Menu

Madeira irregular do Acre apreendida na Bahia é doada pelas instituições sociais

Receba notícias do Acre gratuitamente no WhatsApp do ac24horas.​

A Procuradoria Geral da República na Bahia conseguiu nesta sexta-feira (27) promover a doação 55 metros cúbicos de madeira amazônica apreendida na Bahia, antes que o material ficasse inutilizado. A madeira, vinda do Acre para a cidade de Feira de Santana, havia sido apreendida em setembro de 2020, no município de Seabra, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Em inspeção ao caminhão, a equipe da PRF suspeitou que o volume transportado era incompatível com o documento de origem florestal (DOF) apresentado pelo motorista – essencial para garantir que a madeira não é de origem ilegal. O fato foi confirmado pela Polícia Federal em laudo emitido em abril deste ano.

Anúncio

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), entidade pública responsável pela conservação do Parque Nacional da Chapada Diamantina, ficará com 50% da madeira. O restante da madeira será dividido entre a Associação Beneficente de Seabra – Lar do Vovô, que abriga mais de 30 idosos na cidade de Seabra, e a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) do município de Ruy Barbosa.

Além de permitir retirá-la do pátio da PRF antes de sua completa deterioração, conseguimos destinar a madeira a entidades sociais, o que vai beneficiar parte da sociedade baiana.”. Nunes é responsável pela investigação criminal do caso, e obteve autorização da Justiça Federal para a doação.

A operação para o transporte da madeira até a sede do ICMBio em Mucugê, onde será armazenada e repartida entre os destinatários, conta com o apoio da PRF e dos brigadistas do instituto. O caminhão apreendido havia sido alugado, e o seu proprietário – que já havia obtido decisão judicial para receber o veículo de volta, mas precisava aguardar a perícia e a descarga da madeira – foi convidado pelo MPF para providenciar o transporte do material até o destino e aceitou.

Durante o tempo passado entre a apreensão e perícia – necessária para instruir a investigação e responsabilizar os envolvidos no transporte ilegal da madeira –, o caminhão e a carga ficaram expostos ao clima, no pátio da PRF, e o MPF recebeu as solicitações de doação.

O inquérito que apura os fatos segue em andamento. Após a conclusão da investigação, o MPF poderá pedir a responsabilização dos envolvidos pelo uso de documento falso e pelo transporte ilegal de madeira. O crime de transporte ilegal de madeira é punido com pena de detenção, de seis meses a um ano, e multa, segundo a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998). O crime de uso de documento falso é previsto pelo Código Penal, art. 299 c/ 304, que estipula pena de reclusão de um a cinco anos, e multa. Como o documento falso foi apresentado à PRF, órgão de fiscalização federal, a atribuição para processar o caso é do MPF.

Siga o ac24horas no Google Notícias e seja o primeiro a saber tudo que acontece no Acre

Seguir no Google

Veja também

Newsletter

Fique por dentro do que acontece no Acre

Receba em primeira mão as notícias mais importantes do estado direto no seu e-mail. Política, economia, segurança e tudo que impacta a vida dos acreanos.