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Promotora diz que médicos são “negligentes” com moradores de rua e Rio Branco pode virar SP

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A situação dos moradores de rua de Rio Branco foi tema da tribuna popular na Câmara de Vereadores de Rio Branco nesta terça-feira, 26, e contou com a presença da promotora de justiça Patrícia Paula dos Santos.

O convite foi feito pelo presidente da casa, N. Lima (PP). A promotora explicou que a situação dos moradores de rua em Rio Branco é bem complexa. Nos últimos meses, pelo menos 4 moradores de ruas foram mortos de forma violenta. O caso com maior repercussão foi do morador de rua Nego Bau, que teve um dedo decepado e morreu dias depois. A justiça investiga se a morte tem relação com o ato de violência.

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De acordo com a promotora, um dos principais problemas é a falta de estrutura. “É preciso conhecer essa população. Temos um levantamento de que existem cerca 300 pessoas que são moradoras de ruas em Rio Branco e apenas duas casas que fazem esse acolhimento com apenas 40 vagas”, disse.

A promotora garantiu que o Ministério Público está aprontando dois relatórios que servirão como subsídios pra o diálogo com a prefeitura. “Não é algo que vá se resolver a curto prazo. Hoje em dia, até a internação compulsória é complicada, já que a legislação mudou e tornou mais difícil alguém ser internado dessa forma”, disse.

Patrícia ainda fez uma crítica à saúde, ao afirmar que médicos do pronto-socorro não entendem que moradores de rua precisam de um atendimento diferenciado. “Os médicos precisam entender que o tratamento para o morador de rua é diferenciado, querem tratar o morador de rua como qualquer um de nós. Se nada for feito, Rio Branco vai virar uma São Paulo”, explicou.

Um fato curioso, que chamou a atenção dos vereadores, aconteceu nas considerações finais, quando a promotora fugiu do assunto dos moradores de rua e falou sobre funcionários públicos. “Quero parabenizar os vereadores que ficaram até de madrugada para aprovar o aumento dos servidores. Agora, uma coisa que eu falo, nós temos que acabar com esse negócio de servidor público achar que não pode ser exonerado. A desculpa é que ganha mal, agora não tem mais essa desculpa, estão ganhando bem para tratar a população bem. Tem que ter empatia, tem que ter educação e tem que ter eficiência”, disse.

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