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Promotor obriga governo a explicar a não convocação de 500 aprovados da Polícia Civil

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O estado do Acre possui dois concursos que ainda estão em prazo de validade. O primeiro para provimento dos cargos de perito criminal e médico legista, e, o segundo, para Agente de Polícia Civil, Auxiliar de Necropsia, Delegado de Polícia Civil e Escrivão de Polícia Civil. Por isso, já existem duas Ações Civis Públicas promovidas pelo Ministério Público Estadual que tem como objeto a estruturação da Perícia Criminal Acreana, principalmente no tocante ao reforço dos quadros e abertura das regionais de Brasileia, Sena Madureira e Tarauacá, as quais constam no organograma, mas não possuem sequer um perito criminal.

Existem cerca de 500 candidatos aprovados dos concursos da Polícia Civil do Estado (de 2015 e 2017), distribuídos em 424 Agentes de Polícia; 60 (sessenta) Delegados de Polícia; 33 (trinta e três) Escrivães de Polícia; 65 (sessenta e cinco) Peritos Criminais; e 01 (um) Médico Legista. De acordo com o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos servidores da polícia civil do Estado do Acre, o déficit, por exemplo, de agentes é de mais de 700 profissionais e de 11 delegados.

Após notícia sobre a possibilidade de abertura de novos concursos na área de segurança pública, o promotor de justiça de Tutela do Direito Difuso à Segurança Pública, Tales Tranin, encaminhou um ofício destinado ao secretário de planejamento do Acre, Ricardo Brandão, e ao secretário de segurança pública, Paulo Cézar dos Santos, indagando sobre se existem estudos para realização de novo concurso para a Polícia Civil. Em caso positivo, que saber quais cargos e o quantitativo. O Ministério Público quer saber também quais os impedimentos técnicos e/ou jurídicos para a convocação dos aprovados no Cadastro de Reserva de 2015 e 2017.

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Pop-it vira alvo de conservadores por cores que lembram bandeira LGBT

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O pop-it, brinquedo de silicone flexível que virou febre entre as crianças, principalmente depois da pandemia, passou a ser encarado como um alvo dos conservadores nas últimas semanas.

Um pastor publicou um vídeo no YouTube relacionando o “fidget toy” às cores da bandeira LGBT+ e acusando o movimento de querer destruir a família. Nas redes sociais, outros apoiadores repetiram a associação do brinquedo ao movimento. Alguns vídeos tiveram mais de 100 mil visualizações.

Em entrevista ao jornal O Globo, o carioca Rafael, comentou sobre a recusa de sua filha, Manoela, de 7 anos, ao brinquedo. A criança, filha de uma mãe evangélica, desistiu do pedido que havia feito ao pai. “De repente, ela começou a falar que o pop-it é do diabo, que é para separar a família. Fiquei aterrorizado. A criança é pura, não tem esse tipo de maldade. Ninguém pode ficar colocando isso na mente dela”, desabafou Rafael. “É só um brinquedo de plástico que está na moda, para se divertir”.

Outra entrevistada pela publicação, Anete Vieira, disse que já havia relacionado o brinquedo às cores da bandeira LGBT+ antes mesmo da publicação do pastor. Ela é mãe de Elias, 6 anos, e da bebê Adele. Segundo a dona de casa, não há problemas no brinquedo, mas preferiu comprar um de cor única.

“Tenho orientação cristã, então tenho critérios para oferecer brinquedos ao meu filho. Acredito que tudo tem uma teoria, uma ideologia. O pessoal do marketing trabalha em cima dos símbolos, das cores. Se não coaduno com os mesmos ideais, por que apresentar para meu filho?”, disse Anete, que mora em Barreiras e congrega na Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Outro frequentador da mesma igreja, Anderson Vian, discorda da fala do pastor. Para ele, as cores do pop-it remetem ao arco-íris, a “aliança que Deus fez com Noé e seu povo para mostrar que não mais acabaria com o mundo por meio de um dilúvio”. Vian tem dois filhos e liberou o brinquedo na sua casa.

O presidente do Conselho Regional de Psicologia do Rio, Pedro Paulo Bicalho, disse que as cores de um brinquedo não modificam a relação da criança com ele. “É mais uma das invenções que tem a ver com negacionismo, com esse momento esquisito que estamos vivendo. Essa é uma faixa etária que ainda não se constituiu a partir da égide do preconceito. Essas pessoas não têm ideia de como uma criança se desenvolve”, discutiu.

A fabricante do brinquedo se disse surpreso com a polêmica e que não acredita que isso vá atrapalhar o negócio, que já vendeu mais de 200 mil unidades desde agosto. ” Isso é besteira. Não vai mudar nada para a gente. Nossa linha de negócio continua: produzir produtos bons, disse Gonzaga Pontes, diretor da Luka Plásticos, que é a primeira a lançar a versão brasileira do objeto.

 

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Maioria das prefeituras do Acre têm situação fiscal crítica, baixa autonomia e muito gasto

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Apenas três prefeituras do Acre apresentam situação fiscal boa ou de excelência, segundo o Índice Firjan de Gestão Fiscal divulgado na quinta-feira, 21, pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro.

O IFGF revela que 3.024 cidades brasileiras têm situação fiscal difícil ou crítica. No estudo, elaborado pela Firjan, foram avaliados 5.239 municípios que, na média, atingiram 0,5456 ponto. O índice varia de zero a um, sendo que, quanto mais próximo de um, melhor a gestão fiscal. De acordo com a análise, o quadro é preocupante e a dificuldade de geração de receita pelos municípios é o principal entrave para a melhora das contas públicas.

Do Acre, somente Rio Branco -com nota de excelência que inclusive a coloca entre as cinco capitais com melhor gestão fiscal -Manoel Urbano e Marechal Thaumaturgo obtiveram nota azul e verde, chancelando suas finanças saneadas, com capacidade de investimento e liquidez.

Na média, as 5.239 cidades brasileiras analisadas no estudo atingiram 0,3909 ponto no indicador de Autonomia, que verifica se as receitas oriundas da atividade econômica do município suprem os custos da Câmara de Vereadores e da estrutura administrativa da Prefeitura. Esse indicador teve o pior desempenho entre os quatro analisados no IFGF. Quase 67% das cidades apresentaram situação difícil ou crítica. Para 1.704 que não geraram receita para arcar com esses custos mínimos de existência foram necessárias transferências que totalizaram R$ 4,5 bilhões – recurso que poderia ser alocado, por exemplo, em habitação e saneamento para a população.

Foram avaliadas no IFGF 2021 as cidades que declararam suas contas de 2020 de forma consistente até 10 de agosto de 2021, já que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) determina que até 30 de abril de cada ano as prefeituras devem encaminhar suas declarações referentes ao ano anterior à Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

O IFGF é composto pelos indicadores de Autonomia, Gastos com Pessoal, Liquidez e Investimentos.

O indicador de Gastos com Pessoal – que representa quanto os municípios gastam com o pagamento de pessoal em relação à Receita Corrente Líquida (RCL) – atingiu 0,5436 ponto, sendo o segundo pior entrave à gestão municipal em 2020. Mais de 53% das cidades registraram situação fiscal difícil ou crítica e, das 1.818 cidades que gastaram mais de 54% da Receita Corrente Líquida (RCL) com a folha de salário do funcionalismo público, 624 comprometeram mais de 60% do orçamento com essa despesa e ultrapassaram o limite máximo determinado pela legislação.

Já o indicador de Liquidez verifica a relação entre o total de restos a pagar acumulados no ano e os recursos em caixa disponíveis para cobri-los no exercício seguinte. A média dos municípios foi de 0,6345 ponto, a maior entre os indicadores do IFGF. Quase 60% das cidades apresentaram nível de liquidez bom ou excelente. A distribuição de recursos públicos para os municípios por conta da pandemia foi um dos fatores que contribuiu para esse resultado. No entanto, apesar do cenário mais positivo devido ao contexto atípico, 563 prefeituras estão em situação crítica – terminaram o ano de 2020 sem recursos em caixa para cobrir as despesas postergadas para este ano.

O indicador de Investimentos – que mede a parcela da Receita Total destinada aos investimentos – registrou 0,6134 ponto. Na média, foram destinados 7,1% do orçamento para esse fim. A Firjan destaca que a pandemia teve forte influência no percentual, já que os investimentos na área da saúde cresceram 34% de 2019 para 2020. No entanto, a federação chama a atenção para a grande disparidade entre os municípios nesse indicador: 49% foram classificados com gestão boa ou excelente por destinarem, em média, 10,9% da receita para investimentos, enquanto em 51% das cidades esse percentual foi de 4,6%.

A maioria das prefeituras acreanas tem alta liquidez e tem feito investimentos mas esbarram no gasto com pessoal e na falta de autonomia, já que dependem dos repasses federais para se manter. Bujari e Sena Madureira não apresentaram dados.

O estudo completo pode ser acessado aqui: https://www.firjan.com.br/ifgf

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Gasolina no Acre é a mais cara do Norte em outubro

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Foto: Sérgio Vale/ac24horas 

O mais recente levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), apontou que o preço da gasolina na Região Norte foi impactado por um novo aumento nos primeiros dias de outubro, com alta de 1,42% e o litro a média de R$ 6,266 nas bombas da região. O diesel e o diesel S-10 apresentaram o mesmo cenário crescente e foram comercializados pelo maior preço médio dentro do território nacional, a R$ 5,415 e R$ 5,469, respectivamente.

No Acre, a gasolina apresentou o maior preço médio entre os sete estados e foi vendida a R$ 6,574. Já no Amapá, apesar do aumento de 2,64% quando comparado ao fechamento de setembro, o litro do combustível foi comercializado a R$ 5,758, menor média da região.

Ainda de acordo com o recorte regional, o etanol foi encontrado pelo maior preço médio nos postos paraenses, a R$ 6,096, o que representa um aumento de 1,18% na média em relação a setembro. Em contrapartida, no Amazonas o combustível foi comercializado pelo menor preço entre os estados, a R$ 4,829.

“Mesmo com o cenário de alta que a gasolina apresenta mês a mês nos postos da Região Norte, quando avaliamos a diferença de preço para o etanol, na relação 70/30, os motoristas podem optar pela gasolina como opção mais econômica” aponta Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

O diesel e o diesel S-10 foram vendidos pelo maior preço nos postos acreanos, a R$ 5,932 e R$ 5,954. No Tocantins, o cenário inverso foi apresentado, onde os combustíveis registraram as menores médias, a R$ 5,109 o tipo comum e a R$ 5,127 o tipo S-10.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo.

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Motorista de Perpétua sofre sequestro e caminhonete é roubada

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O motorista da deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB), identificado por Sidomar juntamente com sua esposa Joelma, foram sequestrados por criminosos no Bairro Tancredo Neves, na capital, na última sexta-feira, 22.

Segundo informações apuradas pelo ac24horas, o motorista e a mulher foram rendidos em frente a residência onde residem e feitos reféns pelos bandidos. No entanto, horas depois, ambos foram amarrados e abandonados em um ramal, cuja localidade não foi revelada.

Em seguida, uma mulher seguiu com a caminhonete modelo Amarok Branca no intuito de atravessar para Cobija, na Bolívia, para negociar por entorpecentes, porém, ela acabou sendo interceptada pelas forças de segurança do Estado.

Na manhã deste sábado, 23, a parlamentar usou as redes sociais para lamentar o episódio. “Eu, minha equipe de mandato, a família do meu motorista, Sidomar e sua esposa Joelma, vivenciamos nesta noite horas de tristeza e infinita agonia com o sequestro do Sidomar, meu motorista e da Joelma, esposa dele. Foram levados (na caminhonete que ele dirige). Graças a Deus meu motorista e sua esposa foram liberados, estão em casa e estão bem”, declarou.

Almeida fez questão de agradecer ao empenho e trabalho do secretário de Segurança, Paulo César, pela rápida mobilização. “Fico no aguardo que os culpados sejam punidos com o rigor da lei”, ressaltou.

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