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Militar chama Gerlen de sem conhecimento e deputado rebate: “enfrento interesses”

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Os ânimos entre alguns membros da Polícia Militar do Acre e o parlamento acreano andam acirrados desde que o deputado Gerlen Diniz (Progressista) propôs acabar com a obrigatoriedade do curso de Direito aos militares que desejam ingressar como Oficiais. Nesta terça-feira, 11, o Tenente-coronel Cristian Moura Diogo enviou mensagem um tanto ríspida, por meio do WhatsApp, ao deputado Gerlen.

Entre diversas pontuações, o tenente-coronel sugere que o parlamentar legisla sem conhecimento de caso e, com esse projeto de lei, sem compromisso com a PM. Além disso, insinuou que o caso pode gerar um desgaste entre os poderes.

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“Venho externar em primeiro lugar o quanto foi desrespeitoso para com os Oficiais Combatentes da PMAC por tratar de uma matéria tão sensível e importante para nossa carreira, sem ao menos ter a preocupação de conhecer, atualizar-se e até mesmo ouvir os anseios desses Oficiais, e por isso incorrer em um erro primário de legislar sem ter conhecimento de causa”, começou o tenente-coronel.

Moura prosseguiu afirmando sua indignação pelo fato de o deputado ter “se deixado levar por informações de terceiros oportunistas ou com objetivos pessoais sem qualquer compromisso com a instituição e a qualidade do serviço ofertado para alterar uma regra de 2018 sem consultar a categoria”. Para ele, tratou -se de um procedimento feito às escuras.

O Militar concluiu que tal alteração só gera desgaste entre os poderes. “E gastos para o Estado (pois uma ação certamente será movida) e tudo isso com dinheiro do contribuinte”, finalizou a mensagem.

Em resposta, o deputado Gerlen Diniz disse: “desrespeitoso é o senhor, que acha que pode tolher minhas atribuições parlamentares com essa mensagem”.

O parlamentar alegou que seu compromisso é com a sociedade. “Entendo que excluir milhares de jovens com formação superior em outras áreas (não formados em direito) da prestação do concurso público para oficial da PM e BM não é do interesse social”.

Diniz indicou que erro é colocar interesses pessoais na frente do interesse comum. “A tramitação dessa Lei Complementar de minha autoria está tendo muito mais divulgação do que o PLC aprovado em 2018, que elitizou o acesso ao cargo de oficial da PM e BM, logo, sua afirmação desrespeita não só a mim, mas a todos os deputados estaduais que aprovaram por unanimidade tal mudança”.

Gerlen comentou sobre o suposto desgaste entre poderes sugerido pelo tenente-coronel. “m se tornando lei o PLC que já foi aprovado pela ALEAC e está passível apenas de sanção do governador, assim como todas as leis, pode ser objeto de controle de constitucionalidade pelo judiciário, o que é um procedimento comum, não causando nenhum desgaste entre poderes como o senhor alega”, concluiu.

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