já havia atuado, eu como promotor e eles como juízes, né? Então apesar da mudança, eu tive essa sorte de conviver com pessoas que eu já conhecia e me relacionava. Isso contribuiu muito para que eu desempenhasse as minhas funções aqui no Poder Judiciário.”

Já no biênio seguinte (2003-2005), Samoel Evangelista exerceu, pela primeira vez, o cargo de vice-presidente da Corte de Justiça acreana, durante a então Presidência do desembargador Ciro Facundo (in memoriam), cargo que tornaria a exercer durante o biênio 2011-2013.

A oportunidade acabou se revelando de grande importância para que o desembargador pudesse compreender mais a fundo o funcionamento do Tribunal de Justiça do Acre, capacitando-o a exercer de maneira mais eficiente a Presidência do TJAC no biênio seguinte (2005-2007).

Ele também foi presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (2007-2009), Corregedor-Geral da Justiça (2009-2011), presidente das 1ª e 2ª Câmaras Cíveis do TJAC e da Câmara Criminal, órgão revisional que integra até os dias atuais.

Crimes que marcaram

Na área da Segurança Pública, Samoel Evangelista assinala o caso de um crime que deixou marcas inapagáveis na memória coletiva dos acreanos: o massacre do Tauari ocorrido em 1998, no Seringal Lavras, em Tarauacá, no qual seis pessoas foram mortas, incluindo crianças, pelo fanatismo religioso. Um pastor da Igreja Pentecostal Unida do Brasil teria comandado a chacina depois de ter supostas visões de que o diabo estaria escondido entre os fieis da igreja.

Na década de 1990, um crime contra uma jovem nas matas nas cercanias de Cruzeiro do Sul, segundo município mais populoso do Acre, foi outro dos casos que mais o marcaram durante a vida pública, devido a imensa brutalidade com a qual a vítima foi assassinada.

“Nessa época, eu ainda atuava como promotor de Justiça, eu atuei em todo o processo, do início ao fim. Mas ficou aquela frustração, porque muito embora ele tenha sido condenado e transferido pro presídio de Rio Branco, ele acabou sendo morto dentro do presídio. Então, ficou aquela coisa, porque, no fim, ele acabou não cumprindo a pena, né?”

Momentos memoráveis no serviço público

Quando perguntado sobre os momentos que mais o marcaram durante a carreira no desembargo, ele cita a construção da sede do Tribunal de Justiça do Acre, que finalmente permitiu ao Poder Judiciário do Acre, reunir em um mesmo local magistrados e servidores antes dispersos em mais de duas dezenas de prédios alugados, o que onerava o orçamento da Administração e não contribuía para que os diálogos no âmbito do Colegiado de desembargadores pudessem ocorrer.

“Quando eu assumi a presidência do Tribunal me incomodava muito o fato de o TJ não ter um endereço. Nós estávamos em 27 locais diferentes (…). Nós não nos encontrávamos a não ser nos dias de sessão. E eu não concebo um Colegiado que não dialogue. Então, eu recebi o desafio do governador da época de construir a nossa sede. E quando eu vi isso aqui se tornar realidade, isso aqui se tornou um grande momento pra mim (…). Em seguida, veio a gestão do desembargador Longuini, que, felizmente, levou essa ideia à frente e fez, então, a Cidade da Justiça aqui de Rio Branco e de Cruzeiro do Sul”, destaca.

Outro marco destacado pelo entrevistado foi a contratação e disponibilização, em parceria com o Governo do Estado, da pós-graduação lato sensu MBA em Gestão Pública para todos os magistrados do Poder Judiciário acreano, o que capacitou juízes, juízas, desembargadoras, desembargadores a exercerem de maneira mais eficaz e eficiente o controle das unidades administrativas ou judiciárias sob sua responsabilidade.

“Nós tínhamos carência de gestão no Poder. Visitando as comarcas, eu via muita coisa que poderia ser feita, mas não era, talvez por um não preparo nosso para a gestão, porque os magistrados não são preparados, na faculdade, para serem administradores. Mas o juiz não deixar de ser um administrador da unidade dele, seja uma Vara seja o que for ele é um administrador. E, quando eu notei essa carência, na Associação dos Magistrados estava o hoje desembargador Elcio Mendes (corregedor-geral da Justiça) e na Escola (do Poder Judiciário) estava a desembargadora Eva (decana do TJAC) (…). E graças a Deus nós conseguimos implementar, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, o primeiro MBA em gestão pública do Poder Judiciário no Brasil.”

“Combati o bom combate, completei a carreira, mantive a fé”

Como no versículo do Livro de Timóteo II, Evangelista mantém hoje uma rotina estoica. O ex-varredor, ex-diretor de identificação, ex-delegado de Polícia civil, ex-secretário de segurança, ex-promotor, ex-procurador de Justiça, entre outros, é hoje um desembargador totalmente voltado à atuação no serviço público, na busca de “dar à sociedade acreana a resposta rápida que ela necessita”.

Todos os dias acorda por volta das 3 horas da manhã, faz suas orações e o desjejum e dá início a uma série de exercícios físicos antes de seguir para o trabalho no TJAC. Na sede do Tribunal, ele é sempre um dos primeiros a chegar, mantendo um nível de energia e capacidades laboral e intelectual invejáveis.

Mas a principal característica permanece, apesar dos anos e da brilhante carreira no funcionalismo público. Samoel Evangelista dispensa motorista e costuma dirigir o próprio carro. O traço do garoto humilde que para seguir nos estudos precisou fazer escolhas e percorrer caminhos difíceis continua presente e pode ser visto nos momentos mais simples: no cumprimento aos servidores, às copeiras, ao pessoal de limpeza. A simplicidade, que o faz dispensar até mesmo o uso do elevador funcional, faz dele um dos magistrados mais bem quistos do TJAC.

Olhando em retrospectiva, é até difícil negar. A história de vida de Samoel se confunde, antes de tudo, com um testemunho singelo de que o esforço e o trabalho honesto, mesmo diante das adversidades da vida, dão bons frutos, ainda que sejam necessárias estações inteiras para colhê-los. Talvez seja essa a essência da missão de Evangelista – traçar uma história de superação e servir de exemplo para magistrados, magistradas, servidoras, servidores públicos e, em especial, para a juventude acreana.

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Acre 01

Paciente que esperava cirurgia há 6 anos tem procedimento suspenso por falta de pinos

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Há seis anos, a desempregada Marinete do Nascimento, que sofre de epilepsia, teve uma crise e ao cair bateu com o ombro esquerdo no vaso sanitário de sua residência, o deslocando. Desde então, vem sofrendo com dores no braço afetado e peregrinando em hospitais público de Rio Branco em busca de uma cirurgia para acabar com seu sofrimento.

Após seis longos anos de espera, foi chamada para Fundação Hospitalar do Acre para fazer a cirurgia, mas teve uma decepção com o início de um novo drama. Ela estava na sala de cirurgia quando foi avisada que o procedimento havia sido suspenso por falta de pinos adequados.

Diante da situação, optou por procurar seus direitos junto à Defensoria Pública do Estado e teve nova decepção. Segundo ela, a pessoa que a atendeu pediu que a mesma apresentasse relatório médico provando que esta precisava mesmo da cirurgia e um orçamento de preços dos pinos cirúrgicos.

Como tal exigência só pode ser cumprida com uma consulta a um médico particular, que custa R$300,00, dona Marinete Nascimento se viu impedida por falta de recursos. “Se já não tinha dinheiro nem para comer, como é que vou pagar R$300,00 por uma consulta?”, comentou. A Fundação Hospitalar do Acre confirmou que realmente a cirurgia não foi feita por falta de pinos e que já foi agendada para outra data.

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