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Cheia do Rio Juruá altera viagens de passageiros e valores de cargas

Por
Sandra Assunção

No Vale do Juruá, o transporte da maior parte dos passageiros e mercadorias, de alimentos à material de construção, entre Cruzeiro do Sul e as demais cidades, é feito em embarcações. Por isso o nível do manancial determina o tipo de embarcação usada , o tempo de viagem e os valores pagos. Quanto mais seco o Rio mais tempo dura a viagem e portanto mais cara. Com o Juruá cheio, as canoas com motor de rabeta dão lugar às potentes lanchas reduzindo pela metade o tempo gasto nos percursos.


O nível do Juruá , que está com 10,80 metros nesta segunda-feira , 27, já alterou o tempo de viagem, tipo de embarcação e valor de transporte de mercadorias pelo manancial.


As viagens de passageiros em lanchas entre Cruzeiro do Sul e Marechal Thaumaturgo, que no período do rio seco levava até 13 horas, em canoa com motor de rabeta, agora é feita em 6:30horas de lancha . O valor por pessoa segue de R$ 220 para Marechal Thaumaturgo e R$ 150 para Porto Walter.


A responsável por uma empresa de transporte , que atua na região, Celiane Vale, cita que o valor não tem redução, porque o custo da viagem é o mesmo. O transporte de passageiros é feito três dias na semana para as duas cidades do Alto Juruá.


Para as embarcações maiores, como os batelões também houve redução no tempo de viagem e no valor do quilo transportado para o Alto Juruá. O dono de batelão, Irinaldo Cunha, diz que o tempo da viagem passou de seis para cerca de três dias entre Cruzeiro e Marechal. O quilo da mercadoria passou de R$0,80 para R$0,50. ” Com o Rio cheio tudo é mais fácil e o quilo baixa pra gente subir com mercadoria para os comerciantes “, cita.


Bairro da Lagoa está alagado em Cruzeiro do Sul


O Bairro da Lagoa que fica no Centro de Cruzeiro do Sul e fica parte embaixo da Ponte da União está alagado mas não é pelo Rio Juruá. É o Igarapé São Salvador que atinge várias residências na localidade.


Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros de Cruzeiro do Sul, tenente Josadac Cavalcante Ibernon, o nível do manancial está normal para o período. ” As casas lá são bem altas justamente por causa da Foz do São Salvador. Ninguém até agora pediu para ser retirado da Lagoa “, relata.


É no Rio São Salvador a captação de água, que depois de tratada, é distribuída pelo Depasa para os consumidores de Cruzeiro do Sul.


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Sandra Assunção

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