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CPI tira acusação de homicídio e genocídio contra Bolsonaro

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O relator da CPI da Covid no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), retirou do documento a sugestão para que o presidente Jair Bolsonaro seja indiciado pelo genocídio de indígenas e por homicídio qualificado na gestão da pandemia de coronavírus, após uma reunião com outros integrantes do colegiado na noite de terça-feira, 19, para aparar arestas e acertar um texto de consenso para o relatório.

“A questão pacificada é a questão do genocídio. Foi retirado, eu acho que é uma boa atitude, o senador Renan Calheiros ouviu argumentações de todos”, disse o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), a jornalistas após a reunião. “O mais importante para mim dessa reunião foi que a gente saiu unificado”, acrescentou.

Renan Calheiros esclareceu que a retirada do crime de genocídio não traz prejuízos aos trabalhos da CPI, já que a acusação de crime contra a humanidade – permitindo que a denúncia seja enviada ao Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia – está mantida no parecer.

Sobre a mudança a respeito do homicídio qualificado, Renan explicou que a retirada ocorreu por considerar que o crime de epidemia com resultado de morte, que consta no relatório, já tipifica bem a questão.

Além das imputações já citadas, seguem no parecer acusações de infração de medida sanitária preventiva, charlatanismo, incitação ao crime, falsificação de documento particular, emprego irregular de verbas públicas, prevaricação e crimes de responsabilidade.

Flávio Bolsonaro

A reunião entre integrantes da CPI da Covid resultou ainda na retirada de uma acusação contra um dos filhos de Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), que passa a não ser mais acusado de advocacia administrativa a favor da Precisa Medicamentos. Flávio, porém, segue sendo citado no parecer por incitação ao crime por comandar um esquema de propagação de fake news. Por essa acusação, também foram imputados outros filhos do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Leitura do relatório

O relatório da CPI, com mais de 1.100 páginas, deverá ser lido em sessão do colegiado nesta quarta-feira, 20. A votação do documento, no entanto, deve ocorrer somente na semana que vem.

O relatório deve apontar Bolsonaro como o “principal responsável pelos erros de governo cometidos durante a pandemia da covid-19”, citando, entre outros pontos, a insistência dele na adoção e propagação do uso de tratamento com medicamentos sem eficácia comprovada em detrimento da vacinação e a resistência inicial do governo em comprar vacinas.

* Com informações da Folha e Estadão

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Acre segue com tendência de crescimento de síndromes respiratórias

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Mantendo o previsto nas duas últimas edições, o novo boletim da Fiocruz divulgado nesta quinta-feira (2) indica que o Acre segue tendência de crescimento nas síndromes respiratórias agudas graves pelas próximas semanas.

A mais nova edição do Boletim InfoGripe é referente à Semana Epidemiológica 47 (de 21 a 27 de novembro), e mostra que 13 das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG): Além do Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo mostram tendência de crescimento das SRAGs.

Destes, os que mais chamam a atenção são Pará, Ceará e Rio de Janeiro. No dado nacional, embora se mostre como um crescimento leve, podendo ser compatível com cenário de oscilação em torno de valor estável, a análise por faixa etária indica se tratar de aumento em todas as faixas etárias abaixo de 60 anos. A análise foi feita tendo como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até 22 de novembro.

De acordo com o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, ”na população com 30 anos ou mais o crescimento é relativamente pequeno, sendo mais expressivo e presente desde novembro em crianças, adolescentes e jovens adultos (20-29 anos)”. No caso das crianças (0-9 anos), os resultados laboratoriais associados a esses casos seguem apontando predomínio de vírus sincicial respiratório (VSR), que acompanha a tendência de aumento de SRAG nessa faixa etária. No caso dos adolescentes (10-19 anos) e jovens adultos (20-29 anos), se mantém majoritariamente associados à Covid-19.

Embora mais da metade das 27 unidades federativas apresentem sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a semana 47, em parte delas o cenário de crescimento recente ainda é compatível com oscilação em torno de um valor estável.

Rio Branco está fora da lista de capitais com tendência de aumento das SRAGs nas próximas semanas.

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Bolsonaro comemorou quando Lula foi solto, diz Moro

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O ex-juiz Sergio Moro (Podemos) disse nesta quinta-feira (2) que o presidente Jair Bolsonaro (PL) comemorou quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi solto da prisão, em 2019. Em entrevista à Jovem Pan Paraná, o ex-ministro da Justiça afirmou que Bolsonaro não tentou reverter a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, por 6 votos a 5, pôs fim à prisão de condenados em segunda instância.

No dia seguinte à decisão da Corte, o petista foi solto na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba, após determinação da Justiça Federal.

“O que a gente sabia é que o Planalto, o presidente comemorou quando o Lula foi solto em 2019 porque ele entendia que aquilo beneficiava ele literalmente. Então, ele não trabalhou para manter a execução em segunda instância”, disse Moro.

Ainda conforme o ex-juiz, Bolsonaro começou a sabotar todas as suas ações no ministério. O presidente também não teria cumprido com a palavra de que ninguém, mesmo membros do governo, seriam poupados de quaisquer investigações.

“Ele não fez nada disso. Ao contrário, começou a sabotar o que eu fazia. Até que chegou em um momento que eu simplesmente saio [do ministério]”, afirmou.

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Pesquisa Big Data põe JV em primeiro na disputa para o Senado

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A pesquisa do Instituto Real Time Big Data, contratado pela TV Gazeta, divulgada nesta quinta-feira, 2, também aferiu a preferência do eleitorado acreano para disputa da única vaga ao senado em 2022. De acordo com os números estimulados, o ex-senador Jorge Viana (PT), aparece na frente com 22%, seguido por Alan Rick (DEM) com 15%, Márcia Bittar (sem partido) com 13% e Jéssica Sales com 12%.

A atual senadora Mailza Gomes (PP) e a deputada federal Vanda Milani (Solidariedade) aparecem empatadas com 3% e o advogado Sanderson Moura (PSOL) surge com 2%. Leandro Bezerra (Cidadania) não pontuou. Brancos e nulos marcaram 18% e não souberam e não responderam registraram 12%. Os números espontâneos e a rejeição dos candidatos não foram divulgados.

A pesquisa foi realizada entre os dias 29 e 30 de novembro e ouviu 600 pessoas nos municípios de Rio Branco, Brasiléia, Sena Madureira, Senador Guiomard, Plácido de Castro, Xapuri e Porto Acre, Cruzeiro do Sul, Feijó, Tarauacá, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo e Rodrigues Alves. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

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Pesquisa Real Time põe Gladson liderando para o governo do Acre

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A TV Gazeta divulgou na tarde desta quinta-feira, 2, uma pesquisa do Instituto Real Time Big Data que aferiu a preferência do eleitor acreano para as eleições de 2022. De acordo com o levantamento estimulado para disputa ao Palácio Rio Branco, o candidato na reeleição Gladson Cameli ( Progressistas) aparece na frente com 45%, seguido pelo ex-senador Jorge Viana (PT), que registrou 21%. O senador Sérgio Petecão fica na terceira posição com 12%. O deputado Jenilson Leite (PSB) e o professor David Hall ( Cidadania) registraram 2% e 1%, respectivamente. Branco e nulo marcou 10%. Não sabem ou não responderam registrou 9%.

Já na aferição espontânea, Cameli lidera com 30% e Viana surge 5%. Petecão aparece 2% e Mara Rocha surge com 1%. Outros candidatos registraram 2%. Branco e nulo marcaram 16%. Não sabem ou não responderam registrou 44%.

No quesito rejeição, Cameli aparece na frente com 27%, seguido por Jorge Viana 24%. Petecão surge com 15% e Jenilson com 8%. Hall é o candidato com menor rejeição, 4%. 7% afirmam que votariam em todos os candidatos e 12% disseram que não votariam em nenhum. Não sabem ou não souberam registrou 3%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 29 e 30 de novembro e ouviu 600 pessoas nos municípios de Rio Branco, Brasileia, Sena Madureira, Senador Guiomard, Plácido de Castro, Xapuri e Porto Acre, Cruzeiro do Sul, Feijó, Tarauacá, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo e Rodrigues Alves. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

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