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Feijó está entre os dez municípios de intensa exploração madeireira na Amazônia

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Foto: Sérgio Vale/ac24horas.com

Com 13.037 hectares explorados, o município de Feijó ocupa a 9ª posição entre os 10 onde há mais retirada de madeira na Amazônia entre agosto de 2019 e julho de 2020.

Aripuanã, no Mato Grosso, explorou 30.666 e tem a liderança nesse ranking. Já Paragominas (PA), cortou 12.879 hectares e é o 10º mais explorado no período.

A área de exploração madeireira na Amazônia entre agosto de 2019 a julho de 2020 chegou a 464.759 hectares, sendo mais da metade (50,8%) apenas em Mato Grosso, seguido pelo Amazonas (15,3%) e Rondônia (15,0%).

Foto: Sérgio Vale/ac24horas.com

A maior parte ocorreu dentro de propriedades cadastradas, mas também em Terras Indígenas, Unidades de Conservação e Assentamentos Rurais. O mapeamento abrangeu sete dos nove estados da Amazônia Legal: Acre, Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima.

Os dados constam do último levantamento do Sistema de Monitoramento da Exploração Madeireira (Simex), uma plataforma do Imazon que conta com apoiadores.

No Acre, exploração da madeira é um negócio que não avança apenas no município de Feijó mas, segundo o Simex, ocorre fortemente em outras regiões.

A área de divisa de três Estados – Mato Grosso, Rondônia e Amazonas – está sofrendo uma pressão de desmatamento que já começa a alterar o chamado “arco do fogo” da destruição da floresta no bioma amazônico. A extração de madeira avança sobre o território da floresta.

Em relação às categorias fundiárias, os pesquisadores identificaram que a maior parte da área explorada foi em imóveis rurais cadastrados, que concentraram 362 mil hectares (78%). Já nos assentamentos rurais foram explorados 19 mil hectares (4%), nos vazios fundiários, 17 mil hectares (4%), e nas terras não destinadas, 12 mil hectares (3%).

Nas áreas protegidas, a exploração madeireira somou mais de 52 mil hectares, o que corresponde a 11% do total mapeado. Especificamente nas unidades de conservação, onde a atividade pode ser autorizada dependendo de sua categoria, foram explorados 28 mil hectares (6%). O Parna dos Campos Amazônicos (AM), unidade de conservação de proteção integral, onde a exploração é proibida, foi a que teve a maior área mapeada, de 9 mil hectares.

Já nas terras indígenas, foram mapeados 24 mil hectares (5%). Os territórios com as maiores áreas exploradas foram Tenharim Marmelos (AM), com 6 mil hectares, Batelão (MT), com 5 mil hectares, e Aripuanã (MT), com 3 mil hectares.

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Com indefinição no PP de Gladson, Márcio diz que “disputar o governo virou uma opção”

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O senador Márcio Bittar (União Brasil),  falou ontem ao BLOG que a falta de decisão sobre a montagem da chapa do governador Gladson Cameli que disputará a eleição, o levou a colocar em discussão dentro do seu grupo a opção dele vir a ser candidato a governador pelo União Brasil. “Essa possibilidade existe a partir de agora”, declarou Bittar, que esperava que a situação já estivesse resolvida, principalmente, dentro do PP, partido do governador.

“Enquanto não se resolver de uma vez por todas a situação da senadora Mailza Gomes (PP), se vai ou não abrir mão de buscar um novo mandato, nada se resolverá”, ponderou um preocupado Márcio Bittar.

Na sua visão, quem tem de aclarar essa questão do PP, é o governador Gladson Cameli, que é do partido. Bittar voltou a reiterar que se não se sentir representado na chapa do governador Gladson, ele deverá buscar outra alternativa. “Se não estiver no palanque do Gladson a culpa será unicamente dele”, enfatizou Márcio Bittar (União Brasil).

CONVERSA COM O MDB

Existe um canal de conversa aberto entre o MDB e o senador Márcio Bittar (União Brasil). O vice-governador Major Rocha confirmou que de fato conversa com Bittar.

CARNAVAL DE BUMBO FURADO

NÃO entendo a vereadora Michelle Melo (PDT). Faz um belo mandato, mas está se perdendo em meio a uma indefinição sobre seu futuro político. Se colocar como candidata ao governo, é jogo para a plateia. E, nem vai funcionar como instrumento do PDT, para conseguir uma vaga de vice na chapa do Gladson. É sonho. A impressão que passa é estar sendo usada. E, isso só lhe prejudica.

GLADSON NÃO VAI ACEITAR PRESSÃO

O GOVERNADOR Gladson Cameli disse ontem ao BLOG que não repetirá o erro de ceder ás pressões políticas, como em 2018, para indicar o vice e o candidato a senador da sua chapa. Falou que não abrirá nenhuma discussão sobre a escolha do nome do vice, que será pessoal; e que também opinará sobre o nome ao Senado.

VIRA VENDEDOR DE BANANA

SÃO AFIRMAÇÕES pertinentes as do Gladson. Se ele como governador não tiver o direito exclusivo de escolher o seu vice e palpitar sobre o nome da chapa para o Senado, melhor colocar uma banquinha na feira e vender banana.

PÉ NO JURUÁ

COM A ESCOLHA do advogado João Tota Filho (PSD) como vice na sua chapa, o senador Sérgio Petecão (PSD) coloca um pé firme no Juruá, região de atuação do profissional.

NEM DISCUTE

O DEPUTADO FEDERAL Alan Rick (União Brasil) está em plena campanha para o Senado, e não passa pela sua cabeça recuar para buscar a reeleição. Usa estar bem nas pesquisas para sustentar a sua decisão.

FRASE MARCANTE

“NUNCA acredite em briga definitiva de político, o adversário de hoje pode ser o aliado de amanhã”. Do anedotário da política mineira.

O FILHO NÃO É MEU

O PREFEITO Bocalom explicou ontem ao BLOG o motivo pelo qual a prefeitura não pode intervir, nas 605 ruas do programa estadual Ruas do Povo. Foram obras mal executadas; algumas nem concluídas, hoje deterioradas, e nas quais teriam que ter sido feito não só o asfaltamento, mas os serviços de esgoto, o que não aconteceu, disse Bocalom. Para se ter uma ideia, acrescentou, o BNDES nem recebeu as obras. Está tudo na justiça, se a prefeitura entrar com serviços estará sendo conivente, e eu não vou tapar este rombo, é problema para o governo do estado resolver, enfatizou Bocalom.

OUTRO PEPINO

NA CONVERSA COM O BLOG, o prefeito Bocalom reclamou também de ruas no bairro Vitória, onde teriam que ser aplicados 35 milhões de reais pelo prefeito Marcus Alexandre e não fora, o que levará a prefeitura fazer as obras para não ter que devolver o recurso corrigido para a Caixa Econômica Federal.

MUITO SIMPLES

ENQUANTO não for resolvido o impasse se a senadora Mailza Gomes (PP) sairá para um novo mandato ou disputará uma vaga de deputada federal, o governador Gladson não terá como montar sua chapa para o Senado.

NÃO ADIANTAM AS SIMULAÇÕES

POR ISSO, não adiantam as simulações de chapas enquanto esta confusão dentro do PP não for resolvida, porque toda simulação vai virar debate sobre o sexo dos anjos. Sem resolver a situação da Mailza, nada andará.

AMPARO JURÍDICO

“Caso o Israel Milani não venha apoiar a candidatura da Márcia Bittar ao Senado, em caso de uma aliança REPUBLICANOS-PL, o partido poderá sim durante a campanha lhe acionar por infidelidade partidária e brecar a legenda”. Comentário ontem de um experiente advogado especialista em Direito Eleitoral.

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Polícia é recebida a bala em rota do tráfico entre Acre e Peru e troca tiros com traficantes

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Militares do Grupamento de Operações Especiais, da Polícia Militar de Cruzeiro do Sul, chegavam a uma localidade no Rio Juruá Mirim, no último sábado, 14, quando foram recebidos à bala por quatro homens que estavam em uma residência. O local é conhecido como rota do tráfico na divisa entre Acre e Peru, onde os traficantes buscam a droga que entra no estado.

Os disparos aconteceram quando a guarnição se aproximava do local conhecido como Chico da Quelé. A equipe também atirou contra os indivíduos, que se embrenharam em área de mata e conseguiram fugir.

O objetivo da missão no Rio Mirim era inibir o tráfico de drogas. A área onde aconteceram os disparos, segundo os militares do GOE, já é próxima ao Peru e é conhecida como rota do tráfico.

No Registro feitos pelos policiais e entregue na delegacia de Polícia Civil e para o comandante da PM eles afirmam que “mesmo após buscas pelo raio aproximado, afim de encontrar algum dos indivíduos, até mesmo um deles atingido, não foi possível. Avistamos material que usam para o transporte e acomodação da droga, e também os suprimentos dos indivíduos. Como nada mais contundente foi encontrado, deixamos o local”, citaram os militares.

O comandante da Polícia Militar de Cruzeiro do Sul, tenente coronel Edvan Rogério, disse que novas operações serão feitas no local. “Nossa atuação naquela região é continua e será reforçada. Não vão intimidar a Polícia Militar do Acre com tiros”, afirma.

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Valor do litro do combustível dispara em cidades isoladas do Acre e passa de R$ 10

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Nas quatro cidades isoladas do Acre via terrestre, os preços cobrados pelo litro da gasolina e do diesel são os mais altos do Estado e estão ultrapassando o valor de R$ 10.

No município de Jordão, o litro da gasolina está sendo vendido a R$ 10,25, no único posto de combustível da cidade.

Em Marechal Thaumaturgo, no alto Rio Juruá, o litro da gasolina custa R$ 10, 15. Já o óleo diesel está mais caro ainda e alcança os R$ 10,75. Em Porto Walter, o litro da gasolina é comercializado a R$ 10 e em Santa Rosa, os consumidores pagam R$ 9 pelo litro da gasolina.

No posto de combustível local, a determinação da retirada de um dígito, na descrição do preço, não foi obedecida. Desde o dia 7 de maio os postos de combustíveis não devem mais apresentar o valor do litro com três dígitos, mas sim com dois dígitos decimais. A regra foi instituída pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP.

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Caso Jonhliane: Advogados de Alan Lima dizem que investigação policial foi mal feita, parcial e seletiva

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Marcado para os dias 17 e 18 de maio, terça e quarta da próxima semana, o julgamento dos dois denunciados pelo Ministério Público como responsáveis pelo acidente de trânsito que causou a morte da comerciária Jonhliane Paiva de Souza, de 30 anos, no dia 6 de agosto de 2020, promete ser um dos mais movimentados dos últimos tempos na capital acreana.

Ícaro José da Silva Pinto e Alan Araújo de Lima foram pronunciados pela justiça no dia 12 de maio do ano passado, pelo juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar da Comarca de Rio Branco. Pela decisão de pronúncia, Ícaro responde pelo homicídio doloso, omissão de socorro e embriaguez ao volante. Já Alan, será julgado apenas pela morte da jovem.

Nesta quarta-feira (11), o ac24horas conversou com dois dos advogados do acusado Alan Araújo de Lima, que a exemplo de Ícaro Pinto também aguarda o julgamento preso. Helane Christina da Rocha Silva e Carlos Venícius Ferreira Ribeiro afirmaram que o trabalho de investigação policial foi mal feito e realizado de maneira tendenciosa e seletiva.

Helane Christina destacou que de trinta e seis câmeras de monitoramento existentes no trecho da avenida Antônio da Rocha Viana onde ocorreu o acidente, o perito analisou apenas três, o que, na opinião dela, prejudicou o conjunto de provas relacionado à velocidade que os veículos desenvolviam nos momentos que antecederam o trágico acontecimento.

“Foi tão parcial o trabalho do delegado, somente com o intuito de acusar, que ele pegou as câmeras do Posto Village até o momento que o beneficiava, até o momento em que o Alan passava. Mas quando o Alan voltava [para prestar socorro à vítima], ele não juntou no processo e nem mostrou na mídia. Ele teria a obrigação de levar a verdade ao processo e à opinião pública”, disse.

Carlos Venícius Ribeiro reforçou a afirmação de que houve parcialidade na condução das investigações por parte do delegado Alex Danny, que à época era da 1ª Regional da Polícia Civil, e chegou a dizer que o procedimento foi vergonhoso. Ele também disse que se tenta mostrar que houve a disputa de um racha para se justificar uma acusação de homicídio com dolo eventual.

“A polícia investigou muito esse caso, e muito mal. É preciso que se diga isso. Uma investigação seletiva, vergonhosa e que hoje, certamente, obsta aquilo que é o direito mais importante do ser humano, que é o direito de defesa. Em meio a isso tudo, há um ‘racha imaginário’ que foi criado para transformar um homicídio de trânsito em um homicídio com dolo eventual”, afirmou.

O advogado também afirmou que existem diferenças entre os dois acusados que precisam ser observadas na análise do processo e consideradas no âmbito do julgamento. Para ele, Ícaro e Alan não podem ser julgados como se fossem a mesma pessoa como, segundo ele, tentam mostrar a investigação e a denúncia formulada pelo Ministério Público.

“Há nesse processo um responsável pela morte da Jonhliane, que é o Ícaro. Nós temos um culpado, que é confesso. Então nós permitir que eles sejam condenados como se fossem uma pessoa só. São condutas absolutamente distintas. E se até hoje as defesas de Ícaro e Alan não tiveram coragem de falar dessa diferença abissal de condutas, isso agora está sendo admitido”, acrescentou.

A advogada Helane Christina ainda disse que por conta da posição social de Ícaro e Alan a mídia acreana reservou um espaço para repercutir o caso como não fez em outros episódios semelhantes ou mais graves, segundo ela, do que o acidente que vitimou Jonhliane. Ela também afirmou que em dois desses casos, os acusados não estão presos e deles a imprensa pouco ou nada fala.

Helane se referiu aos casos de Lucas Oliveira, que foi acusado pela então namorada, Emely Juliana, de tê-la jogado de um carro em movimento durante uma briga, em dezembro do ano passado, e de Gabrielly Lima Mourão, que atropelou e matou a dentista Maria Josilayne Ferreira Duarte, também no ano passado, depois de perder a direção de seu carro na Estrada da Floresta, na capital.

O MP acusa os dois motoristas de estarem disputando um “racha” quando Ícaro, que dirigia uma BMW a mais de 150 km/h, segundo a perícia, atingiu a motocicleta na qual a vítima, que tinha 30 anos na época do acidente, se dirigia ao seu trabalho, no supermercado Araújo do Segundo Distrito. A tragédia aconteceu na avenida Antônio da Rocha Viana nas primeiras horas da manhã.

O julgamento está marcado para começar às 8h da próxima terça-feira (17) e deverá ser encerrado apenas no dia seguinte, em razão da grande quantidade de testemunhas. A repercussão do caso fará com que a sessão seja muito concorrida e para ter acesso ao júri se necessário cadastramento, tanto para familiares da vítima e dos acusados quanto para a imprensa e o público em geral

O juiz titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Alesson Braz, limitou o número de vagas para que o júri possa ser acompanhado pelos familiares dos réus e da vítima, além da imprensa e comunidade. Serão disponibilizadas quatro cadeiras para os familiares dos réus; quatro para os familiares da vítima; quatro para a imprensa e 31 vagas para o público em geral.

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