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Pais e educadores unem-se para promover conscientização sobre nanismo 

“É doloroso ter que conversar com um filho sobre suicídio porque outras crianças riram dele na rua e o chamaram de anão”, lamenta mãe

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No Brasil, estima-se que de cada 15 mil nascidos vivos, um bebê nasce com algum tipo de nanismo. E são mais de 400 tipos. Em uma sociedade que ainda falha nos quesitos respeito à diversidade e inclusão, quem nasce com nanismo ou alguma outra condição que compromete o crescimento tem que aprender desde cedo a se enxergar além dos olhares curiosos e de chacotas. 

Mãe de um menino que nasceu com nanismo, Vélvit Severo se tornou uma ativista da causa. Formada em Tecnologias em Sistemas para Internet, ela voltou a estudar para se munir de conhecimento para lutar pela inclusão e combater o preconceito. “É doloroso demais ter que conversar com um filho de sete anos sobre suicídio porque outras crianças riram dele na rua e o chamaram de anão”, lamenta Vélvit, que integra a diretoria da Associação Nanismo Brasil (Annabra). Graduanda em Educação Inclusiva, Vélvit é autora da cartilha Escola para Todos: Nanismo, lançada em 2018, em uma audiência pública no Senado Federal com objetivo de conscientizar pais e educadores sobre como acolher crianças com nanismo. 

Além de adaptações simples na estrutura física das escolas, como apoio para os pés nas cadeiras e bebedouros e banheiros adaptados, a mudança principal é fruto de conversas que fomentem o respeito à diversidade. “Não queremos romantizar a deficiência, mas com diálogo, podemos trabalhar a aceitação, o respeito às diferenças porque cada ser humano é único nas suas especificidades”, defende lembrando que a cartilha pode ser acessada no site por apenas R$ 10. O conteúdo é apresentado de forma lúdica no YouTube, também legendado e com tradução para a linguagem de Libras.  

Assim como o filho de Vélvit, a auxiliar administrativo Jaciara Magalhães também tem nanismo. Aos 51 anos e com 1,34m de altura, os membros encurtados, os pés pequenos (calça sapatos de número 30) não a impedem de ter grandes sonhos. Recentemente ela teve que travar uma luta com o pedreiro que reformava sua casa por conta da altura das janelas. Ele não entendia que a obra não podia seguir o padrão. “As janelas da minha casa são bem baixinhas que é para eu poder enxergar o mundo!”. 

Trabalhando em um hospital da capital baiana, Jaci acorda todos os dias às quatro da manhã para cruzar a região metropolitana de Salvador e chegar, pontualmente, no trabalho. Para transitar nas ruas, pegar ônibus, metrô, sente muita dificuldade. “As cadeiras não são ajustadas para meu tamanho. Meus pés ficam pendurados e incham muitas vezes no percurso”, conta. Sem hesitar, ela considera o preconceito das pessoas o maior desafio a ser enfrentado quando sai de casa. “Muita gente dá risada na rua quando eu passo. Como já tenho muita maturidade eu encaro isso com leveza, mas já tive momentos de me sentir muito triste por isso”. 

Literatura Inclusiva 

Tião, Bruna, Sabrina, Charles… personagens até bem pouco tempo invisíveis na literatura infantil protagonizam histórias de inclusão que brotam do imaginário da escritora Celina Bezerra. O livro de estreia foi “Bruna, uma amiga Down mais que especial”, lançado em 2017. Dois anos depois, “Sabrina, a menina albina” ganhava os holofotes. Em 2021, Charles, a estrela autista chegava ao mercado. 

“Gosto de, através das minhas histórias, quebrar paradigmas e contribuir para que as pessoas olhem, não para as deficiências, mas sim para as potencialidades do outro”, explica a autora sergipana que mora na Bahia há duas décadas.  Formada em Letras e pós-graduada em Educação Inclusiva e em Educação da infância com Ludicidade, Celina tem se destacado na cena literária pela escrita necessária dedicada às temáticas da diversidade e inclusão. 

O pequeno grande Tião, o menino com nanismo integra a série Amigos Especiais da Editora InVerso e tem ilustrações assinadas por Kitty Yoshioka. A baixa estatura não comprometia a felicidade do menino que vive em uma cidade do interior com sua família. As peraltices eram as mesmas de toda criança, com a vantagem de que ele podia se esconder nos lugares mais inusitados onde mais ninguém cabia. Nada o impedia de fazer o que queria. Em casa, seus pais adaptaram sua cama, os móveis, a pia e até o vaso do banheiro. Todos adoravam o pequeno amigo de coração enorme. Ninguém o tratava diferente por conta da sua altura.

Tião não sabia o que era Bullying até que precisou se mudar com a família para uma outra cidade, onde foi recepcionado por olhares curiosos, gargalhadas e até piadas. “Por ter sido criado em uma comunidade que o aceitava, Tião conseguiu enfrentar a situação. Se não fosse seguro de si, poderia se fechar para o mundo como acontece com muita gente”, avalia a autora. 

Os livros podem ser adquiridos nas livrarias, no site da editora (www.editorainverso.com.br) ou nas redes sociais da autora @celina_bezerra. 

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

Destaque 4

Jovem de 19 anos morre vítima de capotamento no Acre; cinco ficaram feridos

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A jovem Nicole Santos,  de apenas 19 anos, morreu vítima de um acidente de trânsito na madrugada deste domingo, 16, na Vila São Pedro, situada em Cruzeiro do Sul. Segundo testemunhas, o  carro em que ela estava capotou várias vezes e Nicole foi  arremessada para fora do veículo, vindo a falecer no momento do acidente.

Seis pessoas estavam no carro. Destas, quatro foram levados para o Hospital do Juruá. Um ficou internado com ferimentos graves e três foram liberados.

Esta é a terceira morte no trânsito de Cruzeiro do Sul este ano. Um óbito  também foi registrado  na passagem do ano no município.

Veja o vídeo:

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Destaque 4

Acusado de atropelar e matar bancário ganha liberdade provisória em Cruzeiro do Sul

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O servidor público de Mâncio Lima, Verônico Ferreira de Negreiros, conhecido como Einha, acusado de matar atropelado o bancário Gerlando Mendes na última sexta-feira, 14, em Cruzeiro do Sul, foi liberado da prisão em flagrante na tarde desse sábado, 15,  durante audiência de custódia. A juíza Adamarcia Machado concedeu a liberdade provisória, mas suspendeu o direito do homem dirigir e determinou o recolhimento domiciliar  noturno, entre outras medidas.

Einha, que é  chefe da limpeza pública do município de  Mâncio Lima, dirigia o carro da prefeitura e chegava a Cruzeiro do Sul quando aconteceu o acidente. Ele se evadiu do local sem prestar socorro à vitima e foi preso em flagrante na casa de um irmão pelo delegado José Obetânio, horas depois do fato já em Mâncio Lima.

Um vídeo mostra o momento do acidente no início da Rodovia AC-405.   Dirigindo um caminhonete Amarok, Verônico  ultrapassa um caminhão e pega a moto do bancário de frente matando o homem na hora.

A assessoria de comunicação da prefeitura de Mâncio Lima lamentou o fato, se solidarizou à família e disse que daria toda a assistência necessária à família de Gerlando e que vai colaborar com a apuração dos fatos.

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Cotidiano

Sem acertadores, Mega-Sena acumula em R$16 milhões para quarta-feira (19)

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Não houve acertadores no sorteio deste sábado (15) da Mega-Sena e o próximo prêmio está estimado em R$ 16 milhões.

As dezenas sorteadas no sábado foram: 15 -17 – 20 – 35 – 37 – 43.

A quina teve 58 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 30.313,67. Já a quadra teve 3.161 acertadores e cada um vai ganhar R$ 794,59.

O próximo sorteio será na quarta-feira (19). As apostas podem ser feitas também pela internet.

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Acre 01

Pegos de surpresa, passageiros detonam empresas e prefeitura por falta de transporte

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O comunicado do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo (Sindcol) para  Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito – RBTrans, informando a suspensão dos serviços neste domingo, 16, pegou muitos usuários de surpresa, causando inúmeros transtornos.

A reportagem do ac24horas foi ao terminal urbano e  observou os impactos causados pela decisão. Além das paradas de ônibus vazias, no Terminal, onde se concentra grande parte dos passageiros que dependem do serviço público, o espaço também estava ‘deserto’.

No entanto, o aposentado Francisco Lourenço, 73 anos, morador do Loteamento Santa Helena, na região do Segundo Distrito, disse que não estava sabendo da paralisação e resolveu buscar um coletivo para visitar os familiares. Porém, aguardou sem sucesso por mais de 2h um ônibus para seguir o trajeto. Revoltado, ele alega que esse impasse é uma ‘pouca vergonha’ do poder público e das empresas do transporte na capital. “Eu vim de lá para ir na casa do meu filho. Cheguei na parada era mais de 7h. O ônibus não passou, eu tinha R$ 5 reais e peguei um veículo até aqui [Terminal Urbano], daqui vou ter que dar um jeito”, declarou.

O aposentado pede que a atual gestão solucione esse problema. “Cadê esses R$ 2,4 milhões? Isso é uma vergonha, o prefeito não tem moral e as empresas fazem o que quer”, ressaltou.

A moradora do bairro Rui Lino, dona de casa Maria Antônia Lopes, contou à reportagem que não estava sabendo da paralisação do serviço neste domingo. No entanto, ela alega que a situação não lhe surpreende. “Há muitos anos esse serviço não tem qualidade, ônibus péssimos, não chegam no horário. É uma precariedade”, desabafou.

As empresas alegam que a atitude da suspensão dos serviços é que, ao longo de quase dois anos de pandemia as empresas, que compõem o sindicato, segue trabalhando em meio às dificuldades e não conseguem cumprir com seus itinerários e com a operação de suas linhas para garantir a população o acesso ao transporte coletivo municipal. “A movimentação de passageiros por viagem não cobre minimamente os custos que as empresas precisam dispor para que os ônibus façam a sua rota completa. Isso ensejou um agravamento do cenário de desequilíbrio já existente – comunicado ao Poder Concedente em diversas oportunidades – decorrente do citado evento de força maior”, explica o ofício.

Eles dizem ainda que mesmo com o serviço tendo voltado a normalidade, a categoria alerta que com o andamento da 3° onda da pandemia, o sistema poderá novamente não conseguir recursos para arcar os compromissos. “Mesmo com quase dois anos de pandemia com demanda fora da normalidade, que voltou a agravar em razão de nova variante, e a mora da Administração Pública Municipal na adoção de quaisquer providências para garantir o serviço público de transporte, se está, atualmente, em um cenário em que a receita atual é ínfima, não sendo possível garantir, sequer, a aquisição de combustível para mais um dia de operação”, diz trecho da nota.

Em razão destes fatores e mesmo com o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, repassando mais de R$ 2,4 milhões para as empresas de ônibus realizarem o pagamento em atraso dos trabalhadores, os empresários almejam um auxílio emergencial para ajudar as empresas a arcar com o transporte dos passageiros.

O repasse da prefeitura às empresas correspondia o percentual de 91,87% do montante que deveria ser destinado ao pagamento do salário em atraso dos funcionários, referente ao período de dezembro de 2020 a abril de 2021, outros 8,13% do montante para o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes de Passageiros e Cargas do Estado do Acre (Sinttpac), para pagamento parcial de dívidas dos descontos em folha dos trabalhadores.

Em entrevista ao ac24horas, o diretor de Transportes da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans), Clendes Vilas Boas, informou que a prefeitura não recebeu nenhum ofício dos representantes do transporte público. “Não recebemos oficialmente, queremos acreditar que não seja verdade, mas como elas vêm causando e surpreendendo a população, a gente não pode duvidar”, declarou. Entretanto, Vilas Boas garantiu que as medidas deverão ser tomadas.

Veja o vídeo:

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