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Considerado erradicado há cinco anos, sarampo volta a ser motivo de alerta em todo país

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Com 25 casos suspeitos de sarampo sob investigação só no estado de São Paulo, o sarampo voltou a alertar as autoridades de saúde do Brasil, que chegou a receber o certificado de erradicação da doença em 2016. Crianças menores de cinco anos têm maior risco de desenvolver casos graves e sequelas, sendo que três em cada mil casos confirmados podem, inclusive, vir a óbito.


Desde que a doença voltou aos registros oficiais, em 2019, já são mais de 40 mil pacientes e 40 mortes causadas pela queda na cobertura vacinal – metade das vítimas foram crianças abaixo de 5 anos. Este ano, já são 13 casos confirmados e cerca de 100 suspeitos da doença no Brasil.


No Acre, segundo informe técnico divulgada no começo de abril, os últimos casos confirmados de sarampo ocorreram no ano 2000, quando foram registrados 11 casos, 3 (27,2%) no município de Acrelândia, 1 (9,0%) em Mâncio Lima, 1 (90,0%) em Plácido de Castro e 6 (54,5%) em Rio Branco. No entanto, em 2018 o Laboratório Central de Saúde Pública de Rio Branco (Lacen) confirmou dois casos no estado após 18 anos sem registros.

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A taxa de transmissibilidade do sarampo é entre 12 e 18. Isso significa dizer que, para cada caso da doença, provavelmente haverá outros 12 a 18 casos de pessoas infectadas caso isso ocorra em uma população suscetível. É um número substancialmente maior que a taxa de transmissibilidade da Covid-19 em qualquer uma de suas versões.


O retorno do sarapó no Brasil tem relação direta, segundo as autoridades em saúde, com a diminuição da procura pela vacina contra a doença, que está disponível na rede pública. No Acre, O Programa Nacional de Imunização (PNI) divulgou no começo do mês que dispunha de 22 mil para a vacinação contra o sarampo.


O público-alvo são os grupos prioritários: crianças de 6 meses a 5 anos (total de 72.295 crianças no Acre) e trabalhadores da Saúde (total de 16.866 pessoas no Acre). A meta é de 95% do público-alvo de crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade e 95% dos trabalhadores da saúde.


Ainda de acordo com o informe técnico da Divisão de Imunização, a vacinação contra o sarampo permitirá manter o vírus não circulante no estado do Acre, bem como irá favorecer a interrupção da circulação ativa do vírus do sarampo no país, minimizar a carga da doença, proteger a população, além de reduzir sobrecarga sobre os serviços de saúde em decorrência de mais esse agravo.


Em 2019, 2020 e 2021, no Brasil, até a Semana Epidemiológica (SE) 52, foram confirmados 20.901, 8.448 e 668 casos de sarampo, respectivamente. Esta situação evidencia a necessidade de esforços para a interrupção da circulação viral e assim ser possível pleitear a recertificação de país livre do sarampo.


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