Conecte-se agora

Rio Branco é a terceira capital mais cara para se viver no Brasil

Publicado

em

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do último mês de dezembro subiu 0,51% em Rio Branco, encerrando 2021 com altas acumuladas de 11,43%. Esse índice põe Rio Branco na terceira colocação entre as capitais mais do Brasil em 2021, perdendo apenas para Curitiba, onde o IPCA do ano ficou acumulado em 12,73% e Vitória (11,50%). Os dados foram divulgados na manhã desta terça-feira, 11, pelo Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística.

A inflação de Rio Branco em dezembro é inclusive superior à média nacional, que foi 0,22 ponto percentual, abaixo da taxa de 0,95% registrada em novembro. Com isso, em todo o País, o ano de 2021 se encerra com variação de 10,06%, acima dos 4,52% registrados em 2020. Em dezembro de 2020, a variação havia sido de 1,35%.

A maior variação veio de vestuário (2,06%), que acelerou em relação a novembro (0,95%). Na sequência, vieram Artigos de Residência (1,37%) e Alimentação e bebidas (0,84%), grupo este que contribuiu com o maior impacto no índice do mês (0,17 p.p.).

Além disso, ainda em nível nacional -e com reflexos para Rio Branco – destacam-se as variações do segmento de habitação (0,74%) e transportes (0,58%), inferiores às observadas no mês anterior (1,03% e 3,35%, respectivamente). O grupo Saúde e cuidados pessoais, por sua vez, teve alta de 0,75%, após a queda de 0,57% em novembro. Os demais ficaram entre o 0,05% de Educação e o 0,56% de Despesas pessoais.

O resultado do grupo vestuário (2,06%) foi influenciado principalmente pelas altas das roupas masculinas (2,53%) e roupas femininas (2,00%), que juntas contribuíram com um impacto de 0,05 p.p. no IPCA de dezembro. Os demais itens do grupo também tiveram alta, com destaque para roupas infantis (2,11%) e calçados e acessórios (1,92%). Os preços das joias e bijuterias subiram 1,09%, após a queda de 0,28% no mês anterior.

No grupo dos Artigos de residência (1,37%), as principais contribuições vieram dos itens mobiliário (2,07%) e eletrodomésticos e equipamentos (1,77%). Cabe destacar, ainda, a aceleração dos itens tv, som e informática (0,70%) e consertos e manutenção (0,79%), cujas variações em novembro haviam sido de 0,03% e 0,06%, respectivamente.

Em alimentação e bebidas (0,84%), o subgrupo alimentação no domicílio passou de alta de 0,04% em novembro para 0,79% em dezembro. O principal destaque foram as frutas (8,60%), cujos preços haviam caído no mês anterior (-0,43%). O mesmo aconteceu com as carnes, que subiram 1,38%, após a queda (-1,38%) observada em novembro. Além disso, os preços do café moído (8,24%) subiram pelo 10º mês consecutivo, acumulando alta de 50,11% no período de março a dezembro. Outro destaque foi a cebola, com alta de 20,94%. No lado das quedas, cabe mencionar o recuo nos preços da batata-inglesa (-14,55%), do tomate (-9,21%) e do leite longa vida (-2,89%).

A alimentação fora do domicílio, por sua vez, passou de -0,25% em novembro para 0,98% em dezembro. O lanche e a refeição tiveram variação idêntica (1,08%) e contribuíram, juntos, com 0,06 p.p. no índice do mês.

O grupo habitação (0,74%) desacelerou em relação ao mês anterior (1,03%), por conta da energia elétrica (0,50%), cuja alta em novembro havia sido de 1,24%. Desde setembro, permanece em vigor a bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos. As variações das áreas foram desde -2,88% em Goiânia, onde houve redução de PIS/COFINS, até 5,61% em Porto Alegre, onde houve reajuste de 14,70% em uma das concessionárias pesquisadas, válido desde 22 de novembro.

“Em Rio Branco (1,25%), as tarifas foram reajustadas em 10,66% no dia 13 de dezembro”, lembra o IBGE.

Ainda em habitação, a alta do gás encanado (6,55%) deve-se aos reajustes de 17,64% em São Paulo (11,56%), vigente desde 10 de dezembro, e de 6,90% no Rio de Janeiro (0,61%), desde 1º de novembro. A taxa de água e esgoto (0,65%) também subiu em dezembro, consequência dos reajustes de 9,05% em Salvador (8,74%), a partir de 29 de novembro, e de 9,86% no Rio de Janeiro (2,89%), em vigor desde 8 de novembro.

A desaceleração observada no grupo dos Transportes (de 3,35% para 0,58%) é consequência principalmente da queda no preço dos combustíveis (-0,94%), depois de sete meses seguidos de alta. Além da gasolina (-0,67%), também houve recuo nos preços do etanol (-2,96%) e do óleo diesel (-0,33%). O gás veicular (0,68%) foi o único a apresentar alta em dezembro. Entre os demais subitens que compõem o grupo, os destaques foram as passagens aéreas (10,28%), com impacto de 0,06 p.p. no índice do mês, e os transportes por aplicativo (11,75%), que contribuíram com 0,03 p.p. Além disso, os preços dos automóveis novos (1,85%) e usados (0,42%) seguem em alta.

Após a queda de 0,57% em novembro, o grupo Saúde e cuidados pessoais registrou alta de 0,75% em dezembro. Os preços dos itens de higiene pessoal subiram 2,32% e contribuíram com 0,08 p.p. no índice do mês. Os produtos farmacêuticos, por sua vez, tiveram alta de 0,06%, desacelerando em relação ao mês anterior (1,13%).

Além do mais, a inflação de Rio Branco foi a que mais pesou nas contas regionais. “No que concerne aos índices regionais, todas as áreas pesquisadas tiveram alta em dezembro. A maior variação ocorreu no município de Rio Branco (1,18%), por conta dos itens de higiene pessoal (3,34%) e dos automóveis novos (3,37%). Já o menor resultado foi observado em Brasília (0,46%), onde pesou a queda nos preços da gasolina (-3,38%)”, conclui o IBGE em sua pesquisa sobre o IPCA de dezembro.

Destaque 7

Acre tem 10% da população do estado sem acesso à energia

Publicado

em

O Brasil tem avançado na universalização da energia, mas as populações de áreas remotas da Amazônia ainda demandam acesso à eletricidade. Reportagem do site ambiental O Eco mostra que, segundo estimativas do Ministério de Minas e Energia, cerca de 425 mil famílias ainda não têm acesso à energia elétrica no país.

No Acre, são mais de 17 mil famílias, o que corresponde a 87 mil pessoas, cerca de 10% da população do estado. E sem a realização do Censo do IBGE, esse dado pode estar subestimado. O município acreano que aparece com o maior número de pessoas sem acesso à energia elétrica é Sena Madureira (26.894).

A publicação diz que 2022 é o ano chave para a pauta da universalização da energia elétrica no Brasil, quando vence o prazo de vigência do Luz para Todos, o carro-chefe da política pública desse direito garantido pela Constituição.

O programa Mais Luz Para a Amazônia, irmão mais novo do Luz para Todos, lançado em 2020 e que também perde a vigência em 2022, deverá ser prorrogado. O projeto foca justamente nas populações que o Luz Para Todos não conseguiu atingir em sua plenitude: os moradores de áreas remotas da Amazônia Legal.

Os números acima são do Ministério de Minas e Energia (MME), Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) e Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A reportagem original é de Liane Cardoso, jornalista em formação pela Universidade Estadual do Piauí.

Continuar lendo

Destaque 7

Venda de automóveis cai 24% no Acre e Strada lidera no estado

Publicado

em

O ano de 2022 começou com o Chevrolet Ônix e a Fiat Strada sendo os mais veículos mais vendidos no Acre. Em janeiro de 2022, as concessionárias acreanas comercializaram 29 unidades do Ônix e 27 do Strada. Na soma das vendas de janeiro a abril, foram comercializadas 71 Strada e 53 Ônix, este último surge com frequência nos aplicativos de corridas compartilhadas em Rio Branco.

Em fevereiro, o Honda City e o Chevrolet Ônix foram os vendidos, cada um com 27 e 25 unidades, respectivamente. Na 1ª quinzena de maio, o modelo zero km de Honda City mais barato não saiu por menos de R$ 85 mil.

Em março, a Toyota Hilux foi o carro mais vendido no Acre, com 24 unidades comercializadas. Esse número representou 0,60% de todas as Toyota Hilyx vendidas no País naquele mês. A Fiat Strada ficou em 2º, com 20 automóveis vendidos.

Em abril passado, a dobradinha Ônix (Chevrolet Ônix Plus) e Strada voltou a se repetir, empatando em 24 unidades vendidas no período.

Conforme ocorreu em março, Hilux e Strada foram também os mais vendidos em 2021 no Acre. No ano passado, 639 unidades desses modelos foram comercializados no Estado.

A Fiat Strada, que para a Federação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Fenabrave) não é considerada um veículo de passeio, e sim um comercial leve, fechou na liderança geral de carros mais vendidos do Brasil em abril, repetindo o que já havia alcançado em março.

As dezenas de unidades emplacadas da picape, sucesso entre frotistas e empresas que precisam deste tipo de carro para trabalho, contribuíram para colocar a Fiat em primeiro lugar no ranking de vendas por marcas -assim explica a Fenabrave.

Em geral, no entanto, o mercado de veículos pequenos 0km vive um período de retratação se comparado com o ano passado: entre janeiro de abril de 2022 a venda de automóveis caiu 24% frente aos quatro primeiros meses de 2021. Por outro lado, as vendas de motocicletas 0km cresceram 16,14%.

Continuar lendo

Destaque 7

“Enquanto ele estava em Fortaleza, não pediu perdão”, diz advogada da família de Jonhliane

Publicado

em

A advogada Gicielle Rodrigues, que representa a família de Jonhliane de Souza, atropelada e morta em agosto de 2020, na Avenida Antônio da Rocha Viana, em Rio Branco, se manifestou nesta terça-feira, 17, acerca das recentes declarações dos advogados de defesa de Ícaro Pinto e Alan Araújo – acusados pelo trágico acidente.

Na opinião de Rodrigues, o pedido de perdão feito por Ícaro tem o objetivo de ludibriar a opinião pública. “Isso é uma estratégia de defesa. Tanto que é que foi levada à opinião pública e o acusado deixou para pedir perdão por um vídeo depois que já estava preso. Enquanto ele estava em Fortaleza, não pediu perdão”, disparou.

Sobre o julgamento, a advogada disse que torce pela condenação dos réus – Ícaro Pinto e Alan Araújo. “É o que a família espera, é um clamor social para que crimes assim não voltem a acontecer”, declarou.

Em um vídeo, Ícaro fez pedido de desculpas tanto à família de Jonhliane, quanto à de Alan, a quem ele isentou de qualquer responsabilidade no acidente. O julgamento ocorre no Conselho de Sentença da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar da Comarca de Rio Branco.

Continuar lendo

Destaque 7

Livro revela detalhes sobre a morte de Edmundo Pinto

Publicado

em

Ao completar 30 anos, nesta terça-feira (17), a misteriosa e impactante morte do ex-governador do Acre, Edmundo Pinto, continua a povoar o imaginário do povo acreano por meio de versões que ganharam enorme repercussão pública, mas que nunca foram comprovadas. Conspiração política? Crime executado a mando da empreiteira Odebrecht por conta de denúncias de superfaturamento em obras executadas no Acre?

As perguntas acima são tema de uma pesquisa de mais de três anos, trabalho do escritor mineiro Bernardino Coelho da Silva que resultou no livro Quarto 704, lançado recentemente, traz revelações sobre os fatos que envolveram as investigações do fatídico acontecimento da madrugada do dia 17 de maio de 1992, no apartamento 704, do Della Volpe Garden Hotel, no centro da capital paulista.

De acordo com a investigação policial, Edmundo Pinto de Almeida Neto, um jovem e dinâmico político, que foi eleito governador do Acre em 1990, aos 37 anos de idade, depois de cumprir mandatos de vereador e de deputado estadual, em Rio Branco, sua cidade natal e capital acreana, foi vítima de latrocínio durante um assalto frustrado praticado por três criminosos liderados por um ex-garçom do próprio hotel Della Volpe.

Com 453 páginas, a obra de Bernardino Coelho promete mostrar a verdade real sobre o crime e os fatos que envolveram as investigações que o sucederam, com a revelação de todos os detalhes para pôr fim à discussão sobre se teria sido mesmo um crime político, hipótese levantada e se mantido viva por muitos anos após a morte do político, ou se realmente o fato que abalou o estado acreano foi latrocínio, como concluiu a justiça.

O livro percorre histórico de Edmundo Pinto, desde o começo da sua vida acadêmica e política, iniciadas na Universidade Federal do Acre (Ufac) e no Movimento Eclesial de Base da Igreja Católica, passando pela sua chegada ao governo do Acre, após ter sido vereador e deputado, até a sua morte, que ocorre em meio a denúncias de malversação de verbas para a construção do Canal da Maternidade, em Rio Branco.

O autor

Bernardino Coelho da Silva, tem 67 anos. É natural de Tumiritinga (MG), formado em Direito, com pós-graduação em Gerenciamento de Projetos, pela Fundação Getúlio Vargas, e em Gestão de Negócios pela Faculdade de Estudos Administrativos de Minas Gerais (FEAD/BH). Atualmente radicado em Serra (ES), trabalha como como escritor e pesquisador, com 14 livros publicados.

O livro está disponível para compra na página do Clube dos Autores.

Continuar lendo

Newsletter

INSCREVER-SE

Quero receber por e-mail as últimas notícias mais importantes do ac24horas.com.

* indicates required

Leia Também

Mais lidas

error: Conteúdo protegido!