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Índice de Confiança do Empresário cai após três altas sucessivas

Foto: Sérgio Vale/ac24horas.com
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Foto: Sérgio Vale/ac24horas 

O Sistema Fecomércio-Sesc-Senac/AC analisa a redução no Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). De acordo com a publicação, após três altas expressivas, houve uma leve queda em setembro, de 0,4%, fazendo com que o indicador batesse 119,3 pontos.

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Apesar da diminuição, o índice ainda se mantém na zona de satisfação, acima de 100 pontos. Segundo Egídio Garó, assessor da Fecomércio/AC, a queda no indicador de confiança do empresário seria causada pela incerteza da reforma tributária, que tramita no Congresso Nacional.

“Embora ainda mostre índices favoráveis de confiança, a alta desvalorização do Real, a ameaça da inflação, o aumento do IOF até dezembro e as altas taxas de juros também não permitem que o empresário do comércio tenha um grau de confiança da economia do País a curto e médio prazo”, reforçou Egídio, acrescentando ainda que, uma vez resolvidas as pendências da reforma tributária e sendo equilibrada para o caixa das empresas, o controle cambial, a redução das taxas de juros e o aumento da capacidade produtiva, o grau de confiança empresarial deve elevar-se.

A redução do índice ocorreu depois de ter acumulado, desde junho, uma expansão de 30,7%. Na comparação com igual período do ano anterior, o Icec contou com um aumento de 30,2%, apresentando um padrão de confiança acima do de 2020, primeiro ano da pandemia.

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, os dados reforçam a ideia de que a crise recessiva está, aos poucos, ficando para trás e influenciando menos a confiança empresarial. No entanto, ele alerta que ainda há muitos desafios para serem enfrentados até a economia brasileira retomar níveis mais altos de crescimento. “A queda da confiança empresarial pode estar associada à pressão sobre os custos advinda da alta dos combustíveis e do aumento da tarifa de energia elétrica, por conta da crise hídrica, além de refletir as expectativas com relação aos efeitos da inflação sobre o consumo”, apontou Tadros.

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