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Após 48 horas desaparecido, motorista de aplicativo é encontrado amarrado em estrada

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O motorista de aplicativo Marcicley Ferreira, 23 anos, que estava desaparecido desde a noite da última segunda-feira, 18, foi encontrado amarrado e com escoriações pelo corpo em uma área de mata na região da estrada do Amapá, em Rio Branco.

Segundo informações divulgadas em grupos de WhatsApp, o jovem foi encontrado pela Polícia Militar. A suspeita é que o motorista tenha sido amarrado para que os bandidos conseguissem fugir com o veículo, no entanto, o caso será investigado pela Polícia Civil. O carro de Marcicley, inclusive, foi localizado na cidade de Guajará Mirim, região do Amazonas, na última terça-feira, 19.

Horas antes do encontro, motoristas de aplicativos realizaram uma passeata na cidade e fecharam a ponte metálica em protesto ao desaparecimento.

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Mãe de Gladson diz que não entende o que passa na cabeça de quem não toma vacina

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A mãe do governador Gladson Cameli, Linda Cameli, usou as redes sociais nesta terça-feira, 30, para falar da situação daqueles que ainda não se imunizaram contra a Covid-19.

Na publicação, Linda afirma que não entende o que passa na cabeça do cidadão que não tomou o imunizante contra o vírus, que ceifou a vida de mais de 1.800 acreanos até o presente momento.

“Eu acho muita falta de responsabilidade de quem não quer tomar a vacina, vivendo o que estamos vivendo a 2 anos, com tantas perdas. Eu não entendo o que passa na cabeça dessas pessoas”, escreveu Linda no Facebook.

No início desta semana, o governador Gladson Cameli (Progressistas) decretou a instituição de um passaporte vacinal como medida para evitar o contágio da Covid-19.

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Após escolha de Lovisaro para chefia do MP, Kátia deixa de seguir Gladson no Instagram

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A procuradora-geral de justiça, Kátia Rejane Araújo, que deve deixar o cargo de chefe do Ministério Público do Acre em janeiro de 2022, não segue mais o governador Gladson Cameli no Instagram. O ato ocorreu após o chefe do executivo nomear o também procurador de justiça Danilo Lovisaro para ocupar o lugar da atual titular pelo biênio 2022-2024. Cameli segue procuradora normalmente nas redes sociais.

O ac24horas apurou que Kátia apoiava a candidatura de seu braço direito na gestão, o promotor Rodrigo Curti, mas este acabou sendo apenas o segundo mais votado na lista tríplice com 41 votos. Lovisaro ficou em primeiro com 48 votos e foi escolhido pelo critério democrático da maioria.

Nos bastidores, Rejane sugeria que o governador havia prometido que a chefia seria de Curti, bastando apenas ele está entre os três mais votados, o que aconteceu na última sexta-feira, 26, porém a suposta promessa não teria sido cumprida, pois Lovisaro foi nomeado.

Tudo indica que os bastidores da escolha do novo chefe do MPAC arranhou as boas relações entre o governador e atual chefe do Ministério Público, tanto que Gladson incumbiu ao secretário da Casa CivIL, Rômulo Grandidier, a informá-la oficialmente sobre a sua decisão de escolher Lovisaro.

Ao ac24horas, Kátia se manifestou sobre o assunto. “A escolha do governador Gladson Cameli foi democrática e não afeta a relação institucional entre o Ministério Público e o Poder Executivo, bem como o respeito e a gratidão que tenho pelo governador”.

*Atualização às 14:00 – após a publicação da matéria no ac24horas, Kátia Rejane voltou a seguir o governador

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Operação contra tráfico de drogas no Acre prende 6 pessoas e sequestra R$ 90 mil em bens

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A Polícia Federal no Estado do Acre deflagrou no início da manhã desta terça-feira, 30, a Operação Delivery, que visa desarticular organização criminosa voltada ao tráfico de drogas. Os trabalhos contam com apoio das Polícias Civil e Militar.

A operação cumpriu 16 mandados de busca e apreensão, realizou 6 prisões preventivas e 02 mandados de sequestro de bens, no valor aproximado de R$ 90.000,00. Os trabalhos contam com a participação de 50 agentes de segurança, entre Policiais Federais, Civis e Militares.

As investigações se iniciaram em abril de 2021, após um trabalho conjunto entre as polícias, que resultou na prisão em flagrante de três indivíduos integrantes de organização criminosa voltada ao tráfico de drogas na região do Juruá. Após as prisões, foi possível identificar outras pessoas envolvidas com o tráfico.

A “Operação Delivery” leva este nome em referência a conduta de partes dos investigados, que se utilizavam dos serviços de transporte privado urbano para fazerem o transporte de drogas, bem como para o transporte do numerário utilizado no pagamento dos entorpecentes.

Os envolvidos estão sendo investigados pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, além do crime de integrar organização criminosa. Somadas, as penas podem chegar até 32 anos de prisão mais multa.

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Delegada diz que ainda não é possível verificar importunação sexual alegada por Alda Radine

A responsável pelo inquérito frisa, no entanto, que as análises seguem em curso

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Logo após colher o depoimento do sargento Erisson Nery e cumprir o mandado de sua prisão preventiva que havia sido decretada ainda no domingo (28), a delegada Carla Ívane, responsável pelo inquérito que apura os fatos que culminaram com a tentativa de homicídio contra o estudante de medicina Flávio Endres, falou a respeito dos procedimentos tomados até agora, em entrevista concedida ao jornal O Alto Acre.

“Abrimos o procedimento e aguardamos a apresentação do sargento Nery, entretanto não houve essa apresentação, e a Polícia Militar também já estava em campo, então, dada a coleção de provas que já tínhamos, as imagens fortes também que obtivemos, por meio dos investigadores civis de Epitaciolândia, e essa averiguação está sendo feita com o apoio da Polícia Civil de Brasiléia, nós optamos por fazer uma representação por sua prisão preventiva dadas todas as circunstâncias do fato”, disse.

A delegada também disse que as análises das imagens de câmeras do bar onde a confusão começou ainda não permitem identificar a importunação sexual alegada pela sargento Alda Radine, mulher de Nery, que segundo a versão dada pelo “trisal” foi o real motivo de todo o tumulto que resultou nos tiros. Alda e Darlene, as duas mulheres de Nery, foram ouvidas por Carla Ívane.

“Elas já foram ouvidas ontem na delegacia, inclusive a sargento Alda registrou um boletim de ocorrência acerca de uma suposta importunação sexual que teria sido praticada pela então vítima. Entretanto, até o momento da análise das imagens, e friso isso, não é possível verificar essa importunação que ela apontou, mas as análises seguem em curso”, enfatizou a delegada.

Dura medida

Antes de se apresentar no fim da manhã desta segunda-feira, o sargento Nery chegou a dizer, por meio de sua defesa, que não estava foragido, mas apenas resguardado por medida de segurança. Não foi esse, no entanto, o entendimento do magistrado quando decretou a sua prisão preventiva que, após ter sido mantida em audiência de custódia, deve ser cumprida no Batalhão Ambiental de Rio Branco ou no Batalhão do Bope.

O depoimento do militar ocorreu com a presença de seus advogados, assim como os do estudante, além da major Ana Cássia, comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, que é onde os sargentos Nery e Alda Radine são lotados, e representantes da Associação dos Militares do Acre. De acordo com a delegada, ele respondeu algumas perguntas e silenciou quanto a outras.

Umas das perguntas para a qual o sargento se manteve em silêncio foi relacionada à arma com a qual atirou no estudante. Há a suspeita de que ela seja ilegal, pois de acordo com a própria comandante da PM em Brasiléia, o militar está de afastamento para tratamento psicológico, tendo as armas institucionais que estavam sob sua posse sido recolhidas.

Havia uma grande expectativa nas duas cidades com relação às medidas iniciais que seriam tomadas sobre o caso que tomou grande repercussão e clamor popular e que está envolto em uma série de contradições no que diz respeito aos motivos da confusão que resultou nos tiros contra o estudante que veio de Porto Velho há quatro anos para cursar medicina em Cobija.

Contradições que envolvem o caso

Algumas testemunhas ouvidas por veículos de imprensa afirmam que o problema se originou com uma briga envolvendo o sargento Nery e suas duas esposas, personagens de um divulgado caso de poliamor chamado de “trisal” que envolve a também sargento Alda Radine e uma outra mulher chamada Darlene Oliveira.

Segundo essa versão, o militar teria se enciumado com olhares dos ocupantes de uma mesa ao lado, onde estava Flávio Endres, e chegado a trocar empurrões com um dos amigos do acadêmico. Instantes depois, Alda Radine teria ido à referida mesa e tentado agredir um dos homens sendo empurrada e levada ao chão.

A versão de Alda Radine, que é confirmada por Erysson Nery, é a de que ela foi à mesa depois de ter sido apalpada pelo estudante de medicina e que este ao ser confrontado desferiu nela um soco na boca que a deixou apagada no chão. Ela prestou queixa na polícia contra ele por importunação sexual, segundo disse o próprio Nery em entrevista ao G1 Acre antes de se apresentar.

A delegada Carla Ívane e sua equipe têm 10 dias para concluir o inquérito sobre o caso e encaminhá-lo ao Judiciário. De acordo com a legislação atual, a prisão preventiva segue sem prazo determinado, contudo passa a existir o dever de a autoridade judiciária, de ofício, apreciar novamente a matéria no prazo de 90 dias. Não o fazendo, a prisão passa a ser ilegal, devendo ser relaxada.

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