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MP abre inquérito para apurar denúncias de assédio supostamente cometida por Frank

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O Ministério Público do Acre (MPAC), instaurou nesta quinta-feira, 26, um inquérito civil que deverá apurar denúncias de assédio sexual e moral supostamente praticados pelo secretário de saúde de Rio Branco, Frank Lima, contra servidores da prefeitura.

Recentemente, Lima foi denunciado por assédio sexual contra servidoras em julho deste ano. Depois das denúncias, ele pediu a abertura de um procedimento administrativo na prefeitura para responder às acusações.

Em julho, sete mulheres que trabalham na Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco denunciaram o secretário da pasta, Frank Lima, por assédio sexual.

As denúncias, inclusive, chegaram ao conhecimento da vereadora Michele Melo (PDT), que é vice-presidente da Comissão em Defesa da Mulher da Câmara de vereadores da capital.

“Pureza” – estreia nesta quinta, filme que descreve drama do trabalho escravo contemporâneo

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Vencedor de 28 prêmios nacionais e internacionais, o longa-metragem “Pureza”, protagonizado por Dira Paes, estreia em todo o Brasil nesta quinta-feira, 19 de maio. O filme é inspirado na história real de Dona Pureza, uma mãe brasileira que durante três anos desafiou todos os perigos para encontrar seu filho e se tornou um símbolo do combate ao trabalho escravo contemporâneo no mundo.

A trajetória de luta de Dona Pureza foi reconhecida internacionalmente e, assim, em 1997, ela recebeu em Londres o Prêmio Antiescravidão, oferecido pela organização não-governamental britânica Anti-Slavery International, a mais antiga organização abolicionista em atividade.

“Pureza” emociona e chama atenção para uma das causas mais importantes no Brasil e no mundo: a erradicação do trabalho escravo contemporâneo. É um filme de impacto que pretende criar o ambiente propício para a sensibilização e conscientização da sociedade brasileira para essa realidade no país, conclamando a sociedade brasileira a engajar-se pela definitiva erradicação do trabalho escravo contemporâneo e a promoção do trabalho digno no Brasil.

“Pureza tem carga de realidade suficiente para despertar a sociedade brasileira para a tragédia do trabalho escravo contemporâneo e ainda atuar de forma preventiva para essa situação. Quando um trabalhador comum assiste este filme, ele entende a mecânica do trabalho escravo, como acontece o aliciamento, por que seus documentos são confiscados. Estamos fazendo sessões em regiões vulneráveis para aumentar a consciência do país sobre esse gravíssimo problema que afeta a dignidade humana. É necessário abrir os olhos e o coração da sociedade brasileira para o trabalho escravo. Precisamos virar essa página dramática de nossa História”, diz Renato Barbieri, diretor do filme.

O longa-metragem é um filme ficcional com um processo inédito de engajamento social desde sua viabilização, que conta, até agora, com a participação de mais de 85 organizações atuantes na causa. É uma produção de Gaya Filmes e Ligocki Entretenimento, com direção de Renato Barbieri, produção de Marcus Ligocki Jr., distribuição da DownTown e Paris Filmes e o protagonismo da grande atriz Dira Paes como Pureza.

Sobre Dona Pureza

Pureza Lopes Loyola nasceu em Presidente Juscelino, município a 85 km de São Luís, e se mudou para Bacabal, a 240 km da capital, onde o marido tinha parentes. Com o fim do casamento, a sobrevivência passou a depender da olaria e da venda de tijolos na qual trabalhava ombro a ombro com seus cinco filhos. Evangélica, alfabetizou-se aos 40 anos com o objetivo de ler a Bíblia.

Em 1993, depois de meses sem notícias do filho caçula, Antônio Abel, que partira em busca da sorte no garimpo, Pureza decidiu seguir seu rastro. Com a roupa do corpo e munida de uma bolsa, sua Bíblia e uma foto de Abel, Pureza estava decidida a encontrá-lo vivo ou morto. Sabia apenas que ele tinha ido ao Pará.

Em sua busca determinada por Abel, Pureza visita fazendas e descobre um perverso sistema de aliciamento e escravidão de trabalhadores “contratados” para derrubar grandes extensões de mata nativa a fim de converter a área em pastagem para o gado.

De fazenda em fazenda, Pureza conheceu de perto o drama dos peões, tornando-se amiga e confidente de muitos trabalhadores. Conheceu por dentro o sistema pelo qual os empregadores confiscavam documentos de identidade dos empregados e tornavam-nos totalmente dependentes dos encarregados para obter roupa, comida e produtos básicos. Ouviu relatos dramáticos de trabalhadores que poderiam ser mortos se tentassem se rebelar ou fugir.

Com a ajuda da Comissão Pastoral da Terra — a CPT, Pureza entrou em contato com o Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho no Maranhão, no Pará e em Brasília. Chegou a escrever cartas para três presidentes da República: Fernando Collor, Itamar Franco (o único que lhe respondeu) e Fernando Henrique Cardoso. Até hoje, ela guarda uma cópia de cada uma dessas cartas.

A batalha de Pureza para encontrar Abel deu impulso decisivo à criação, em 1995, do Grupo Especial Móvel de Fiscalização, que uniu auditores-fiscais do trabalho, policiais federais e procuradores do trabalho para viabilizar o cumprimento da lei e a observância de direitos trabalhistas em todo o território nacional. Em 1997, Pureza recebeu em Londres o Prêmio Anti-Escravidão da Anti-Slavery International, a mais antiga organização de combate ao trabalho escravo em atividade no mundo.

Hoje, Abel vive em Bacabal com Pureza e a família. Entre 1995 e 2021, o Grupo Móvel libertou mais de 57 mil trabalhadores em condições análogas à escravidão. Em 2018, segundo estimativas da Walk Free Foundation, 369 mil pessoas foram submetidas à escravidão no Brasil. No mesmo ano, segundo a OIT, 40,3 milhões de pessoas foram submetidas à escravidão no mundo. A política de combate ao trabalho escravo no Brasil se tornou referência mundial. Atualmente, o combate ao trabalho escravo enfrenta retrocesso no atual governo federal e no Congresso.

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Cotidiano

Cidades do Acre são incluídas em pesquisa de saúde bucal do Ministério da Saúde

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A Terceira edição da SB Brasil – Pesquisa Nacional de Saúde Bucal, realizada pelo Ministério da Saúde, irá incluir 11 cidades do Acre.

Em 2022, o estudo será realizado com mais de 50 mil pessoas. Ao todo, 422 municípios brasileiros devem participar da iniciativa. O programa visa identificar as condições de saúde bucal mais comuns na população brasileira e subsidiar políticas públicas.

“Na primeira etapa, os profissionais da Atenção Primária à Saúde Bucal passarão de porta em porta, convidando a população para a pesquisa e irá coletar dados socioeconômicos, por meio de um questionário. A participação é importante, visto que o participante que tem algum problema bucal detectado, já é encaminhado para a unidade odontológica”, destaca nota do Ministério.

Logo após o mapeamento nas cidades, que acontece até junho, será feito a fase de avaliação da saúde bucal, com a realização de exames físicos de pessoas com idades de 5 anos, 12 anos, 15 a 19 anos, 35 a 44 anos e 65 a 74 anos. Os dados sobre a necessidade de tratamento dentário, urgência de tratamento e de próteses dentárias, também serão verificados.

Os municípios acreanos que participarão da pesquisa são:

– Brasiléia

– Capixaba

– Cruzeiro do Sul

– Epitaciolândia

– Feijó

– Rio Branco

– Rodrigues Alves

– Senador Guiomard

– Sena Madureira

– Tarauacá

– Xapuri

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Cotidiano

Traficante é preso quando fazia “promoção” de drogas no Conjunto Esperança

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A concorrência no tráfico de entorpecentes é tão grande na capital, que na região do Conjunto Esperança, no bairro da Floresta, um traficante do Beco da Cacimba resolveu fazer promoção no estoque de pasta-base e skunk.

De acordo com as informações, o cliente que comprasse três trouxinhas ganharia uma de brinde. Os papelotes tinham, inclusive, uma logomarca com a imagem de um personagem de Walt Disney.

Policiais da Força Tática faziam um patrulhamento de rotina na área, quando abordaram um suspeito que portava um papelote de skunk com a logomarca do Tio Patinhas.

O usuário confessou que havia adquirido de um traficante que estava fazendo promoção de drogas nas proximidades. Localizado pelos policiais, o homem foi preso e apresentado na Delegacia de Flagrantes, onde foi autuado por tráfico de entorpecentes.

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Cotidiano

“Governo de Gladson perde mais R$ 5 milhões da produção rural”, lamenta Petecão

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A Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) cancelou R$ 5 milhões em convênio firmado com o Governo do Estado do Acre, que deveriam ser investidos em construções de armazéns e aquisições de maquinários.

O anúncio do cancelamento foi publicado recentemente na página do extrato do convênio. A motivação, de acordo com a Sudam, é a falta de documentação e licitação por parte do governo do Acre.

A verba faz parte de uma emenda da bancada acreana, viabilizada em 2019, no valor de R$ 50 milhões, para aquisição de maquinários e obras no setor agrícola. O valor foi dividido em dois convênios, além do que foi cancelado, no valor de R$ 5 milhões, e um outro no valor de R$ 45 milhões para aquisição de máquinas pesadas.

Mais cancelamentos estão por vir

O governo do Acre poderá perder outros R$ 9 milhões, destinados a aquisição de maquinários, por falta de licitação. Ao todo, dos R$ 45 milhões do segundo convênio, apenas R$ 36 milhões foram licitados, segundo aponta o levantamento.

O coordenador da Bancada Federal do Estado do Acre, senador Sérgio Petecão (PSD), lamentou o cancelamento do convênio. “É um desperdício de dinheiro público, já está se tornando rotina essa falta de gestão. Ontem foram as verbas que a bancada destinou para a Segurança Pública, hoje são as verbas para melhorar a produção rural. É lastimável que tanto dinheiro seja jogado fora”, explicou.

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