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Desmatamento na Amazônia é o maior nos últimos 10 anos

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Realizada nas últimas semanas em Glasgow, Escócia, a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-26) viu o Brasil anunciar uma meta ambiciosa: a antecipação do fim do desmatamento no país de 2030 para 2028 – 15% ao ano entre 2022 e 2024, subindo para 40% entre 2025 e 2027, até alcançar o desmatamento zero em 2028.

No entanto, os fatos mostram uma realidade muito diferente do anunciado pelo governo brasileiro, que até o momento se mostrou incapaz de debelar a destruição de florestas no bioma amazônico. É o que mostram os dados do último relatório do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

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De janeiro a outubro de 2021, a Amazônia perdeu 9.742 km² de floresta, o número é 33% maior que o mesmo período em 2020, quando a devastação já havia superado a maior marca desde 2012. Somente no mês de outubro, o total destruído somou 803 km², área quase quatro vezes maior do que a cidade do Recife.

O número representa um aumento superior a 300% quando comparado ao que foi registrado em 2018, último ano antes da gestão Bolsonaro, quando foram contabilizados, em outubro, 186 km² de desmatamento.

“A área desmatada em outubro é preocupante, porque mostra que seguimos com patamares elevadíssimos de perda de floresta, que reportamos mês a mês. Estamos em um cenário ainda muito distante de atingir as metas que foram firmadas”, alerta Antônio Fonseca, pesquisador do Imazon.

Nova geografia do desmatamento

Há seis meses como o estado que mais desmata na Amazônia, o Pará segue no topo do ranking sendo responsável por 56% da destruição no bioma em outubro. Além disso, sete dos 10 municípios que mais destruíram a floresta ficam em solo paraense.

Três destes municípios estão localizados ao longo da Rodovia Transamazônica, o que mostra uma nova localização do desmatamento no estado. Geralmente, o desmatamento vinha ocorrendo na divisa com o Mato Grosso, em municípios como São Félix do Xingu e Novo Progresso.

O Amazonas ficou em segundo lugar no ranking, com 13% do total desmatado no bioma. Naquele mês, a área destruída somou 106 km², uma alta de 39% em relação ao mesmo mês de 2020.

Segundo o SAD, os municípios que mais desmataram estão localizados ao sul do território amazonense, como Lábrea e Apuí, reforçando os dados que mostram esta como a nova fronteira do desmatamento no Estado.

Mato Grosso ficou em terceiro na lista, com 11%, seguido por Rondônia (10%), Acre (6%), Roraima (2%), Maranhão (1%) e Amapá (1%).

Com informações do site ambiental O Eco.

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