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Gladson diz que Rocha faz ‘políticas desnecessárias’

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Em Glasgow, na Escócia, onde participa da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), o governador Gladson Cameli (Progressistas) resolveu neste sábado, 5, se posicionar em suas redes sociais sobre os recentes acontecimentos promovidos pelo governador em exercício, Major Rocha em sua ausência.

Visivelmente chateado com a exoneração do procurador-geral João Paulo Setti, por conta de supostas irregularidades no caso dos precatórios, Cameli destacou que a atitude do seu vice é ‘politiqueira’ e desvia o foco do seu governo. “Todos sabem que pela lei, quando o governador se ausenta quem assume é o vice, tenho observado algumas movimentações, tenho lutado de manhã, tarde e noite pelo bem estar da nossa população. Não tenho medido esforços para isso representando o Acre na COP26, mas tenham certeza que tenho uma equipe forte e com compromisso com o nosso Acre”, declarou.

O chefe do executivo, no entanto, revelou que em seu retorno ao Estado, fará os ajustes necessários na atual gestão e aproveitou para alfinetar deu desafeto político, Wherles Rocha, que, em sua opinião, está fazendo ‘política’ enquanto comanda a máquina pública. “Não irei deixar mudar o foco para quem pensa nas pessoas e no Acre do amanhã, trocar por políticas desnecessárias. As decisões que eu tiver que tomar, tomarei em meu retorno”, comunicou.

Além disso, Cameli voltou a falar da sua busca por investimentos para o Estado. “Aqui no Reino Unido procuramos novas oportunidades de investimentos para o nosso estado. Estou representando nosso Acre na COP26, em Glasgow, na Escócia, mas atento aos acontecimentos aí no estado. Saibam que não tenho medido esforços para melhorar a vida das pessoas. Fiquem com a certeza de que tenho uma equipe forte e comprometida com o Acre”, encerrou.

Veja o vídeo:

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Pré-candidato a federal, José Adriano declara apoio a Bolsonaro: “quero o melhor para o meu Acre”

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O presidente licenciado da Federação das Indústrias do Acre (Fieac), José Adriano, falou do lançamento da sua pré-candidatura a deputado federal nas eleições deste ano – que ocorre em outubro.

O empresário falou de política e elogiou a chapa de deputado federal do Partido Progressistas e o governador Gladson Cameli pela atuação na pandemia e deixou claro seu apoio à reeleição do presidente da República Jair Bolsonaro (PL). “Sou a favor de quem tiver uma política de recuperação econômica do país. Como deputado vou sentar com qualquer que seja esse presidente. Tem coisas positivas dentro do mandato do Bolsonaro. Não vejo polarização e eleição definida. Eu sou Bolsonaro”, garantiu.

O empresário disse que o objetivo é lutar não só pela classe empresarial, mas pelos pequenos produtores e microempreendedores. Adriano lembrou que sua candidatura foi provocada pelo próprio governador Gladson Cameli e as instituições competentes do estado. “Estamos saindo com uma proposta boa e, desta vez, representando não só o setor empresarial, mas todo o setor produtivo”, declarou.

José contou ainda que um dos gargalos a ser enfrentado na esfera pública é mudar o rótulo de “economia fraca”, existente no Acre. Outro fator primordial para colocar seu nome novamente na disputa eleitoral foi os desafios enfrentados pelo segmento empresarial na crise da pandemia mundial da Covid-19 – iniciada em 2020. “Tivemos situações da segurança vigiar os empresários, mas era o desespero que falava mais alto. Então, precisamos estar unidos e a pandemia nos mostrou isso”.

Outro ponto abordado pelo presidente licenciado da Fieac, é a geração de emprego no Acre. Segundo ele, com a área da construção civil patinando, é necessário políticas que incentivem a geração de empregos. “Temos conteúdo e experiência para recuperar a economia. Quem for se colocar nessa disputa tem que pensar na economia sim”, comentou.

Adriano também teceu críticas à política de desenvolvimento do Acre que, em sua opinião, não conseguiu evoluir para atrair novas empresas nacionais e multinacionais. “Falta Infraestrutura, matriz enérgica. Ninguém vem para perder dinheiro aqui. Como vamos atrair empresas, se não temos matéria prima?”, argumentou.

O empresário lembrou que o governo cometeu uma falha nesses quase 4 anos de gestão, a não construção de moradias populares. “Faltou um projeto social. Temos um projeto a nível dos municípios para que as pessoas enxerguem as moradias. O déficit habitacional se restringe a uma grande parcela da sociedade”.

Adriano falou que é favorável também ao projeto da estrada de Pucallpa que deve ligar o Acre ao Peru, segundo ele, o corredor é necessário para expandir o desenvolvimento econômico. “É uma oportunidade que não devemos deixar passar. É bom que haja uma empatia com a população de Cruzeiro do Sul que paga um preço alto. Tenho certeza que o investimento se paga ao longo do tempo”, ressaltou.

Assista a entrevista:

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Custo da cesta básica cai no Acre, mas feijão sobe quase 17%

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Em maio, segundo a pesquisa dos custos das cestas básicas em Rio Branco realizada pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão do Acre (Seplag), o valor da cesta de alimentação continua apresentando redução e caiu 1,33%. No entanto, os preços das cestas de limpeza doméstica e higiene pessoal apresentaram reajuste quando comparadas ao custo das cestas em abril.

Apesar da redução da cesta alimentar, o feijão subiu 16,47% no mês e liderou as altas: dos 14 produtos da cesta, 10 tiveram aumento em maio. A manteiga, por exemplo, variou 7,35%, e o leite, produto cujo valor tem sido alvo de queixa dos consumidores, reajustou 6,16%.

Os dados foram coletados em 71 estabelecimentos comerciais, como mercados varejistas de grande, médio e pequeno porte, açougues e panificadoras, distribuídos em 40 bairros da capital.

O custo total da cesta básica alimentar para um indivíduo foi de R$ 495,42, uma queda de -1,33% em relação a abril, conforme tabela abaixo. Houve redução de preços em quatro itens da cesta, sendo do tomate o mais expressivo (-19,37%), seguido pela banana (-4,24%), arroz (-3,21%) e carne (-1,08%). Os demais produtos apresentaram alta, com destaque foi para o feijão (16,47%) e manteiga (7,35%).

Em abril, o feijão foi o item com maior percentual de aumento de preço, cerca de 16,47% em relação a abril, enquanto que o tomate (-19,37%) e a banana (-4,24%) foram os itens que mais apresentaram queda.

“A queda acentuada no preço do tomate corrobora o padrão observado no mês de maio para esse item, conforme o último relatório do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) para as 17 capitais onde a pesquisa da cesta básica alimentar também é realizada”, diz a Seplag.

O custo total da cesta básica de limpeza doméstica foi de R$ 63, uma variação de 3,11% em relação a abril, conforme tabela a seguir. Sete produtos sofreram alta, sendo destaque o item detergente, que apresentou variação positiva de 9,86%, seguido pelo sabão em pó (7,77%), sabão em barra (6,20%) e água sanitária (3,43%). Os itens desinfetante e cera para assoalho registraram decréscimo de -2,91% e -0,28 %, respectivamente.

Já o custo total da cesta de higiene pessoal para um indivíduo foi de R$ 21,77, um aumento de 5,26% em relação a abril. Houve elevação nos preços de todos os produtos, com destaque para o item barbeador descartável, que registrou variação positiva de 9,88%, seguido pelo sabonete (9,49%) e papel higiênico.

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“Fazem uma lavagem cerebral”, diz indígena sobre ações de religiosos

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As tradições indígenas contam histórias que, enquanto para muitos homens brancos são mentiras fantasiosas, para outros são apenas mistérios que não podem ser explicados.

O CipódCast desta terça-feira (21), recebeu o indígena Francisco Apurinã. Antropólogo de currículo admirável, é administrador por formação, mestre em desenvolvimento sustentável, doutor em antropologia social, e pós-doutor em assuntos indígenas pela universidade de Helsinki, na Finlândia. Este último título, sendo o mais alto possível em qualquer carreira acadêmica.

Todo este conhecimento acadêmico, no entanto, não fornece explicação para acontecimentos poderosos que Francisco viveu, e nem fornece qualquer certeza em entender como o universo funciona: “eu acredito em tudo, e não acredito em nada”, diz num trecho da entrevista.

Vindo de uma linhagem de pajés, que são os guias espirituais para os povos indígenas, Francisco Apurinã é fruto de uma fruta. Seu pai, agoniado por ter somente filhas, pediu ao Pajé (avó de Francisco) que interviesse através dos espíritos, e de uma fruta comida por sua mãe, gerou-se a gravidez.

Embora nascido e criado por influência das histórias de sua cultura, curioso o menino ainda vivia incredulidades, e numa ocasião, diz ter sentado numa raiz ao lado de um pajé, que para provar o poder transformou a raiz numa grande sucuri, que logo voltou ao seu estado original.

“INVASÃO E LAVAGEM CEREBRAL”

Junto com os adventos adquiridos pelos indígenas com o contato aos grandes centros urbanos, o não indígena também acabou adentrando às comunidades tradicionais pelas mais diversas razões. Motivados pela palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, cristãos das mais diversas vertentes e até pessoas de diferentes religiões entendem que é papel fundamental “converter” os indígenas.

“As pessoas chegam e dizem ‘você não pode cantar’, ‘tem que cantar hino’, ‘seu canto é feio e diabólico’, ‘tem que parar de falar sua língua, não pode ser pintar’, isso é mau pra nós”, denuncia Francisco. “Dificilmente você encontra uma terra indígena que não tenha uma igreja dentro”, diz. Segundo ele, a falta de políticas públicas nas aldeias acaba favorecendo o estabelecimento de igrejas, que prometem em troca trazer algum desenvolvimento ou assistência à localidade.

AMEAÇAS, DOM E BRUNO

Toda esta realidade, contudo, tem sido ameaçada desde o momento que “o homem branco” pisou no continente: “o contato com a civilização não nos trouxe nada de bom”, diz Apurinã, que relata que cada vez mais os povos indígenas têm sido ameaçados, principalmente, por disputas de territórios com posseiros e garimpeiros.

Recentemente, os assassinatos brutais do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Araújo Pereira no Vale do Javari chamaram atenção internacional para a causa indigenista, mas Francisco Apurinã questiona: “se fosse um índio servidor da FUNAI que tivesse morrido, será que teria dado repercussão? Acredito que não”.

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Léo de Brito é registrado no TSE como negro e pode obter maior fatia do Fundão do PT

Parlamentar acreano diz que dado é fruto de erro no cadastramento e que já questionou e pediu correção

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Um levantamento realizado pelo jornal Folha de São Paulo mostra que o número de deputados federais negros eleitos em 2018, segundo os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não corresponde à realidade.

De acordo com o TSE, foram eleitos 124 deputados negros na eleição passada, classificação que inclui pretos e pardos. Com base em reportagem publicada nesta segunda-feira (20) pelo jornal, essa quantidade deve ser bem menor.

A publicação mostra um mosaico com 5 fotos de rostos de deputados brancos que foram registrados como negros no TSE: Jorge Solla (PT-BA), Fábio Mitidieri (PSD-SE), Luiz Lima (PL-RJ), Mariana Carvalho (Republicanos-RO) e Léo de Brito (PT-AC), que se autodeclaram brancos, mas foram registrados como negros.

A reportagem afirma que procurou 38 deputados que se autodeclararam negros (como pretos ou pardos) mas que teriam dificuldade de passar por uma banca de heteroidentificação, como as que avaliam se uma pessoa pode se inscrever como cotista em um vestibular, por exemplo.

Oito deles afirmaram que são brancos e que houve erro no registro da candidatura. Os demais não se manifestaram. Ou seja, de acordo com essas respostas, o total de negros diminui no mínimo para 116, mas pode cair pelo menos até 86.

O deputado Léo de Brito, de acordo com a sua assessoria, está entre os que responderam à Folha de São Paulo afirmando que houve erro no cadastro e que sempre se identificou como branco nos registros funcionais e públicos.

Ao ac24horas, o parlamentar acreano reafirmou o que respondeu à Folha, destacando que recebeu com surpresa a informação de ter sido cadastrado como pardo.

“Eu sou um dos deputados que se identificou como branco, mas houve um erro no registro dos dados. Ademais, essa questão não trazia nenhum benefício (cota de fundo eleitoral, por exemplo) na eleição 2018. Essa regra só passou a vigorar em 2020. Em todos os meus registros funcionais e públicos sempre me identifiquei como branco”, enfatizou.

Ainda segundo a reportagem da Folha, a disparidade entre a realidade e os dados oficiais existe porque a identificação racial ocorre por autodeclaração. Todavia, muitas vezes, o candidato não cuida da papelada para se registrar, ficando esse trâmite a cargo do partido, que pode cometer erros ao preencher a ficha no TSE.

A autodeclaração também abre espaço para fraudes em cima de ações afirmativas. A emenda à Constituição 111/2019 determina que, até 2030, os votos dados a candidatos negros deverá ser contado em dobro para fins de distribuição do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral.

“Pessoas podem se declarar negras para receber recursos de campanha. São recursos públicos e, neste caso, vão ser mal distribuídos se a gente não pensar em coibir essas fraudes”, afirma Sabrina de Paula Braga, mestre em direito pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

No caso do deputado petista, além de ressaltar que o dado que consta no TSE sobre a sua autodeclaração como pardo é fruto de um equívoco ocorrido no cadastramento, em 2018, ele também garante que já questionou o erro e pediu a correção.

No entanto, o tamanho da fatia do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral não é o único problema decorrente de distorções na base do TSE. A repartição do dinheiro dentro das próprias agremiações termina afetada, já que a lei estabelece distribuição proporcional à quantidade de candidaturas de pessoas negras e brancas.

Além disso, os dados oficiais inflados afetam a percepção sobre a representatividade política de pessoas negras e atrapalham estudos sobre o tema, dando a impressão de que a correção dos desequilíbrios raciais avançou mais do que a realidade mostra.

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