A chegada de uma nova concessionária de serviço público essencial traz consigo desafios em diversas frentes: obras, serviços, demandas distintas em cada região, mas principalmente entender a necessidade dos clientes e alcançar o melhor resultado na resolução dessas situações. Em dezembro de 2018 a Energisa chegou ao Acre com o compromisso de mudar a realidade do setor elétrico no estado, com qualidade no serviço oferecido e tendo o cliente ainda mais próximo como parte fundamental nesse processo de mudança.

Em três anos, a Energisa já investiu quase R$600 milhões de reais no Acre em obras de ampliação da rede distribuidora, novas subestações de energia, além de ações voltadas ao consumo consciente e otimização dos canais de atendimento.

O projeto de transformação no Acre também contou com ações sociais voltadas ao cliente com campanhas de negociação de débitos, doações de cestas básicas para famílias em vulnerabilidade social e trocas de lâmpadas e geladeiras antigas por modelos mais eficientes e seguros.

Durante a pandemia, a Energisa esteve junto a outros parceiros, no projeto Unidos pela Vacina, para doar equipamentos de armazenamento seguro de vacinas e insumos que tornassem o processo de imunização mais ágil e efetivo em alguns municípios do Acre, principalmente aqueles mais distantes e pertencentes aos sistemas isolados.

A chegada da empresa ao Acre também foi sentida em comunidades mais remotas, com a chegada de serviços e obras que pareciam longe dessa realidade: a mais recente foi a inauguração da usina solar na Vila Restauração, comunidade na fronteira da Amazônia brasileira com o Peru, onde moradores passaram a ter energia limpa e renovável 24h por dia.

Conversamos com o Diretor-Presidente da Energisa Acre, José Adriano Mendes Silva sobre esses últimos três anos no estado, os desafios do setor elétrico e as ações futuras para melhorar a prestação do serviço.

Há 3 anos a Energisa chegava ao Acre, qual foi o cenário encontrado por vocês no estado?

A Energisa chegou ao Acre em dezembro de 2018, e encontramos situações consideradas críticas no fornecimento de energia, no atendimento aos clientes, na qualidade da energia. As obras estavam paralisadas, as redes de energia e frota de veículos sucateados, sistemas de TI limitados, falha no controle dos processos, time de profissionais com pouca motivação. Enfim um cenário que precisava de mudanças.

Algumas ações precisaram ser feitas logo nos primeiros meses para ajustar o padrão de atendimento e serviços prestados, você pode destacar algumas delas?

Inicialmente implantamos um plano para 100 dias, com ações emergenciais e de curto prazo: organização da casa, estruturação de áreas operacionais e administrativas; Implantação de novo modelo organizacional, mais ágil e com foco nos clientes; Adequação da frota de veículos, e dos almoxarifados com a compra de materiais; Reforma de instalações, principalmente das nossa agências de atendimento; Retomada das obras, reformas e manutenções nas redes; Implantação de novos procedimentos de segurança no trabalho.

Quais ações foram mais importantes para começar a mudar o cenário do suprimento de energia no Estado?

Foram muitas, mas destaco duas: lembro-me que ao chegar no Acre tínhamos a missão de construir duas subestações em tempo recorde: A subestação de Alto Alegre, na saída da estrada para Porto Acre, e a subestação de Epitaciolândia. A primeira devido às limitações no fornecimento de energia a capital Rio Branco e às cidades vizinhas, e a segunda também por restrições no fornecimento de energia à região do alto Acre. Em seis meses construímos e entregamos a subestação de Alto Alegre, aumentando em 50 MW a capacidade de fornecimento de energia para a capital, e duplicamos com mais 12,5 MW a subestação de Epitaciolândia, resolvendo a questão energética na região.

A empresa atende mais de 270 mil clientes em todo o estado, mas as demandas para cada município e região são bem diferentes, quais os principais desafios de uma distribuidora de energia elétrica atuando no Acre?

São muitos desafios, e a gente precisa conhecer de perto os problemas de cada região, entender as demandas locais, as necessidades dos clientes. As regiões apresentam características diferenciadas. A Energisa como Concessionária de Distribuição de Energia no Acre, tem implementado ações para poder fazer frente às essas diferenças e atender a todos nossos clientes.

Melhoramos os atendimentos aos clientes nas áreas rurais, adquirindo os veículos especiais como os quadriciclos “Defender” para poder entrar nesses locais, principalmente nos períodos de chuvas. Reforçamos o atendimento nas cidades dos sistemas isolados, onde os acessos são feitos em sua grande maioria de barco e através dos igarapés.

Construímos e inauguramos as subestações e as linhas para Manoel Urbano e Assis Brasil, eliminando a geração termoelétrica a óleo diesel dessas duas cidades, beneficiando com energia de qualidade toda a população local.

O combate ao furto de energia, que além de ser um risco de morte, e à segurança de quem pratica, prejudica o fornecimento de energia, e a maioria dos clientes que mantém suas contas adimplentes, também se tornou prioridade com a nossa chegada ao Acre. Ainda temos muitos desafios, mas com muito trabalho iremos superá-los.

O modelo de atendimento ao cliente também teve mudanças, o foco agora está no digital?

O objetivo é de sempre atender bem aos nossos clientes que procuram a empresa. Temos investido muito no atendimento digital para facilitar e agilizar os atendimentos, em muitos casos possibilitando que os clientes resolvam suas demandas no sossego do seu lar. Implantamos a agência digital, pelo site energisa.com.br, a Gisa, assistente virtual da Energisa pelo WhatsApp (68) 99233-0341, o aplicativo Energisa ON onde você acessa os serviços do celular, e pode baixar das lojas de aplicativos.

O número de pessoas cadastradas na tarifa social teve um aumento significativo durante os últimos 3 anos no Acre, como foi possível essa mudança de cenário?

Esse é um trabalho muito importante e graças a parcerias junto às Secretarias de Assistência Social das prefeituras, os CRAS, e consultas ao Site do Ministério de Desenvolvimento temos conseguido resultados expressivos no cadastramento.  Em quase 3 anos mais que duplicamos a quantidade de clientes cadastrados na tarifa social. São mais de 37 mil novos cadastrados nesse período, totalizando em dezembro de 2021 68 mil famílias cadastradas na tarifa social.

A empresa tem um braço social forte, com ações voltadas para a comunidade, quais os principais projetos executados nesse sentido, e sua importância nos últimos anos?

Tivemos diversos projetos executados nesse período de interesse da sociedade e que beneficiaram nossos clientes, aqui destaco o Caminhão Nossa Energia, visitando várias cidades no estado levando educação aos jovens nas escolas, com informações sobre o Uso Eficiente da Energia, riscos e perigos.

Através do programa de eficiência energética doamos na base de troca, 1.655 geladeiras, e mais de 33 mil lâmpadas led. Também fizemos as adequações de iluminação pública em 7 municípios, incluindo-se as estradas dos aeroportos de Rio Branco e Cruzeiro do Sul; Programa Geração Energia, onde atendemos 2.500 jovens acreanos em situação de vulnerabilidade social, dando formação profissional para 87 jovens; Eficiência de Energia na Fundação Hospitalar Estadual Acre, Educandário Santa Margarida, Hospital da Mulher e da Criança do Juruá, UFAC e FIEAC. Doação de cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade social na época das alagações, materiais de limpeza, etc. Projetos Energisa na Comunidade, fizemos 23 eventos, inclusive no interior do Estado, com serviços de cadastramento na tarifa social, atendimentos, troca de titularidade, negociações, parcelamentos de débitos.

A pandemia trouxe uma realidade totalmente inesperada em todos os setores da economia mundial, aqui no Acre não foi diferente. Quais os principais impactos na atuação da Energisa, sobretudo em obras e prestação de serviços?

Como empresa responsável pela distribuição de energia, nossas equipes operacionais não pararam e os nossos funcionários continuaram na rua para prestar o serviço, principalmente naquele momento da pandemia em que as pessoas em casa precisavam muito da energia. Para isso adotamos um rigoroso protocolo de prevenção da Covid-19, com ações de higienização, utilização de álcool gel, máscaras, e sempre mantendo o distanciamento nos atendimentos. O nosso reconhecimento para essas equipes, que não mediram em bem atender aos clientes.

Em 2021 a Energisa inaugurou o projeto inovador para a região amazônica: a Vila Restauração levou energia solar através de usina fotovoltaica para uma comunidade isolada na floresta amazônica. Como foi possível fazer tudo isso em meio ao grande desafio logístico de chegar até lá?

Vila da Restauração é um projeto de grande alcance social e de inclusão das pessoas, utiliza tecnologia de ponta, e está perfeitamente integrado ao ecossistema local, a Amazônia.

Muitos desafios foram enfrentados para a execução desse projeto, como a logística de transporte de equipamentos, materiais e pessoas, desembarque dos materiais no local e a construção do empreendimento no período de chuva.

Só foi possível executar a obra no prazo, devido ao planejamento, gestão e execução do empreendimento de forma objetiva e com muita determinação pela equipe do projeto.

Através dele as pessoas poderão com o acesso à energia elétrica 24h por dia, renovável, limpa e confiável, ter os benefícios da utilização de equipamentos e eletrodomésticos para a conservação de alimentos, ter acesso a informações, entretenimento e cultura. As pessoas estarão integradas à sociedade, com acesso também à educação e assistência médica de forma virtual.

O Mais Luz Para a Amazônia e Luz Para Todos tiveram grandes avanços nos últimos anos, qual o balanço desses projetos? Quais as expectativas para eles em 2022?

Para execução do Mais Luz para a Amazônia, assinamos o Termo de Compromisso com o Ministério de Minas e Energia, e em 2022 iremos executar cerca de 1360 ligações no Acre, em diversos municípios, para aquelas pessoas que estão em áreas bem distantes e com dificuldades de acesso. As ligações serão com energia solar, sistema individual de placas e baterias, denominados SIGFI.

Estamos com projeto de levantamento e cadastramento em campo, para avaliar o potencial de mais ligações com os critérios determinados pelo MLPA, de formar a estabelecer os montantes de atendimentos para os próximos anos.

Já no LPT – Programa Luz para Todos, daremos continuidade às ligações em 2022, seguindo a prioridade definida conforme relação expedida pelo Comitê Gestor Estadual.

Em três anos a Energisa avançou em vários pontos da prestação de serviço aos acreanos, qual a sua avaliação desse período?

Foi um período de muito trabalho, realizações, projetos implementados e entregues, ou seja, um período de muita intensidade nas ações e de grandes avanços. De forma resumida constatamos que avançamos na confiabilidade e qualidade da energia fornecida, no acesso e atendimento aos nossos clientes, inclusão digital, nos projetos sociais e de interesse das comunidades, na formação de um time comprometido com os clientes e com a melhoria continua dos serviços.

O que podemos esperar para o futuro da Energisa no Acre?

O futuro é muito promissor, temos muito trabalho pela frente e projetos relevantes para o Acre, no sentido de consolidar o fornecimento de energia em todas as regiões do estado.

Ações que irão beneficiar a capital Rio Branco e todos os demais municípios, regiões de Acrelândia e Mâncio Lima. Destaque especial para os projetos de eliminação da geração térmica na região do Juruá, compreendendo os municípios de Feijó, Tarauacá, Cruzeiro do Sul e os demais.

Iremos trabalhar muito nesses projetos estruturantes para consolidar o fornecimento de energia ao Acre, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do Estado.

 

 

 

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