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Clubes brasileiros enxergam o modelo SAF como salvação para a crise

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Foto: Pixabay

No final de 2022, Cruzeiro e Botafogo fizeram com que o termo SAF passasse a dominar o debate futebolístico no Brasil. Em dezembro de 2021, o primeiro time brasileiro a anunciar a venda de sua SAF foi o Cruzeiro, por cerca de 400 milhões de reais para um ex-jogador revelado pelo clube, Ronaldo Fenômeno. Hoje o debate se intensificou e existe até mesmo a chance de Ronaldo desistir do negócio.

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Poucos depois foi a vez do Botafogo anunciar o mesmo tipo de negociação com valores idênticos, por 400 milhões de reais, para um investidor estrangeiro chamado John Textor, dono também do Crystal Palace da Inglaterra.

Quando parecia que a febre inicial das SAF no país teria uma pausa o Vasco anunciou recentemente um pré-acordo com a 777 Partners com valores que chegam a 700 milhões de reais por 70% das ações da SAF. Afundado em dívidas, por dois anos seguidos disputando a série B, o clube carioca enxergou na SAF sua única possibilidade de salvação. Ainda sem a SAF, o Vasco estreia nesta sexta-feira na série B diante do Vila Nova. Confira aqui os outros jogos de hoje.

A verdade é que as três equipes prometem brigar pelos campeonatos que disputarão este ano após receberem estes grandes investimentos. A euforia com o modelo SAF é tanta que o investidor do Botafogo John Textor já ganhou até uma bandeira dos torcedores em sua homenagem.

Mas afinal o que é exatamente uma SAF? Como elas funcionam?

SAF é um termo utilizado para abreviar sociedade anônima do futebol também conhecido como clube empresa. Implementada no Brasil por meio da lei 14.193/2021, ela permite que clubes de futebol se tornem empresas. Ao contrário do modelo atual dos clubes de futebol no que são associações sem fins lucrativos, a SAF é uma empresa na qual a atividade principal é o futebol.

Para que um clube de futebol possa se tornar uma SAF são exigidas medidas que envolvem transparência, responsabilidade fiscal, civil e trabalhista. No momento a adoção do modelo SAF pelos clubes passa também por uma decisão política de sócios, conselheiros e beneméritos.

Esse modelo tem sido visto como salvação principalmente por clubes que vem sofrendo com anos de má gestão e com altas dívidas, casos de Cruzeiro, Botafogo e Vasco.  Hoje as dívidas de Cruzeiro e Botafogo se encontram na casa de 1 bilhão de reais. A do Vasco na casa de 700 milhões de reais.

Com a adoção da SAF, os compradores do clube não só se comprometem a efetuar o investimento prometido no futebol para reforços, pagamento de salários, infraestrutura e outras medidas que permitam a melhoria da competitividade dos times adquiridos, mas também se tornam responsáveis pelas quitações das dívidas destes clubes em prazos pré-estabelecidos que podem chegar a até 10 anos.

Se o clube-empresa ou SAF veio para ficar e atingirá ainda mais clubes no Brasil ainda não se sabe, mas é esperado que outras negociações venham em breve, envolvendo valores talvez ainda mais exorbitantes que os das negociações concretizadas até o momento. O Atlético Mineiro por exemplo já teria recebido uma oferta na casa dos bilhões segundo anunciado pela imprensa recentemente. Resta aguardar para saber se a SAF será realmente a solução ou um novo problema para os clubes brasileiros.

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