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Paulão, o zagueiro carioca que adotou o Acre e se tornou um dos grandes nomes do futebol amador

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Ele chegou em janeiro de 1976 vindo do Rio de Janeiro e se tornou um dos maiores zagueiros da história do futebol amador do Acre.

Paulo Roberto Modesto Cunha, conhecido nos campos de futebol como Paulão, foi um craque que vestiu as camisas de Juventus, Independência e Atlético, três dos times mais tradicionais do Acre.

Aos 66 anos, Paulão não se afastou do futebol e hoje possui uma tradicional escolinha de futebol para crianças e jovens, onde é feito um bonito trabalho social que precisa de ajuda.

Convidado do Bar do Vaz, o carioca relembrou as histórias dos tempos gloriosos do nosso futebol, contou como foi o choque de realidade ao mudar do Rio de Janeiro para o Acre de 40 anos atrás e revelou que nunca foi reserva em nenhum dos clubes onde jogou.

Assista a entrevista na íntegra:

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Acre

Pedro Ranzi deixa corte no Acre e relembra causos do judiciário

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Durante os 34 anos que atuou no judiciário do Acre, foi o processo do roubo de uma calcinha do varal da vizinha o caso mais pitoresco que o desembargador Pedro Ranzi – à época juiz – teve que sentenciar. Em uma ação nos juizados especiais, uma mulher, revoltada com a perda do protetor de suas partes íntimas, reivindicava a prisão da vizinha e a reposição do seu bem usurpado. Por considerar um “crime praticado por necessidade”, o juiz não teve dúvidas: deu uma decisão de pena alternativa – trabalho social – e para concluir o caso, considerou que era seu papel conciliar as parte.

Para a felicidade de ambas, mandou comprar algumas calcinhas. A iniciativa agradou reclamante e reclamada e o caso terminou com um processo a menos nas prateleiras da comarca de Rio Branco.

Este é apenas um dos milhares de processos que Pedro Ranzi lembra durante suas atividades no Judiciário acreano. Hoje, com 75 anos completos, Pedro Ranzi deixa a corte. Homem simples e de bons costumes, ele contou parte da história do Acre ao jornalista Roberto Vaz, no Bar do Vaz. São muitos casos; são coisas do Acre; são histórias de vida.

Assista a entrevista

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Bar do Vaz

“Deus falou comigo e me disse que eu estava curado”, diz deputado que ficou 43 dias entre a vida e a morte

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“Uma noite eu tive um sonho e falei com Deus. Ele me disse que eu não deveria mais permitir que os médicos fizessem uma nova endoscopia para colocar em mim uma prótese no meu estômago. Jesus disse que eu já estava curado”. Esse relato é do deputado estadual Whendy Lima, que durante 43 dias esteve entra a vida e a morte.

Aos 39 anos, Whendy Lima pesava 143kg e, por questões de saúde, foi orientado a fazer uma cirurgia bariátrica. Em novembro de 2021 se dispôs a ser operado pelo médico-cirurgião José Ricarte, aqui em Rio Branco. Apesar de o procedimento ter levado 5 horas (o normal é de duas horas), correu tudo bem.

Um dia depois, no momento de receber alta hospitalar, Whendy reclamou de fortes dores e ao ser examinado por Ricarte, foi detectado um rompimento no tecido onde fora dado pontos cirúrgicos. Naquele momento, a situação foi considerada normal, mas dois dias depois o deputado estava desesperado por falta de oxigênio. Ao ser carregado numa maca dentro da Unimed, Whendy Lima viu o médico Fabrício Lemos, a quem pediu pelo amor de Deus para ser entubado.

Daí pra frente foi só desespero e “milagres”, como ele mesmo relata na entrevista feita ao jornalista Roberto Vaz, no Bar do Vaz, desta semana. É uma história emocionante e vale a pena conhecer a luta que o parlamentar teve pela vida.

Assista ao vídeo:

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Bar do Vaz

Empresário acreano luta contra câncer enquanto prova amor à esposa que sofre de Alzheimer

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Viver e curtir um grande amor, mesmo que a pessoa amada conviva com você há 50 anos e não saiba quem você é. Não, isso não é um enredo de nenhum filme. É uma história real e se passa aqui em Rio Branco.

O casal George e Heledirce Pinheiro, que durante anos frequentou as mais importantes rodas sociais e conheceu mais de 100 países, hoje vive num apartamento de 400m2. Um em tratamento de um câncer nos ossos e outro com Alzheimer.

“Quando estou em casa eu sinto que estou só”, conta George. “Minha Heledirce (73) não me reconhece, na fala mais, não anda mais, não chora mais e nem me manda aquele sorriso que me fez se apaixonar por ela. É como se a vida não existisse mais, pois não sabe o que acontece ao seu redor”, diz cabisbaixo.

Mas apesar dos problemas ele não desanima. Mantém a agende de negócios – em sua maioria fora do Estado -, e sonha com a cura da doença que há 5 anos lhe privou de muitas atividades. George, que faz exames quinzenalmente, todo dia toma mais de 15 tipos de comprimidos. Ele também faz parte de um grupo de 100 voluntários que se inscreveu para testar uma nova droga que está sendo desenvolvida para o tratamento da doença.

Aos 72 anos, George ainda participa de eventos políticos e defende a reeleição do presidente Jair Bolsonaro. “É o que temos de melhor para o Brasil”, afirma.

Assista a entrevista que ele concedeu ao jornalista Roberto Vaz, no Bar do Vaz, na última quarta-feira, 29.

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Bar do Vaz

A trajetória de Ariosto Migueis, lenda viva do ativismo político no Acre

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Pouca gente conhece tanto o estado do Acre como Ariosto Pires Migueis. Filho de imigrante português, Ariosto nasceu em Rio Branco, em 27 de agosto de 1935, e faz política desde os 15 anos. Muito lúcido, lembra com detalhes da sua atuação política em 1962, quando ajudou o primeiro governador eleito pelo voto direto, José Augusto, e do golpe militar que derrubou o governo.

O jovem ativista político da época conta que fugiu para a Bolívia porque soube que seria preso por se contra o regime que restringia os direitos dos cidadãos. Mas não teve jeito: dias depois, acabou levado ao quartel general que funcionava no antigo 4º BEF – Batalhão do Exército Brasileiro. “Era para lá que eles levavam os presos políticos do Acre. Eu ainda cheguei a sofrer tortura psicológica e algumas agressões físicas. Depois consegui fugir para o Rio de Janeiro, onde com a ajuda de um primo, embarquei para Portugal, onde fiquei por um ano”.

Mas a história cheia detalhes é interrompida por uma voz embargada, um olhar triste e um coração partido e arrependido. “Há 35 anos eu carrego um sentimento de culpa”, diz ele. Durante uma campanha eleitoral, em Cruzeiro do Sul, Ariosto se envolveu num caso amoroso fora do casamento e ao retornar para a capital separou-se da esposa.

“Até hoje somos separados. Eu me arrependo do que fiz”, conta ele ao jornalista Roberto Vaz, no Bar do Vaz. Ao final, Ariosto, hoje com 86 anos, não se segura e com os olhos lagrimejando, pede perdão a Mindinha, a mãe dos seus filhos.

E como diz a canção de Fagner, “um homem também chora…!”

Assista a entrevista, um documento vivo da nossa história:

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