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Médicos entram com ação pública exigindo segurança no local de trabalho

Presidente dos Sindicatos dos Médicos do Acre, Guilherme Pullici - Foto: Sérgio Vale
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Uma pesquisa feita recentemente com a participação de 340 médicos que atuam na rede pública revela que a situação de violência em hospitais, postos de saúde e UPAs é grave. 63% dos entrevistados revelaram que já sofreram algum tipo de ameaças em plantões.

O objetivo da pesquisa é apresentar dados às Secretarias Municipal e Estadual de Saúde, exigindo medidas que preservem a integridade física de médicos, enfermeiros, enfermeiros, técnicos e pacientes.

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O Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed/AC) está elaborando um documento, já em fase final, que deverá ser enviado aos gestores públicos relatando a situação de violência que ocorre em todas as regiões da cidade e não só na periferia como muitos pensam. O sindicato, inclusive, entrou com uma ação civil pública exigindo providências.

As agressões verbais e ameaças também são registradas constantemente em hospitais e postos de saúde no interior. Recentemente, em Xapuri e Senador Guiomard, médicos foram ameaçados por bandidos ligados a uma facção criminosa, fazendo com que o medo tomasse conta dos profissionais que pediram transferência para outras unidades de saúde.

O diretor do Sindmed, Gilson de Lima, disse que essa situação tem piorado o emocional desses profissionais que estão na linha da frente de atenção primária e nas ações de média e grande complexidades.

“Mediante essas questões o Sindmed moveu uma ação civil pública que está em andamento para justamente fazer com que esta questão do exercício da profissão e que o estado e município zelem pela segurança do trabalhador, para que ele não sofra esse tipo de violência”, disse o sindicalista.

O levantamento comprovou também que quase 100% dos pedidos de transferência e suspensão de contratos ou até mesmo de demissão de médicos e outros profissionais de saúde têm como causa a violência. A situação é uma ameaça à saúde da população, já que não tendo médico, não há atendimento.

“Não basta apenas o profissional ser bem remunerado, não basta apenas ter uma estrutura de trabalho ao exercício do ato médico para a cura e o tratamento do doente. Com atos de violência, o profissional fica desmotivado, com medo de trabalhar e acaba desistindo. Precisamos de segurança já”, concluiu Gilson de Lima.

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