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Em projeto de lei, Petecão impõe multa contra quem desperdiça alimentos

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Com o objetivo de evitar o desperdício de comida, a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou nesta quinta-feira (2) um projeto que estabelece normas para que os grandes supermercados possam doar alimentos para entidades beneficentes de assistência social (PL 2.874/2019).

O relator, senador Sérgio Petecão, apresentou parecer favorável, na forma de substitutivo. O projeto original estabelecia a obrigatoriedade da doação de alimentos e exigia que os estabelecimentos celebrassem contratos com as entidades beneficentes de assistência social, o que foi alterado. Mas o relator manteve a previsão de multa para quem descartar alimentos ainda na validade e adequados ao consumo humano sem motivo justo.

Petecão incluiu a instituição da Política Nacional de Combate à Perda e ao Desperdício de Alimentos (PNCPDA), prevendo conceitos, princípios, objetivos e instrumentos para a doação de alimentos e dando tratamento a questões fiscais e sanitárias.

A proposta agora segue para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde receberá decisão terminativa. Se aprovada, seguirá para a Câmara dos Deputados.

O relator também propôs a dedução do Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas, variando de acordo com as doações. Nas doações de alimentos ainda no prazo de validade previsto na embalagem, e de alimentos in natura em condições de consumo seguro e na forma das normas sanitárias vigentes, o limite da dedução prevista será de 5%.

Nas doações de alimentos fora do prazo de validade previsto na embalagem, mas em condições de consumo seguro segundo a avaliação do doador e conforme regulamento, o limite da dedução prevista será de 4%. Petecão observa que “os alimentos possuem um prazo de consumo seguro que perdura após o prazo da validade da venda, a fim de resguardar a sua segurança sanitária e qualidade. Esse consumo seguro, naturalmente, depende de o consumidor seguir as orientações de armazenamento do alimento, fornecidas pelo fabricante”.

Os doadores que usufruírem das deduções deverão passar às autoridades federais fiscal e sanitária, sempre que solicitado, as informações referentes às doações realizadas, que comporão um sistema de informação. “Assim, o país estará contribuindo com um controle detalhado de informações estatísticas e geográficas sobre a doação de alimentos”, afirmou Petecão.

O substitutivo manteve a determinação do projeto original de que o doador de alimentos apenas responderá civilmente por danos ocasionados pelos alimentos doados quando houver dolo. A doação de alimentos, nos termos da proposta, não vai configurar, em hipótese alguma, relação de consumo, “ainda que haja finalidade de publicidade direta ou indireta”.

O projeto original determinava que todos os estabelecimentos atacadistas e varejistas que comercializam alimentos e não se enquadram como microempresa ou empresa de pequeno porte deveriam doar seus alimentos não destinados a venda que estivessem em condições de serem consumidos de forma segura. Além disso, previa a aplicação de multas para os estabelecimentos que não cumprissem a lei.

Petecão observou que “para eliminar os entraves à doação de alimentos, o combate ao desperdício demanda um marco regulatório com um tratamento mais aprofundado e que tenha sido objeto de debates efetivos e adequados no Congresso”, o que não ocorreu com o projeto.

Também lembrou que em debates realizados no Congresso sobre outros projetos relacionados a alimentos “foi consenso que a doação não deve ser obrigatória”. Ele citou como exemplo o PLS 102/2012, do ex-senador Ivo Cassol (RO), sobre a reutilização, para fins de doação, de alimentos preparados. A esse projeto, já aprovado no Senado e ainda tramitando na Câmara dos Deputados como PL 5.958/2013, estão apensados outros vinte projetos de lei, de autoria de diversos deputados e senadores.

O relator substituiu a obrigatoriedade pela determinação de que, “desde que mantidas as propriedades nutricionais e a segurança para consumo, os alimentos industrializados ou embalados, respeitado o prazo de validade para venda, e os alimentos preparados ou in natura que tenham perdido sua condição de comercialização podem ser doados, no âmbito da PNCPDA, a bancos de alimentos, instituições receptoras e diretamente ao consumidor final”.

O relator manteve a previsão de multa para quem descartar, sem justo motivo, alimentos processados ou industrializados, embalados ou não, dentro do prazo de validade para venda, alimentos in natura ainda próprios para consumo, segundo as normas sanitárias vigentes, ou em desacordo com as disposições da Lei 12.305, de de 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

A Lei 9.605, de 1998, na qual foi inserida a penalidade, não estipula o valor da multa. Será considerada perda de alimentos a diminuição da massa de matéria seca, do valor nutricional ou da segurança sanitária de alimentos causada por ineficiências nas cadeias de abastecimento alimentar. E será considerado desperdício de alimentos o descarte voluntário de alimentos decorrente de: vencimento do prazo de validade para venda, dano à embalagem, e dano parcial ou aspecto comercialmente indesejável, embora mantidas as propriedades nutricionais e a segurança sanitária, no caso de produtos in natura.

O principal intuito do projeto é evitar o desperdício de alimentos que ocorre com muita frequência quando os supermercados, ou estabelecimento similares, não conseguem vender seus produtos. Segundo Ciro Nogueira, o desperdício de alimentos é um problema sério e urgente que gera problemas econômicos, ambientais e sociais.

“Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) em 2013 estimam que são perdidos ou desperdiçados anualmente cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos em todo o planeta, equivalentes a um terço de toda a produção mundial. Os efeitos dessas perdas proporcionam malefícios significativos à sociedade, constatados em prejuízos econômicos, em contexto de redução da oferta e consequente aumento dos preços do produto”, explicou o então senador na justificativa da proposta.

No Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), só esses estabelecimentos perderam em faturamento R$ 7,11 bilhões em alimentos descartados em 2016. Além disso, segundo Viviane Romeiro, coordenadora de Mudanças Climáticas do World Resources Institute (WRI) Brasil, o país descarta cerca de 41 mil toneladas de alimentos anualmente.

O relator acrescentou que “a insegurança alimentar grave (fome) esteve presente no lar de 10,3 milhões de pessoas ao menos em alguns momentos entre 2017 e 2018”. Dos 68,9 milhões de domicílios do país, 36,7% estavam com algum nível de insegurança alimentar, atingindo, ao todo, 84,9 milhões de pessoas. É o que retratou a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018: Análise da Segurança Alimentar no Brasil, divulgada em setembro de 2020 pelo IBGE.

Petecão destacou ainda que conforme notícia da Agência Brasil, o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid19 no Brasil, realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan) mostra que, nos últimos meses de 2020, a situação piorou muito, pois 19 milhões de brasileiros passaram fome e mais da metade dos domicílios no país enfrentou algum grau de insegurança alimentar.

A sondagem inédita estima que 55,2% dos lares brasileiros, ou o correspondente a 116,8 milhões de pessoas, conviveram com algum grau de insegurança alimentar no final de 2020 e 9% deles vivenciaram insegurança alimentar grave, isto é, passaram fome, nos três meses anteriores ao período de coleta, feita em dezembro de 2020, em 2.180 domicílios.

AGÊNCIA SENADO

Cotidiano

Alan Rick articula liberação de recursos para finalização da obra de Anel Viário

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A conclusão do Anel Viário e da Ponte de Brasiléia e Epitaciolândia é uma prioridade do mandato do Deputado Federal Alan Rick (União-AC). Nesta quarta-feira, 17, o parlamentar dedicou sua agenda a reuniões para conseguir a suplementação de recursos necessária para a conclusão.

Acompanhado do Diretor Geral do DERACRE, Petrônio Antunes, o parlamentar se reuniu com o relator do Orçamento Geral da União, Deputado Federal Hugo Leal (PSD-RJ), para pedir a indicação de recursos federais. “Apresentamos a ele as informações técnicas dessa obra, demonstrando a importância que tem para a interligação do Acre e do Brasil ao Peru. Saímos do encontro com boas perspectivas de termos os recursos para finalizar o contorno e a ponte até o início do próximo ano”, disse o parlamentar.

Outra reunião foi com o Diretor de Planejamento e Pesquisa do DNIT, Luiz Guilherme Mello. Na pauta a finalização dos processos para desapropriação dos terrenos onde o traçado do Anel está passando e dos recursos necessários. “Essa semana, o DNIT termina de analisar os processos e, em seguida, realizará um mutirão de desapropriação das áreas”, adiantou Mello.

O Diretor Geral do DERACRE, aproveitou para falar sobre a questão orçamentária, para finalizar a obra dentro do programa previsto e de outras obras de parceria do Governo do Estado e do DNIT. “Estamos abrindo um ramal entre Rodrigues Alves e Porto Walter e pedimos ao DNIT que construa uma BR projetada na região”. Falamos ainda sobre a reconstrução da estrada BR 364.”

Para esta última obra, serão totalmente refeitos mais de 400 quilômetros com soluções definitivas de engenharia. “A boa notícia é que em 2023 a reconstrução começa. Será um enorme investimento que trará o resultado que o povo do Acre sempre esperou”, finalizou o deputado Alan Rick.

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Cotidiano

Xapuri realiza carreata em Dia de Combate ao Abuso Sexual contra Crianças e Adolescentes

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Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, a Prefeitura de Xapuri por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e outras pastas municipais realizou, na tarde desta quarta-feira, 18, uma carreata nas ruas da cidade.

A atividade contou com a participação de dezenas de pessoas, incluindo autoridades do município, membros do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, profissionais de saúde e outros.

A secretária municipal de Assistência Social, Dayana Castelo, ressaltou que o dia 18 de maio é uma data para reflexão.

“Todo ato de maus tratos, incluindo-se também ato de violência e abuso sexual à criança e ao adolescente deve ser denunciado aos órgãos responsáveis por cuidar da integridade das crianças. Esta data serve para que possamos conscientizar sobre atos de abuso praticados muitas vezes dentro do próprio lar.

A atividade contou com a participação de dezenas de pessoas, incluindo autoridades superiores do município, conselheiros tutelares, membros do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, profissionais de saúde, dentre outros.

Sobre o 18 de maio

A data foi instituída em 2000 pelo projeto de lei 9970/00. No dia 18 de maio de 1973, em Vitória (ES), uma menina de oito anos chamada Araceli foi drogada, estuprada e morta por jovens de classe média alta. O crime, apesar de sua natureza hedionda, até hoje permanece impune.

A semana do 18 de maio conta com ações de mobilização contra a violência sexual em todo o país.

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Cotidiano

Longo cria estatuto para reduzir burocracias na instalação de empresas no Acre

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O deputado Pedro Longo apresentou um Projeto de Lei (PL) na sessão desta quarta-feira (18), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), que trata criação do Estatuto do Desenvolvimento e da liberdade Econômica, a partir de uma demanda apresentada ao seu gabinete pelo setor empresarial do Estado, a partir da Associação Comercial do Estado Acre (Acisa).

A grosso modo, a proposta tem o objetivo de desburocratizar, por meio de normas complementares, o registro, a licença e até mesmo o encerramento de empreendimentos no Estado, como forma de proteção à livre iniciativa e ao livre exercício de atividade econômica, mantendo o Estado como agente normativo e regulador das referidas questões.

Em sua justificativa sobre o projeto, o líder do governo afirmou que melhorar as condições para os empresários e investidores é, ao mesmo tempo, promover desenvolvimento econômico para o Acre e gerar emprego e renda.

“Para que o Acre continue avançando, por meio da iniciativa privada e da crença na autonomia dos nossos investidores, esse projeto é de grande importância. É ideal que criemos condições favoráveis ao fortalecimento da economia local e a consequente geração de emprego e renda”, enfatizou.

O PL que constitui um marco fundamental em defesa da livre iniciativa, estabelece que o Estado do Acre deve agir como um ente fomentador de novos negócios e empregos, por meio da adoção de procedimentos administrativos simplificados, disponibilização de informações claras e amplamente acessíveis quanto aos procedimentos necessários ao início, regular exercício e encerramento de um empreendimento; criação de sistema integrado de licenciamento; abstenção quanto à exigência de especificação técnica desnecessária ou criação de reserva de mercado para determinado grupo econômico; concessão de tratamento isonômico aos agentes econômicos, além de outras outras medidas.

Longo entende que a Lei Federal 13.874/2019 traz algumas garantias no sentido de melhorar a situação apontada, mas esclarece que algumas especificidades “carecem de melhor regulamentação e internalização na esfera estadual para a sua plena aplicação”.

“Alguns direitos com grande repercussão no dia-a-dia dos cidadãos, a exemplo do fim de autorização prévia para atividades econômicas de baixo risco e da fixação de prazo máximo para a análise do pedido de liberação da atividade econômica sob pena de aprovação tácita carecem de melhor regulamentação e internalização na esfera estadual para a sua plena aplicação”, continuou o líder.

“Esse projeto encontra-se dentro de um contexto da real necessidade de se caminhar para uma inédita desburocratização da máquina pública. Um ambiente menos burocrático para quem quer empreender ataca o que hoje é o principal drama dos brasileiros e acreanos: o desemprego”, finalizou.

A proposta será enviada às comissões da Aleac e, posteriormente, apreciada pelos demais parlamentares.

O que diz o PL?

– “São considerados atos públicos de liberação das atividades econômicas, para fins de aplicação das disposições desta Lei, a licença, a autorização, a concessão, a inscrição, a permissão, o alvará, o cadastro, o credenciamento, o estudo, o plano, o registro e os demais atos exigidos, sob qualquer denominação, por órgão ou entidade da Administração Pública como condição para o exercício de atividade econômica”, diz um trecho do PL apresentado à mesa diretora da Casa do Povo”.

– “A Lei constitui norma complementar de direito econômico, conforme disposto no § 2º e inciso I do art. 24 da Constituição Federal, e não afasta a incidência de outras normas de proteção à livre iniciativa, a livre exercício da atividade econômica e de estímulo ao desenvolvimento econômico, notadamente o disposto na Lei Federal nº 13.874, de 20 de setembro de 2019”.

– “As disposições desta Lei são aplicáveis a todo e qualquer processo administrativo no âmbito da Administração Pública estadual direta e indireta, independentemente de que para sua finalização o referido processo tenha de tramitar por mais de um órgão ou entidade administrativa federal, estadual ou municipal”.

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Cotidiano

Acre terá noites mais frias e dias mais secos, com umidade do ar abaixo de 30%

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A nova onda de frio que chegou ao estado do Acre no início desta semana também traz mais uma preocupação para a saúde da população. Trata-se da baixa umidade do ar, que está prevista para ficar abaixo dos 30%, especialmente em regiões de Rio Branco e Brasileia, conforme informou o portal O Tempo Aqui, do pesquisador Davi Friale.

De acordo com a previsão, a partir de agora, os ventos podem ficar mais intensos, as noites mais frias e os dias bem mais ensolarados. Nesta quarta-feira, 18, por exemplo, os ventos em Rio Branco e na maior parte do Acre devem ser intensos, com rajadas que poderão passar de 40km/h.

Já as próximas noites, até amanhecer de sábado, serão as mais frias, com mínimas entre 10 e 13ºC, em vários municípios acreanos. A partir desta quarta-feira, pelo menos até o fim de semana, os dias estarão secos e ensolarados, com a umidade do ar, durante a tarde, abaixo de 30%, principalmente nas regiões de Rio Branco e Brasileia, caracterizando estado de atenção para a saúde humana.

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