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Operação descobre que 35 mil litros de gasolina foram desviados na Polícia Civil

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A Delegacia de Combate à Corrupção (DECCOR/AC) pôs em ação na manhã desta quinta-feira, 14, uma operação denominada “Volta ao Mundo”, que cumpriu dois mandados de busca e apreensão e mais dois de sequestro de bens em Rio Branco.

A ação buscou apreender material comprobatório da existência de um esquema montado no setor de transportes da própria Polícia Civil do Estado do Acre para desviar combustíveis, através da fraude de cartões de abastecimentos.

Em auditoria realizada no exercício de 2018, foi constatado que os alvos foram responsáveis pelo desvio de quase 35 mil litros de combustíveis, totalizando um prejuízo estimado em quase R$ 163 mil reais aos cofres públicos.

O nome da operação, “Volta ao Mundo”, se refere à enorme quantidade de combustíveis desviados, com os quais seria possível rodar cerca de 350 mil quilômetros de distância ou dar nove voltas ao redor da terra.

Por decisão judicial, foram bloqueados valores mantidos em contas bancárias dos alvos da investigação, cujas identidades não foram divulgadas, em um total correspondente ao valor desviado pelo esquema – cerca de R$ 163 mil.

Além do bloqueio de contas, foram apreendidos dois veículos, um modelo Jeep Renegade Sport, ano 2017/2017, branco, no valor estimado em R$ 100 mil e um Toyota Etios HBXS, ano 2017/2018, branco, no valor estimado em R$ 50 mil.

Apesar do nome idêntico, a operação não tem a ver com uma investigação do Ministério Público que transcorre desde o ano de 2017, referente a desvios de combustíveis na prefeitura de Xapuri durante o mandato do ex-prefeito Marcinho Miranda.

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Alan Araújo se diz inocente e lembra abuso e ameaças de morte na prisão: “Eu pagava para tá vivo”

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Alan Araújo de Lima, 22 anos, envolvido no acidente que resultou na morte de Jonhliane Paiva Sousa, em um acidente de trânsito ocorrido em agosto de 2020, foi o segundo a prestar depoimento na manhã desta quarta-feira, 18, na 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar, em Rio Branco, e fez questão de negar que tenha praticado racha com Ícaro Pinto e qualquer tipo de amizade entre ambos.

O momento auge do depoimento, foi em relação aos abusos, extorsões e ameaças de morte ocorridas durante os 40 dias em que esteve preso na penitenciária Francisco de Oliveira Conde. “Só eu sei o que passei naquele presídio. Tive ameaças, extorsão. Estava em cela com oito pessoas. Dormia na pedra. Fizeram ameaça em dinheiro. A intenção do meu pai era me proteger. Mas se tornou um pesadelo, eles queriam mais. Os advogados levaram R$ 500 em média. Eu pagava para estar vivo. Eu entrei em estado de depressão, perdi mais de 15 kg”, argumentou.

Preso há um ano e 9 meses, sendo que, agora, no Batalhão de Operações Especiais (BOPE), Araújo contou que não faz uso de bebida alcoólica e negou sua participação na morte de Jonhliane. “Eu não bebo, até por não sentir vontade. A bebida faz a pessoa praticar coisas erradas. Não sou santo, não sou. Não cometi crime de racha, nunca fui amigo do Ícaro, não conheço, então creio que em busca da justiça, acabaram criando injustiça comigo”, destacou.

O juiz Alesson Braz questionou se a velocidade de Alan Araújo estava superior a mais de 90 km, mas Araújo negou veementemente. “Se eu cheguei a 80 km foi muito”, afirmou.

Indagado pelo fato de não ter parado no momento exato do acidente, Alan contou que decidiu ir atrás do envolvido, porém, sem sucesso e por essa razão voltou até ao local dos fatos para auxiliar a vítima. “No trajeto estava indo deixar o Eduardo na casa dele e próximo a Assembleia de Deus aconteceu o acidente. Eu fui atrás dele, não achei e voltei ao local para saber como ela estava”, ressaltou.

Entretanto, Araújo se sentiu intimidado e decidiu sair do local do impacto fatal que matou a jovem comerciária. “Cheguei lá, fiquei parado. Me perguntaram o que tinha acontecido e as pessoas insinuaram que havia racha. Me senti mal, não me senti seguro e saí de lá”, argumentou.

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Polícia é recebida a bala em rota do tráfico entre Acre e Peru e troca tiros com traficantes

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Militares do Grupamento de Operações Especiais, da Polícia Militar de Cruzeiro do Sul, chegavam a uma localidade no Rio Juruá Mirim, no último sábado, 14, quando foram recebidos à bala por quatro homens que estavam em uma residência. O local é conhecido como rota do tráfico na divisa entre Acre e Peru, onde os traficantes buscam a droga que entra no estado.

Os disparos aconteceram quando a guarnição se aproximava do local conhecido como Chico da Quelé. A equipe também atirou contra os indivíduos, que se embrenharam em área de mata e conseguiram fugir.

O objetivo da missão no Rio Mirim era inibir o tráfico de drogas. A área onde aconteceram os disparos, segundo os militares do GOE, já é próxima ao Peru e é conhecida como rota do tráfico.

No Registro feitos pelos policiais e entregue na delegacia de Polícia Civil e para o comandante da PM eles afirmam que “mesmo após buscas pelo raio aproximado, afim de encontrar algum dos indivíduos, até mesmo um deles atingido, não foi possível. Avistamos material que usam para o transporte e acomodação da droga, e também os suprimentos dos indivíduos. Como nada mais contundente foi encontrado, deixamos o local”, citaram os militares.

O comandante da Polícia Militar de Cruzeiro do Sul, tenente coronel Edvan Rogério, disse que novas operações serão feitas no local. “Nossa atuação naquela região é continua e será reforçada. Não vão intimidar a Polícia Militar do Acre com tiros”, afirma.

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Valor do litro do combustível dispara em cidades isoladas do Acre e passa de R$ 10

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Nas quatro cidades isoladas do Acre via terrestre, os preços cobrados pelo litro da gasolina e do diesel são os mais altos do Estado e estão ultrapassando o valor de R$ 10.

No município de Jordão, o litro da gasolina está sendo vendido a R$ 10,25, no único posto de combustível da cidade.

Em Marechal Thaumaturgo, no alto Rio Juruá, o litro da gasolina custa R$ 10, 15. Já o óleo diesel está mais caro ainda e alcança os R$ 10,75. Em Porto Walter, o litro da gasolina é comercializado a R$ 10 e em Santa Rosa, os consumidores pagam R$ 9 pelo litro da gasolina.

No posto de combustível local, a determinação da retirada de um dígito, na descrição do preço, não foi obedecida. Desde o dia 7 de maio os postos de combustíveis não devem mais apresentar o valor do litro com três dígitos, mas sim com dois dígitos decimais. A regra foi instituída pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP.

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Caso Jonhliane: Advogados de Alan Lima dizem que investigação policial foi mal feita, parcial e seletiva

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Marcado para os dias 17 e 18 de maio, terça e quarta da próxima semana, o julgamento dos dois denunciados pelo Ministério Público como responsáveis pelo acidente de trânsito que causou a morte da comerciária Jonhliane Paiva de Souza, de 30 anos, no dia 6 de agosto de 2020, promete ser um dos mais movimentados dos últimos tempos na capital acreana.

Ícaro José da Silva Pinto e Alan Araújo de Lima foram pronunciados pela justiça no dia 12 de maio do ano passado, pelo juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar da Comarca de Rio Branco. Pela decisão de pronúncia, Ícaro responde pelo homicídio doloso, omissão de socorro e embriaguez ao volante. Já Alan, será julgado apenas pela morte da jovem.

Nesta quarta-feira (11), o ac24horas conversou com dois dos advogados do acusado Alan Araújo de Lima, que a exemplo de Ícaro Pinto também aguarda o julgamento preso. Helane Christina da Rocha Silva e Carlos Venícius Ferreira Ribeiro afirmaram que o trabalho de investigação policial foi mal feito e realizado de maneira tendenciosa e seletiva.

Helane Christina destacou que de trinta e seis câmeras de monitoramento existentes no trecho da avenida Antônio da Rocha Viana onde ocorreu o acidente, o perito analisou apenas três, o que, na opinião dela, prejudicou o conjunto de provas relacionado à velocidade que os veículos desenvolviam nos momentos que antecederam o trágico acontecimento.

“Foi tão parcial o trabalho do delegado, somente com o intuito de acusar, que ele pegou as câmeras do Posto Village até o momento que o beneficiava, até o momento em que o Alan passava. Mas quando o Alan voltava [para prestar socorro à vítima], ele não juntou no processo e nem mostrou na mídia. Ele teria a obrigação de levar a verdade ao processo e à opinião pública”, disse.

Carlos Venícius Ribeiro reforçou a afirmação de que houve parcialidade na condução das investigações por parte do delegado Alex Danny, que à época era da 1ª Regional da Polícia Civil, e chegou a dizer que o procedimento foi vergonhoso. Ele também disse que se tenta mostrar que houve a disputa de um racha para se justificar uma acusação de homicídio com dolo eventual.

“A polícia investigou muito esse caso, e muito mal. É preciso que se diga isso. Uma investigação seletiva, vergonhosa e que hoje, certamente, obsta aquilo que é o direito mais importante do ser humano, que é o direito de defesa. Em meio a isso tudo, há um ‘racha imaginário’ que foi criado para transformar um homicídio de trânsito em um homicídio com dolo eventual”, afirmou.

O advogado também afirmou que existem diferenças entre os dois acusados que precisam ser observadas na análise do processo e consideradas no âmbito do julgamento. Para ele, Ícaro e Alan não podem ser julgados como se fossem a mesma pessoa como, segundo ele, tentam mostrar a investigação e a denúncia formulada pelo Ministério Público.

“Há nesse processo um responsável pela morte da Jonhliane, que é o Ícaro. Nós temos um culpado, que é confesso. Então nós permitir que eles sejam condenados como se fossem uma pessoa só. São condutas absolutamente distintas. E se até hoje as defesas de Ícaro e Alan não tiveram coragem de falar dessa diferença abissal de condutas, isso agora está sendo admitido”, acrescentou.

A advogada Helane Christina ainda disse que por conta da posição social de Ícaro e Alan a mídia acreana reservou um espaço para repercutir o caso como não fez em outros episódios semelhantes ou mais graves, segundo ela, do que o acidente que vitimou Jonhliane. Ela também afirmou que em dois desses casos, os acusados não estão presos e deles a imprensa pouco ou nada fala.

Helane se referiu aos casos de Lucas Oliveira, que foi acusado pela então namorada, Emely Juliana, de tê-la jogado de um carro em movimento durante uma briga, em dezembro do ano passado, e de Gabrielly Lima Mourão, que atropelou e matou a dentista Maria Josilayne Ferreira Duarte, também no ano passado, depois de perder a direção de seu carro na Estrada da Floresta, na capital.

O MP acusa os dois motoristas de estarem disputando um “racha” quando Ícaro, que dirigia uma BMW a mais de 150 km/h, segundo a perícia, atingiu a motocicleta na qual a vítima, que tinha 30 anos na época do acidente, se dirigia ao seu trabalho, no supermercado Araújo do Segundo Distrito. A tragédia aconteceu na avenida Antônio da Rocha Viana nas primeiras horas da manhã.

O julgamento está marcado para começar às 8h da próxima terça-feira (17) e deverá ser encerrado apenas no dia seguinte, em razão da grande quantidade de testemunhas. A repercussão do caso fará com que a sessão seja muito concorrida e para ter acesso ao júri se necessário cadastramento, tanto para familiares da vítima e dos acusados quanto para a imprensa e o público em geral

O juiz titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Alesson Braz, limitou o número de vagas para que o júri possa ser acompanhado pelos familiares dos réus e da vítima, além da imprensa e comunidade. Serão disponibilizadas quatro cadeiras para os familiares dos réus; quatro para os familiares da vítima; quatro para a imprensa e 31 vagas para o público em geral.

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